SENÓIDE – Música Eletrônica Italiana

Hoje a música eletrônica italiana vive mais um boom. Porém o país sempre esteve em voga, a começar por Luciano Berio – pioneiro da música eletroacústica ainda nos anos 50. Nos anos 70 e 80, Giorgio Moroder revolucionou a música popular com “I Feel Love” de Donna Summer (1977), e acabou proporcionando diversos subgêneros que surgiram a partir de sua música. A primeira vez que Brian Eno ouviu “I Feel Love” correu à casa de David Bowie e lhe disse: “Esta é a música do futuro. Isso vai mudar o som dos clubes pelos próximos 15 anos”. Pois ele foi muito modesto. Em 2010, Giorgio ainda influencia diretamente a música eletrônica - assim como Alexander Robotnick.

Alguns dos novos italianos: Love Supreme, Bottin, The Diaphanoids, Fratelli Riviera, Fabrizio Mammarella, Rodion, etc. É importante dizer que existem produtores de Nu Disco em todo o mundo, e que a nova música italiana também tem influência de outras vertentes da Disco, além de Moroder.

FRATELLI RIVIERA _ HARD ROCK _ 2009

THE DIAPHANOIDS _ WEIGHTLESSMOTIONLESS _ 2008

 

BOTTIN _ HORROR DISCO _ 2009


A segunda vez que o Deep House veio à tona – (da metade para o final dos anos 90) – a música dominou os clubes franceses, espanhóis, portugueses e italianos. Produtores já renomados voltaram a se destacar, entre eles: Joe T. Vannelli, Spiller, Deep Bros, Alex Neri, Francesco Farfa, Claudio Coccoluto, etc.

WORLD FAMOUS MARTINEZ ORCHESTRA (com CLAUDIO COCCOLUTO) _ RUSHLIGHT _ 1999

RICKY MONTANARI _ PENETRATE MY BODY (STEFANO GREPPI MIX) _ 1999


Nesse mesmo período, o Techno, mecânico, estrutural, minimalista e monotônico, era algo em comum entre italianos e alemães até o começo da década passada. Via Marco Carola, Stefano Noferini, Rino Cerrone, Marco Lenzi, Mauro Picotto, e mais recentemente, Luca Bacchetti (Tech House).

GAETANO PARISIO (GAETEK) _ THE ADVANCED SERIES VOL. 01 (B1) _ 1999

DANILO VIGORITO _ RIDE MY BIKE _ 2002


E quem ligou o rádio no começo dos anos 90 em São Paulo ouviu que o melhor do kitch eletrônico era italiano. O Brasil foi um dos lugares que comercialmente melhor respondeu ao Italo House, com Lee Marrow, Black Box, Glam, e Gianfranco Bortolotti produzindo inúmeros projetos: Cappella, Anticappella, 49ers, Club House, etc.

CAPPELLA _ GET OUT OF MY CASE (PARADISE MIX) _ 1989

LEE MARROW _ PAIN (DANGEROUS MIX) _ 1989


O Italo Disco era considerado “underground” nos países de língua inglesa, mas era bastante tocado em outros países europeus. O grupo ítalo-americano Klein & M.B.O. deu mais relevância à bateria eletrônica e acabou influenciando o surgimento do House alguns anos depois – (ouça “Dirty Talk” e “Wonderful”, ambas de 1982). Peculiar é o fato de que nem todo Italo Disco é italiano… Estes sim:

MIRAGE _ WOMAN _ 1983

‘LECTRIC WORKERS _ ROBOT IS SYSTEMATIC _ 1982


De volta ao ponto inicial com as incríveis trilhas para cinema de Giorgio Moroder.

GIORGIO MORODER _ VALLEY OF THE DOLLS _ (TRILHA DE “FOXES”) _ 1980

GIORGIO MORODER _ (THEME FROM) MIDNIGHT EXPRESS _ 1978

Marco AndreólEscrito por Marco Andreól em 27 de maio de 2010

comente

  1. Marco Andreol

    Marco Andreol disse em 29 de junho de 2010

    O primeiro Trance também foi produzido por 2 italianos enquanto viviam na Bélgica em 1990 – (Bruno Sanchioni e Giuseppe Chierchia, ou Age of Love).
    http://www.youtube.com/watch?v=uk63nNS_wcE
    AGE OF LOVE – THE AGE OF LOVE (BOEING MIX)
    A faixa foi remixada por Jam&Spoon em 1992 e se tornou um dos maiores clássicos da música eletrônica dos anos 90.

  2. holocaos

    holocaos disse em 15 de junho de 2010

    curto demais italodisco !

  3. Marco Andreol

    Marco Andreol disse em 12 de junho de 2010

    Disco ITALIANA de 1978 (cult classic de Bologna), por Marzio Vincenzi e Mauro Malavasi.

    http://www.youtube.com/watch?v=tynSFY-bHlI

    MACHO – I’M A MAN

  4. KIKO

    KIKO disse em 4 de junho de 2010

    Gostei muito dessa materia. Conheci o Coccoluto, Ralf, Francesco Farfa, Massimino, Ricky Biriquinno, Miki, Stephano D’Andrea. Porem uma das melhores noites era dancar ao som de Coccoluto na noitada New York Bar, Cafe Atlantic (Milano), boate de Dolce & Gabanna, mas jamais esquecerei realmente as festas no Cocorico – Riccioni – o prive mais disputado da temporada (Titilla).