Considere esta seleção não como uma lista comum, vertical ou cartesiana, que se encerra em si mesma, e sim como uma série de módulos, bolhas, nuvens ou salas. Cada conjunto pode ser desdobrado de acordo com o repertório musical do ouvinte.
Colecionador de sintetizadores clássicos, o produtor musical e publicitário Arthur Joly passou a construir seus próprios sintetizadores analógicos nos estúdios da Reco-Head. Sua proposta vai além do mero revivalismo tecnológico. Ele questiona a hegemonia da era digital e aponta que, em prol das demandas comerciais, a indústria de equipamento musical foi abandonando algo importantíssimo: a qualidade do som propriamente dito, do timbre. » Continue lendo esta matéria
Durante a produção e repercussão da matéria anterior »Os primeiros anos do HELL’S CLUB« eu fui me lembrando das músicas que ouvi naquela pista.
Então selecionei 54 delas para a segunda parte.
Aproveito e agradeço aos DJ’s que passaram pelo clube naquele período: Alfred, Andrea Gram,Daniel Um,Erik Caramelo,George Activ,Guilherme M.,Gil Bárbara, Habitants (live),Julião,Luiz Pareto,Mau Mau, Paula Chalup, Renato Cohen (live),Roger Rabbit.
Na virada da década de 80 para 90, Londres e Manchester presenciavam a última grande manifestação sócio-musical do século 20, oSecond Summer Of Love, que tomou impulso nas noites do clube Schoom e na melhor fase do Haçienda. Na Berlim recém liberta do muro, oLove Parade lançava a todos os ventos a música negra e minimalista de Chicago e Detroit num movimento que crescia geometricamente. Nos primeiros anos dos anos 90, quem estava aberto à contracultura assistiu vários polos urbanos entrando em uníssono pelo planeta, cidade após cidade, como numa corrente.
No Brasil, o Hell’s Club é lembrado como marco dessa época. Foi ali que a e-music fez amplo sentido. Quando o clube abriu em 1994, os clássicos de house, techno e hardcore do final dos 80 e começo dos 90 quase não tocavam mais, por outro lado, a eletrônica havia se desenvolvido e se consolidado, justamente no momento em que um mundo sensorial começava a se abrir em São Paulo. A nova música nesse contexto foi, enfim, inteiramente assimilada. Dali pra frente a eletrônica alternativa se popularizaria de vez, para além dos guetos.
DJ há mais de duas décadas, Xerxes de Oliveira é reconhecido internacionalmente por seu projeto XRS Land e a parceria com o DJ Marky. Mas você sabia que ele também é um dos nossos melhores professores? Numa época em que se acreditava que aprender a produzir música eletrônica era simplesmente dominar o equipamento, Xerxes já sugeria questões mais complexas a seus alunos.
O produtor/DJ fala sobre as opções de ensino musical hoje e como esse aprendizado pode influenciar a nossa eletrônica nacional num futuro próximo. Seu mais novo curso, elaborado por ele mesmo, abrange história, filosofia, matemática, física e teoria musical, e leva a compreensão da eletrônica a outro patamar.