Senǒide » Música e Política nº 04: DISTOPIA

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Na virada dos anos 70 para os 80, o movimento hippie havia sido completamente fagocitado pelo capitalismo, John Lennon era assassinado; a disco era chutada de volta para os guetos; a amoralidade e a agressividade do punk permitiam que o velho machismo se manifestasse. Khomeini, Thatcher, Reagan; Guerra Fria e ditaduras latino-americanas ainda vigentes; Guerra das Malvinas, Beirute, Irã x Iraque, conflitos na Líbia e no Líbano – os jornais eram bombardeados por imagens de um mundo desesperançoso e clamoroso de morte.

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Senǒide » Música e Política nº 03: A pista CONCLAMA!

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Capa do 12″ de Liberation

 

POLÍTICA VIRA METAFÍSICA

Não há período mais utópico para a música ‘eletrônica’ do que o começo dos 90 – principalmente por volta de 92/93. O ecstasy brindava a aliança musical entre Europa e EUA, a ‘eletrônica’ negra e branca se entrelaçavam; Reagan, Thatcher e URSS saíam de cena, caía o Muro de Berlim e aquela estética bélica dos anos 70/80 perdia o sentido; Mandela era libertado, o computador pessoal chegava às casas e a consciência ecológica dava um salto considerável. Essa onda de otimismo podia ser ouvida na música de Jam & Spoon, CJ Bolland, Humate, Orbital, Underworld, Gypsy, Leftfield, X-Press 2, e dezenas de one-hit wonders. Tudo apontava para cima » UPLIFTING (elevado, planante) era o termo que melhor descrevia o movimento das simples estruturas musicais que subiam progressivamente e lá permaneciam.

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Senǒide » Música e Política nº 02: Plat Du Jour

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Segundo o ecologista indiano Satish Kumar, comer alimentos apropriados é parte da solução de problemas como o aquecimento global e a fome mundial: “Perdemos o controle das origens dos alimentos; a maioria de nós não sabe dizer como a comida é distribuída, tarifada, ou mesmo como é preparada.

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Senǒide » Música e Política nº 01: (Pride) A Deeper Love

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Deborah Cooper em 1991


Em 28 de junho de 1969, no Greenwich Village, bairro de Nova York, um bar clube de gays, lésbicas e travestis chamado
Stonewall Inn era mais uma vez invadido pela polícia. Naquela época os bares gays americanos eram constantemente inspecionados; os policiais prendiam as travestis mais ousadas e todos os que vestiam mais de três peças do sexo oposto. A princípio não havia nada de especial naquela batida no Stonewall, até que, pela primeira vez, os LGBTs reagiram.

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Senǒide » MÚSICA & POLÍTICA » nº 00 [série]

Diferentemente do que muitos pensam, a música “eletrônica” vai além do mero escapismo. Na realidade, a música trata de tudo e qualquer coisa. Pense em algo! – Do sol às aves, do amor ao chão, da matemática ao sexo Haverá um ou mais produtores abordando o tema. 

Mas por que continua presente o estigma da vacuidade? Ou ainda: por que persiste a fama de que a “eletrônica” só serve às pistas?

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