Sangria Digital vol.1

Os ecos de um extinto projeto noturno se transformaram em uma mixtape quinzenal aqui no deepbeep.

Durante quatro anos o projeto Sangria Digital ocupou semanalmente as sextas do Prefácio Bar em Porto Alegre, dedicado a apresentar sonoridades eletrônicas opostas à pista de dança, com certa orientação ao experimental, mas sempre mantendo um ar de descontração e certo conforto.

Ao mesmo tempo em que explorava beats sintéticos com padrões rítmicos esquisitos, em um pulo alcançava a leveza de um Ambient Pop, tudo sempre em um Tempo lento e arrastado.

Poderíamos rotular como um projeto de Chill Out não fosse a conotação farofa New Age que o termo acabou sendo taxado, devido as centenas de coletâneas que só exploram os mesmos ritmos, perdendo a essência eclética e avant-garde que permitia ousar mais na mistura dos gêneros.

A música Chill Out nunca foi um estilo e sim uma amálgama deles, que se comunicam justamente nas sensações que podem causar e pelo contexto dos lugares onde é tocada.

O projeto tinha um slogan que ainda serve para descrevê-lo nessa nova etapa, pode dar um leve sentimento de vaguidão, mas ainda acho o mais adequado para definir os sets que aqui virão:

“Música eletrônica em todas suas vertentes e variações, priorizando batidas low-fi, BPMs humanizados, synths acalentadores, descontração e experimentação digital.”

Playlist
1 – Gonjasufi – Candylane
2 – RJD2 – Tin Flower (Feat. Heather Fortune)
3 – Persona La Ave – Beach 2 (Gobble Gobble’s R. Kelly Magic Carpet)
4 – Tame Impala – Solitude Is Bliss (Mickey Moonlight Remix)
5 – Krikor and The Dead Hillbillie – The Times
6 – Jaakko Eino Kalevi – I Wanna Win
7 – Charlotte Gainsbourg – Time of the Assassins (Matthew Dear Remix)
8 – 10lec6 – Drown Dogs
9 – Fina – Test of Simpler
10 – Pulshar – Sacrifice Of Love
11 – Stewrat – Disagreements
12 – Bibio – Fire Ant
13 – Baths – Lovely Bloodflow
14 – Bo’tox – Blue Steel
15 – James Pants – Thin Moon
16 – Midnight Magic – Beam Me Up (Gavin Russom)

Gabriel CevallosEscrito por Gabriel Cevallos em 22 de julho de 2010

comente

  1. holocaos

    holocaos disse em 26 de julho de 2010

    "..Poderíamos rotular como um projeto de Chill Out não fosse a conotação farofa New Age que o termo acabou sendo taxado.." / "…A música Chill Out nunca foi um estilo e sim uma amálgama deles, que se comunicam justamente nas sensações que podem causar e pelo contexto dos lugares onde é tocada…."

    hahah dmais, concordo 100% – alias isso devia servir pra muitos outros estilos… qual a psicodelia de algo tao previsivel quanto um set de um estilo só ? sets homogeneos , sem surpresa, sem singularidade, pra mim nao sao grande atrativo hj em dia… como viajar vendo (ouvindo) uma unica paisagem o tempo todo ? logico que alguem pode fazer bonito utilizando elementos mais retilineos e sempre iguais "classicos" (ramones ?), mas as veses acho treta um "artista" que constroi um "muro" a sua volta se isolando e se definindo simplesmente em uma palavra.. eu sou minimal.. eu sou deep… eu sou hard techno … eu sou psy … etc . enfim algumas das melhores bandas na minha opniao sao realmente inclassificaveis, criaram seu estilo unico … koxbox, noze, paps, robotnick, dopplereffekt, djhell, glass candy, ministry … unicos ! (entre muitos outros heheh) ;) pazz e parabens pelo txt !

  2. D.A.D.

    D.A.D. disse em 26 de julho de 2010

    É muito bom continuar a ouvir…

  3. L_cio

    L_cio disse em 26 de julho de 2010

    adorei o blog!!!!! escutando o set…… muito, muito bacana Gabriel!!!! vou acompanharrrrrrrrrrrrrrr

    ;)

    • FLAVIOJAZZ

      FLAVIOJAZZ disse em 29 de julho de 2010

      OBA !!! ESTAVA C/ SAUDADES DE TOMAR ESSA SANGRIA !!! PARAB'ENS GABRIEL !! VIDA LONGA A SANGRIA DIGITAL !!