Arquivo de tahira

Video

Tela quente

E para divulgar o Série 5 Ultra durante o Sónar São Paulo, o deepbeep gravou testemunhais com os artistas do lineup que serão transmitidos nos telões entre as trocas de palco e nas transmissões do YouTube.

Os filmes abordam a rotina dos artistas, sua ligação com a tecnologia e apresentam o Série 5 Ultra da Samsung que é incrivelmente portátil e perfeitamente desenhado para um estilo de vida movimentado. É muito fino e leve para levá-lo para qualquer lado. Com o Fast Boot o computador inicia em 20 segundos e com o Fast Start sai da hibernação em 2 segundos. E ainda o Fast Browsing permite que as páginas da internet visitadas com mais frequência carreguem 2 vezes mais rápido.

Para mais informações sobre o Série 5 Ultra, visite o lounge Samsung no Sónar São Paulo ou clique aqui.

tahira-h

Tahira – Sónar SP 2012

Estreia hoje nossa série especial de podcasts exclusivos com os brasileiros que tocam no Sónar. Começando com o DJ e produtor Tahira, que traz para o festival sua tradicional mistura de jazz, soul, funk e música brasileira, além de várias influências de música latina e africana. Tahira será responsável por manter o clima do palco SónarHall, discotecando entre uma atração e outra.
Esse set é uma prévia do som que você vai escutar por lá, antes e depois dos shows do Criolo, do Little Dragon, do Austra… Tahira também contou um pouco sobre suas expectativas para o festival.

Você já foi ao Sónar como espectador? O que você acha do festival?

Sim, quando teve a primeira edição em São Paulo, achei incrível! O Kid Koala abalou minha mente e a de todo mundo que viu a apresentação dele.

Eu geralmente não gosto de festivais porque os DJs tocam um som mais acessível, ninguém arrisca no repertório, fica um lance bem previsível e chato. Mas o Sónar é uma exceção. Acho que por isso ele é um sucesso. É bem diferente dos outros, o conceito pesa mais, a diversidade sonora é maior, além de ser uma mistura bem legal e saudável de estilos e pessoas – afinal festa boa é aquela que mistura públicos diferentes.

O que é mais legal de tocar em um festival desse porte?

Poder ver DJs e artistas diferentes do que se toca nas pistas de SP. O que me permite também tocar outros sons que não costumo tocar nas festas daqui. Existe um vício de pista de dança, tanto no cenário eletrônico como no de black music. Então essa é uma boa hora de talvez experimentar.

Você se apresenta no palco SónarHall, nos horários entre uma atração e outra como Criolo, Little Dragon, Austra, entre outros. Quais são as expectativas?

Gosto muito do Criolo e do Little Dragon. O Austra não conhecia, mas já estou pesquisando sobre eles. Minha intenção no Sonar Hall é criar um ambiente sonoro para os shows, receber o público que estiver entrando na sala e aquecer os ouvidos de todos. Isso é mais importante do que criar uma pista de dança.

Quando o Austra terminar o show, eu volto para os toca-discos: é lógico, se a pista rolar será super bem vinda. A idéia é fazer um som parecido com o que toco na Green Sunset (Disco, Nu-Disco, House e Detroit) mas o foco principal é mais conceitual do que “forçar o som”.

O que você procurou reunir nesse set exclusivo? Podemos considerá-lo uma prévia do som que você vai tocar no Sónar?

Sim, a idéia é mostrar mais ou menos as sonoridades que podem rolar no Sónar Hall com os focos nos temas Little Dragon, Criolo, Austra e Green Sunset. Artistas similares e suas influências e, como sempre, misturando o novo e o velho, minha maior característica. O fato de ser um DJ eclético me permite transitar nesses estilos com mais naturalidade. É justamente o que eu faço no meu EBS Podcast há cinco anos. Não tem repertório forçado, não vou tocar um som e depois jogar fora, são todos sons que discoteco ou ouço em casa.

Em um festival com tantos artistas bacanas, rola muita tietagem? Tem algum show em especial que você não vai perder por nada?

Pô, rola sim. Quero ver muita gente que tá no line-up, mas os principais são James Blake, Squarepusher, Four Tet, Little Dragon, Hudson Mohawke, James Pants e Tiger & Woods.

O que é música avançada para você? Você acha que o line-up do Sónar conseguiu reunir artistas representativos que fazem esse tipo de música?

Acho que música avançada é tudo que vem dessas novas experimentações. Misturar estilos, re-descobrir sonoridades obscuras ou revisitar o antigo. Gostei da grade de artistas, eles representam bem o que está rolando de novo no mundo da música. É lógico que não dá pra trazer todo mundo (risos). Na minha parte de tietagem, se o Floating Points Ensemble e o ISAM Live do Amon Tobim viessem, seria mais perfeito do que já está. Acho que seriam adicionais bem interessantes para o line-up de apresentações, mas quem sabe nas próximas edições, né? E espero que tenham mais edições do Sónar nos próximos anos, ele é realmente muito importante para a evolução da cena musical daqui.

Tahira Sónar Podcast
1. Art Of Noise – Moments In Love
2. Submotion Orchestra – All Yours (Jack Sparrow Remix)
3. Travis Sullivan’s Bjorkestra – Hyperballad
4. Nina Simone – Funkier Than A Mosquito’s Tweeter
5. Mulatu Astatke & The Heliocentrics – Masenqo
6. De La Soul – Breakadawn (Gummy Soul Remix)
7. Ariya Astrobeat Arkestra – Sankofa ft. Testament
8. Ammoncontact – Naeem
9. Sander – Gershwin
10. Joash – Mission (Chocolate Garage Prod. Oldschool Mix)
11. 3 Titans – College
12. Poolside – Do You Believe (Original mix)
13. Gil Scott Heron – Angola Louisiana (Alkalino edit)
14. Yazoo – State Farm (12 Inch Mix)
15. New Musik – Hunting (Young Edits Hunters and Record Collectors Edit)
16. Nicolas Jaar – Angles
17. Recloose – Electric Sunshine

Fotos e arte: Pedro Falcão e Ana Shiokawa