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Guia eletrônico Samsung

Este é o aplicativo oficial do Sónar Sâo Paulo, que acontece nos dias 11 e 12 de maio de 2012, no Parque Anhembi, em São Paulo. E o seu guia eletrônico oficial para o festival!

No aplicativo você terá:
Line-up – Confira quando e em qual palco tocam os seus artistas favoritos.
Artist Info – Confira informações sobre os artistas, com a biografia completa de cada um e conteúdo exclusivo.
Mapa – Veja principais acessos do evento, como chegar e dicas de onde comer e beber.
Noticias – Descubra curiosidades sobre o Sónar SP e noticias nas redes sociais.

Já no Google Play Store, exclusivo para Android! (e para IOS no formato de Mobile Site através de: www.deepbeep.com.br/samsung) E quem usa Android ainda pode escutar os mixes exclusivos!

Sónar

Guia especial Sónar São Paulo – Saiba tudo sobre o festival e se prepare para ver seus shows favoritos

Se preparar para um festival como o Sónar São Paulo, que traz muitos artistas se apresentando ao mesmo tempo e inúmeros estilos musicais, é sempre uma tarefa difícil. Pensando nisso, preparamos um pequeno guia para diferentes fãs de música, com possibilidades para todos os gostos e estilos.

No lounge Samsung, você confere apresentações exclusivas, não perca!
Dia 11, João Miguel toca às 19h00, 21h00 e 2h00 enquanto Dago se apresenta às 20h00, 22h00 e 3h00.
Dia 12, é a vez de Maurício Fleury às 16h00, 17h00 e 18h00 e do Tahira às 2h00, 3h00 e 4h00.

Rap – Se o seu negócio é rap, a programação traz várias atrações para os fãs do estilo. Uma delas é o show do brasileiro Criolo, que lançou em 2011 seu segundo álbum, o elogiadíssimo “Nó Na Orelha”. Depois de 20 anos trabalhando pelo rap brasileiro e com um disco considerado clássico das rinhas de São Paulo (Ainda Há Tempo, de 2006), Criolo se juntou ao produtor Ganjaman e explorou ligações com a herança cultural da música brasileira e seu desejo de ser cantor. O show dessa nova fase já passou por todo o Brasil, e é uma boa chance para os fãs do cantor aproveitarem para cantar músicas como “Não Existe Amor em SP” e “Subirodoistiozim”. Outro rapper brasileiro que se apresenta no festival é Emicida, que lançou em 2011 a mixtape “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa” e acaba de colocar na rua um clipe com participação de Neymar. O show do músico é considerado um dos melhores do rap nacional hoje, então é outra apresentação que nenhum fã do estilo vai querer perder.

Entre os gringos, rola a apresentação de turntablism de Lucas MacFadden, aka Cut Chemist. Ex-integrantes do grupo de rap underground Jurassic 5, o músico adotou como prática habitual o turntablism e um set repleto de influências de diferentes escolas do hip hop. Outro prato cheio para os fãs de hip hop é a apresentação do produtor Flying Lotus, que lançou recentemente o elogiado Cosmogramma e traz uma coleção de beats tortos e melodias descompassados ao lado de elementos digitais, sons de videogame, grooves orgânicos e sonoridades do hip hop e do jazz. A partir de influências tão diversas como J Dilla e John Coltrane, o músico criou uma nova forma de pensar o hip hop a partir de elementos do free jazz e de sons sintetizados a la James Ferraro. Ou seja: um prato cheio para quem se anima com um rap torto e repleto de novas propostas. E, para quem curte referências mais obscuras ao repertório do rap, também é uma boa passar para ouvir o maximal inovador do jovem Rustie.

No terreno dos veteranos, uma apresentação que vale a pena conferir é a de DOOM, também conhecido como MF DOOM. Uma das figuras mais excêntricas do rap underground, o artista mascarado criou uma sonoridade que se baseia em elementos obscuros da cultura pop, de histórias em quadrinhos e filmes de ação japoneses, com um flow rápido e levada poderosa.

Electro – Para os fãs dos elementos dançantes do electro, nada melhor do que começar o festival com o show do Chromeo, duo de electrofunk que manda ver na sonoridade anos 80 e no clima de festa e balada. O uso exagerado e caricatural do vocoder, as distorções propositais nas melodias, o uso inteligente do sintetizador e a vontade de fazer hits absolutos de pista são elementos que fazem com que o show do Chromeo seja perfeito para os amantes do estilo.

Outra boa escolha é o show do Little Dragon, banda sueca que reúne elementos do electro, do R&B e do synth-pop e se apresenta por aqui Ritual Union, de 2011. No terreno brasileiro, a Gang do Eletro traz a mistura de sons de Belém do Pará e é um dos representantes mais recentes de uma cena que se torna cada vez mais moderna e eletrônica. Além da óbvia influência do electro (não é a toa que o grupo é conhecido pela alcunha de eletromelody, uma união entre tecnobrega, house e sons do caribe), o grupo começou a ficar famoso por seu tino pop, disponibilizando todos os seus hits na internet gratuitamente.

Dubstep – Os amantes do dubstep – elo perdido entre dub, reggae, UK garage e hip hop que surgiu em meados de 2000 e agora ganha o mundo com representantes como Magnetic Man, Rusko, Skream e os menos hypados Burial, Zomby e Kode 9 – não têm do que reclamar da escalação do festival. As atrações começam com o jovem James Blake, um dos queridinhos da crítica musical gringa em 2011 que ganhou fama com seu EP de estreia, que traz o hit “Limit To Your Love” (cover da música da cantora Feist). Misturando elementos do R&B, auto-tune de fossa, pianos melancólicos e graves fortes, James Blake tem apenas 23 anos, mas já conquistou crítica e público e agora chega no Sónar para sua primeira apresentação no Brasil.

Outra atração imperdível é a estreia no Brasil de Hudson Mohawke, artista da Warp que faz uma fusão entre elementos do hip hop underground, do dubstep e da cena ardkore. Seu colega da Escócia, Rustie, é outro que chega por aqui com o carimbo do maximalismo e influências diretas do dubstep – seu álbum mais recente, Glass Swords, ganhou público e crítica ao reunir trilhas dramáticas de sci-fi, bateria eletrônica intensa, sons estidentes, beats de videogame e o clima hipnótico do trance.

Outro show que não dá pra ficar de fora da lista dos fãs de dubstep é a apresentação de Skream, outro produtor aficcionado pelos graves profundos do dubstep e responsável por diversos lançamentos importantes do gênero. Com um de seus principais projetos, o Magnetic Man (ao lado de Benga e Artwork), o produtor trouxe o dubstep para as massas – mesmo sem chegar no mesmo nível de apropriação pop de outro artista conhecido por essa passagem do underground para as rádios, o jovem Skrillex. O show de Skream chega a SP com a adição de Sgt. Pokes, o MC oficial das apresentações do Magnetic Man.

No front nacional, uma apresentação fundamental é a do produtor Bruno Belluomini, criador da festa Tranquera e um dos pioneiros da cena dubstep brasileira.

Ritmos globais – Os fãs de misturas musicais de ritmos periféricos como cumbia, reggaeton, funk, moonbahton, kuduro e outros estilos também têm várias opções de shows no festival. Uma delas é do brasileiro Dago, que reúne em seu set dancehall, soca, moombathon, hip hop, funk carioca e kuduro – em entrevista para a série de podcasts do deebpeep, ele contou que “comecei a tocar porque achava que alguém tinha que tocar as coisas que eu gostava, como pós-punk, dub, hip hop underground, hip hop old school, IDM (…). Eu já pirava em funk carioca e dancehall e, pouco a pouco, fui descobrindo outras coisas que estavam rolando no mundo. E também fui descobrindo que é muito mais legal fazer a mulherada rebolar do que querer dar aula de música na pista”.

O já citado Cut Chemist é outra apostas para os fãs do estilo, já que em seu set o produtor e DJ reúne influências de sons da Etiópia, Colômbia e Sudão, além de incorporar até mesmo elementos da música brasileira em suas apresentações com vinis raros.

Outra boa aposta é o show de Munchi, que reúne influências do moombahton e do reggaeton porto-riquenho em seus sets, além de elementos de kuduro, miami bass, dubstep e cumbia digital.

Veteranos – Como todo grande festival, o Sónar São Paulo traz como headliners artistas com mais tempo de estrada e que prometem trazer um grande público para suas apresentações. Após o cancelamento da islandesa Björk, o festival trouxe o show especial que os alemães do Kraftwerk apresentaram no MoMa, reunindo tecnologia 3D e repertório clássico do grupo, considerado um dos pioneiros da música eletrônica mundial. Outro veterano do line-up é o compositor e rapper Cee Lo Green, que chega ao Brasil com o repertório de seu álbum mais recente, o elogiado The Lady Killer. Após começar a carreira de maneira mais underground no grupo de rap Goodie Mob, o compositor estourou nas paradas com a música Crazy, fruto de sua parceria com Danger Mouse, o Gnarls Barkley.

Encabeçando o line-up do festival está também o duo Justice, que está na estrada com a turnê do disco “Audio, Video, Disco”. Em uma homenagem a diversas sonoridades do passado, Gaspard Augé e Xavier de Rosnay incorporaram a suas influências de rock e heavy metal elementos como progressivo e disco music, resultando em um álbum com novas possibilidades sonoras.

Entre os brasileiros, o festival aposta em veteranos da cena eletrônica, como Gui Boratto e um duelo entre Marky e Patife.

Apostas – Honrando sua tradição de festival preocupado com novos talentos e sua sinergia com o público, o Sónar São Paulo traz várias apostas, como o brasileiro Psilosamples, que lançou no começo deste ano o elogiado Mental Surf, reunindo IDM, drum and bass, cancioneiro e moda de sanfona em sua eletrônica da roça.

No cenário internacional, chegam como apostas a banda canadense Austra, que ganhou elogios da crítica gringa com o lançamento do álbum Feel it Break; os próprios Rustie e James Blake, que apesar de suas respectivas carreiras ainda são artistas jovens e que não chegaram aos 25 anos; o catalão John Talabot, que acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio, fIN; e o brasileiro Lúcio Souza, mais conhecido como SILVA, que lançou seu primeiro disco na web no ano passado.

Para não perder nenhum desses shows e montar sua programação para o festival, confira aqui o line-up completo do Sónar São Paulo com todos os horários e palcos. E divirta-se!

Thomash

Thomash – Sónar SP 2012

Thomash veio dar só uma passadinha no Brasil há seis anos e acabou virando o alemão mais paulistano de São Paulo. Um dos idealizadores do coletivo de festas Voodoohop, o DJ se apresenta no segundo dia de Sónar e aquece os motores com esse set especial, carregado de psicodelia, amigos e com toques de identidade brasileira.

Você toca no palco Sónar Hall depois de Alva Noto e Ryuichi Sakamoto. Quais são suas expectativas e o que você está preparando para a ocasião?

A maior parte do meu set vai ser entre KTL e Alva Noto e Ryuichi Sakamoto. Eles fazem sons extremamente finos e viajantes sem quase nenhum beat. Vai ser um desafio tocar minhas ‘breguices’ entre artistas tão avançados e meticulosos. Estou pensando em tirar todo grave e jogar um monte de delay nas músicas e daí pronto, até “As Patotinhas” viram avant-garde.
Eu gosto muito de tentar me adaptar à situação que vou me apresentar. Isso me permite expandir minha pesquisa e descobrir novos estilos. Fazia tempo que estava afim de explorar o lado ambient um pouco mais, e essa é uma super oportunidade para apresentar sons sem muito beat. Acho um saco os DJs que têm uma fórmula pronta e tocam o mesmo set em qualquer situação. Também acho muito difícil preparar um mix com antecedência porque o clima na hora é quase sempre diferente do esperado. Já toquei numa festa que só me salvei porque tinha um disco de sertanejo na minha pasta de downloads.

Fale um pouco sobre este set exclusivo. O que você reuniu aqui?

Sempre enfrento um problema quando gravo sets: gosto de muitas coisas diferentes e quero colocar tudo. Daí vira um bagunça sem linha. Mas isso é meio que o conceito da Voodoo, e prefiro os DJs imperfeitos que me surpreendem do que DJs que escolhem as músicas para fazer mixagens perfeitas. Tentei incluir uma identidade brasileira nesse mixtape, brincando com barulhos psicodélicos. Também queria colocar produções musicais próprias e de amigos que ainda estão bem crus. Assim, acrescento um pouco de identidade, mas por outro lado, sacrifico a busca da perfeição.
Durante a gravação do mixtape, dois pombos enormes pousaram na janela e olharam para mim. A gatinha estava se escondendo no banheiro por causa dos barulhos das caixas e nem percebeu. Daí cheguei à conclusão que consegui criar o clima certo.

Você é idealizador de uma das festas underground mais legais de São Paulo, a Voodoohop. Como surgiu o projeto e a que você credita seu sucesso?

A Voodoohop é uma criatura que nasceu e cresceu organicamente no centro de São Paulo, quase sozinha. A gente, na verdade, está só abrindo espaços e fazendo uma curadoria básica para o público poder se expressar. Começou na Rua Augusta, no Bar do Netão e nos puteiros, e continua crescendo. Aos poucos começou a aglomerar uma galera de parceiros, vertentes da arte, o website aumentou, mas principalmente, manteve-se a  improvisação temporária nos espaços.
A cada festa ficamos surpreendidos com a criatividade dos participantes. Tentamos garantir que a programação sempre seja bastante experimental e divertida.

Há 6 anos você veio visitar o Brasil e acabou ficando. O que te atraiu nesse país e mais especificamente na cidade de São Paulo?

No momento, São Paulo é uma cidade cheia de energia e oportunidades. É um lugar com uma energia bem própria. É difícil explicar mas tem um lance muito impessoal, prédios grandes, muitos carros, o centro decadente meio Detroit… Mas ao mesmo tempo, embaixo de toda coisa feia (e alienante) tem um calor brasileiro fervendo.

Na sua opinião, o que é mais legal em tocar em um festival desse porte? Tem algum show em especial que você queira muito ver?

O interessante de tocar num festival com atrações tão inovadoras da música eletrônica mundial, é que o público vai para ouvir música mesmo. Tocar em balada tem seu próprio charme mas o foco é diferente. Na balada, as pessoas vão para se divertir e a música é o meio que leva a isso. Como vou tocar entre artistas muito finos, vou poder fazer uma seleção de música mais profunda. Não preciso fazer as pessoas dançarem.

Fora o Justice, acho todos os artistas muito interessantes. Vou assistir com certeza o Psilosamples, Flying Lotus, Mogwai, Modeselektor, MF Doom, Gang do Eletro e John Talabot.

Thomash Sónar Podcast
1. Geinoh Yamashirogumi – Doll’s Polyphony
2. Nicolas Jaar – Encore
3. The Sabres of Paradise – Wilmot
4. Wilmoth Houdini – Black but Sweet
5. Alipio Martins – Garota
6. Chuck Norris – All That She Wants
7. Psilosamples – O Principe da Roça (Thomash Slow-Motion)
8. Pocket Pet – Heightspaces
9. Gilberto Gil + Caetano Veloso – Cada Macaco no seu Galho (Tom Croose Dub Edit)
10. Pollyester – Voices (Baris K remix)
11. Carmen Miranda – Pra Você Gostar de Mim (Taí)
12. Der Dritte Raum – Swing Bopp (Acid Pauli Remix)
13. Thomash, Psilosamples, Sergio e a Macaca – Crick Crack Cardiac
14. Thomash – Candomble
15. Luke Vibert – I Love Acid
16. Boards of Canada – Olson (Midland Edit)
17. Jefferson Airplane – Today (Thomash Voodoohop Remix)
18. Neu! – Hallogallo (Beyond the Wizard’s Sleeve Edit)
19. Piri – Reza Brava

Escute outros sets do Thomash clicando aqui.
Fotos e arte: Pedro Falcão e Ana Shiokawa