Arquivo de kraftwerk

Justice

Artistas chegam ao Sónar São Paulo com novos shows e músicas inéditas

Com um line-up repleto de artistas que nunca se apresentaram no Brasil e o retorno de alguns veteranos, o Sónar São Paulo traz shows novos de músicos que lançaram trabalhos inéditos recentemente.

O caso mais emblemático é o do Kraftwerk. A banda que melhor soube prever o futuro do pop, desde 2005, quando fizeram uma performance em plena Bienal de Veneza, tem sido convidada para se exibir no contexto das artes visuais, especialmente museus. Mas nada se compara ao tratamento dado pelo prestigiadíssimo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), quando durante 8 noites consecutivas, o Kraftwerk apresentou no átrio do museu o projeto “Retrospective 12345678″, no qual apresentaram seu repertório completo – na íntegra e em ordem cronológica – e com acompanhamento visual em 3D. Essa série de 8 shows foi vista por um público bastante reduzido, fazendo dela a mais disputada de todo o ano, por enquanto.

Outros músicos que devem apresentar músicas novas por aqui são o produtor Four Tet, que lança em breve um álbum de inéditas, John Talabot, que lançou no começo deste ano o elogiado fIN, Squarepusher, que lança o inédito Ufabulum pela Warp em maio, e o Justice, que vem ao Brasil pela primeira vez com a turnê de Audio, Video, Disco.

Kraftwerk

Kraftwerk 3D é a nova atração do Sónar SP

Depois de arrebatar público e crítica no MOMA em NY, Kraftwerk fará estreia exclusiva na América do Sul de show antológico em 11 de maio no Sónar São Paulo.

O Sónar São Paulo tem o enorme prazer em anunciar o reverenciado grupo alemão Kraftwerk, o mais importante artista de toda a esfera da música contemporânea, como o headliner do primeiro dia do festival – 11 de maio. Em atividade desde 1970, o Kraftwerk, famoso no mundo inteiro por conta de suas performances audiovisuais, fará no Sónar São Paulo um show especial em 3-D, uma experiência inédita no Brasil e que por enquanto só foi vista em Nova Iorque.

A banda que melhor soube prever o futuro do pop, desde 2005, quando fizeram uma performance em plena Bienal de Veneza, tem sido convidada para se exibir no contexto das artes visuais, especialmente museus. Mas nada se compara ao tratamento dado há cerca de duas semanas atrás (10-17 de abril) pelo prestigiadíssimo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), quando durante 8 noites consecutivas, o Kraftwerk apresentou no átrio do museu o projeto “Retrospective 12345678″, no qual apresentaram seu repertório completo – na íntegra e em ordem cronológica – e com acompanhamento visual em 3-D. Essa série de 8 shows foi vista por um público bastante reduzido, fazendo dela a mais disputada de todo o ano, por enquanto.

Kraftwerk é um dos nomes mais influentes não só da música dos últimos 40 anos (em especial o hip-hop e a eletrônica), mas de toda a arte contemporânea. Seus oito álbuns de estúdio – Autobahn (1974), Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977), The Man-Machine (1978), Computer World (1981), Techno Pop (1986), The Mix (1991) e Tour de France (2003) – são mais do que clássicos: são verdadeiros hinos da história recente mundial.

Formado por Ralf Hütter e Florian Schneider em 1970, na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, em cerca de 5 anos o grupo já havia alcançado amplo reconhecimento internacional. Suas revolucionárias “pinturas sonoras”, sua experimentação musical com sintetizadores, composições com rítmos robóticos, técnicas avançadas de loop e os temas que anteciparam o impacto da tecnologia na arte e no cotidiano, influenciaram os mais variados artistas, nomes como AfrikaBambaataa, Devo, DepecheMode, FatboySlim, Chemical Brothers, Jay-Z e LCD Soundsystem – só para ficar entre aqueles que já samplearam o Kraftwerk em suas músicas.