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Dago

Dago – Sónar SP 2012

Dago descobriu que era “muito mais legal fazer a mulherada rebolar do que querer dar aula de música na pista”. Agregando ao seu repertório ritmos eletrônicos globais como o dancehall, soca, moombahton, tecnobrega, além de outros sons da África e América Latina, Dago cria uma atmosfera festiva do início ao fim em seus sets, sem perder o bom gosto e as referências do indie rock do início de carreira.

Atração do Sónar São Paulo e também no line-up do evento mãe, em Barcelona, Dago nos dá uma amostra de sua vocação booty shaker nesse set arrasador, com pitadas do que vai apresentar no dia 12. Confira a entrevista e dance junto!

Você abre os shows do SónarVillage no segundo dia de festival. Quais são as suas expectativas e o que você está planejando para a ocasião?
Não sei muito o que esperar. Meu set é de festa e vou tocar no início, por uma hora e meia, então acho que vai ser um lance de aquecimento. Sentir o público e ir tocando. É como eu faço geralmente. Nunca sei o que vou tocar até a hora em que eu começo.

O que você reuniu nesse set especial? Podemos cosiderá-lo uma amostra do que vc vai apresentar no festival?
O set tem muito do que eu devo tocar no festival, incluindo sons inéditos do pessoal da Avalanche Tropical, minha turma. Tem muita eletrônica global (dancehall, soca, moombahton, tecnobrega, sons da África e América Latina), mas também tem outras coisas. Coloquei algumas músicas que eu tocava na Generics (loja da qual era sócio e que promovia festas no início dos 00), época em que comecei a tocar, como os sons do Cylob e Gang of Four.

Além de Psilosamples e Ricardo Donoso, você também foi um dos brasileiros convidados para tocar no Sónar Barcelona. Como está a ansiedade e o que você vai levar no seu case?
Até agora não acredito nisso. Pra mim ainda é algo surreal. Não comecei a pensar direito no que vai ser Barcelona. Para o set, quero colocar bastante coisa feita aqui. Então acho que vai ter coisas do André Paste, Waldo Squash, Leo Justi, Nego Moçambique…

Você foi um dos pioneiros da cena indie aqui no Brasil, mas atulamente, seu som é uma mistura dançante de música global com influências do rap, kuduro, cumbia, funk carioca, reggaeton e outros estilos. Como se deu essa transição?
Sempre fui fã de música, independente de estilos. E nunca tive vontade de fazer mais do mesmo. Não gosto de festas indie, não gosto do que toca nelas. Comecei a tocar porque achava que alguém tinha que tocar as coisas que eu gostava, como pós-punk, dub, hip hop underground, hip hop old school, IDM… Logo, apareceram alguns discos (Watermelon Gun, do DJ Rupture; Pressure, do The Bug; a coletânea da Shokout; Florida, do Diplo) que eu disse: é isso! Eu já pirava em funk carioca e dancehall e, pouco a pouco, fui descobrindo outras coisas que estavam rolando no mundo. E também fui descobrindo que é muito mais legal fazer a mulherada rebolar do que querer dar aula de música na pista.

Quais shows que você não vai perder na edição brasileira e espanhola do Sónar?
No Brasil, quero ver quase tudo, mas, se tiver que destacar alguns seriam Squarepusher, Doom, Mogwai, James Blake, Hudson Mohawke, Gang do Eletro, John Talabot. E estou bem curioso para ver o Silva ao vivo.
Na Espanha: DJ Spinn & DJ Rashad, Julio Bashmore, Nguzunguzu, Supersilent com John Paul Jones, Nicolas Jaar e mais um monte de coisas.

Dago Sónar Podcast
01. Under Mi Sensi – Alozade Mr Vegas Hallow Point
02. Poeira Estelar – Totonho & Os Cabra
03. Msoto Millions – Jahcoozi, Ukoo Flan, Dogs
04. Angola Galopp – Daniel Haaksman
05. Natural’s Not In It – Gang Of Four
06. Jungle Juke – Tha Pope
07. Black And Yellow (Poirier Soca Remix) – Wiz Khalifa
08. Cut The Midrange Drop The Bass – Cylob
09. Dos Cervezas – Boogat
10. Me Fume Un Fichin – Super Guachin
11. Will Do (Xxxchange Dancehall Remix) – TV On The Radio
12. Sinhá Pureza (Waldo Squash Remix) – Pinduca
13. Rock Around The Clock – Big Freedia
14. Hoje Eu Tô Moombahtonero – Leo Justi
15. Tropicalia (A Tribe Called Red Remix) – Caetano Veloso
16. Sandungueo – Munchi
17. Canto Pro Mar (Special Rekwest) – DJ Meme
18. Que Que (Feat. Maluca) – Diplo / Dillon Francis
19. Body Language / Look Pon Me (Smutlee Mombahton Edit) – Smutlee
20. Rumba Loca Feat. Eddy Jey & El Michel – DJ Buxxi & DJ Buñuelo
21. Girl From India – Andy Singh
22. Alagados – El Remolon, Villa Diamante, Miss Bolivia, Holger, Bonde Do Rolê
23. Abertura Cumbiera – Makina
24. Oh Na Na (So Shifty Big Fun Edit) – Serocee
25. Super Mom – The Very Best Feat. Baloji
26. Beaver (DJ Chernobyl Remix) – Holger
27. Untitled Demo – André Paste
28. The Vibe Is So Right (Feat. Mc Zulu) – Chrissy Murderbot
29. Du! (Emynd Remix) – Vockah Redu & The Bouncespost DJs

Fotos e arte: Pedro Falcão e Ana Shiokawa