O paulistano Gui Boratto está habituado a grandes festivais. Com uma sólida carreira internacional, ele já lançou três álbuns pelo respeitado selo alemão Kompakt, fez trilhas para filmes, remixou grandes artistas e recentemente se aventura nas trilhas para video games. Gui teve uma formação musical tradicional em guitarra e piano, e por isso, soube dosar como ninguém o tecnológico e o orgânico em suas composições, produzindo música eletrônica ao mesmo tempo de vanguarda e pop, em termos melódicos e estruturais.
Para este Sónarcast Samsung, Gui Boratto traz um set live com uma retrospectiva dos seus três álbuns, com três remixes próprios, sendo um deles ainda não lançado.
Você fecha a noite do dia 11/5 no palco SónarClub. Quais são suas expectativas e o que você está preparando para a data?
Minhas expectativas são muitas. Ainda não sei o que vou preparar. Talvez use o Reactable, já que participo também do workshop juntamente com Gunter Geiger, um dos inventores do aparelho. Mas posso assegurar que muita coisa legal vai rolar. Desde algumas músicas que todos conhecem, a coisas nunca lançadas.
Fale um pouco sobre esse set especial. O que você reuniu nele?
Nesse set, reuni músicas dos meus 3 álbuns – “Chromophobia”, “Take My Breath Away” e “III” – como uma retrospectiva. Mas fiz questão de incluir uma coisa ou outra não lançada ainda. Espero que agrade meus fãs.
Em um festival com uma linha sonora mais sofisticada e com uma abordagem mais artística e tecnológica como o Sónar, você acha que os artistas tendem a experimentar e ousar mais?
Em um evento como esse, com certeza os artistas têm a liberdade, ou pelo menos sintam-se assim, de ousar mais. É sempre muito gostoso poder experimentar, sem ter que ficar necessariamente de mãos atadas aos próprios hits do passado. Eu, pelo menos, penso muito assim.
Você tem uma formação musical mais tradicional em guitarra e piano. O que te atraiu nesse universo tecnológico da música eletrônica? Há limites para a interação tecnologia x música?
Minha formação me deu muita base para justamente poder ousar mais. Ou até o contrário, já que minhas músicas, mesmo as instrumentais, são “pop” em termos estruturais e melódicos. Acho que a mistura entre o tradicional e o avançado é que resulta em algo diferente e original.
Você acha que o Sónar conseguiu reunir artistas representativos da chamada ‘música avançada’? Tem algum show em especial que você não vai perder?
Com certeza sim. Alguns nomes já carimbados, como a Björk por exemplo (quando Gui respondeu a entrevista, a islandesa ainda estava no line-up).
Um nome que não quero perder é o Psilosamples. Vou no dia 12 especialmente para isso. Também quero ver o Cee Lo Green. Bom, são tantos nomes bons que é difícil.
Gui Boratto Sónar Podcast
01. Notations – Gui Boratto
02. Azzurra – Gui Boratto
03. Unfinished Sympathy – Massive Attack (Gui Boratto unreleased remix)
04. Take My Breath Away – Gui Boratto
05. No Turning Back – Gui Boratto
06. Flying Practice – Gui Boratto
07. Lovestoned – Ada (Gui Boratto remix)
08. Destination: Education – Gui Boratto
09. The Drill – Gui Boratto
10. Chromophobia – Gui Boratto
11. Blackjack’s Primetime – Gui Boratto
12. Paradise Circus – Massive Attack (Gui Boratto remix)
Fotos e arte: Pedro Falcão e Ana Shiokawa

Se não tocar “The Third” no Sónar eu foi ficar gritando e pedindo lá, bem chatão, haha.