Sónarcast Akin

Akin – Sónar SP 2012

Quando pedimos a Akin referências visuais de seu som, ele foi logo falando: “a cidade de São Paulo”. Nascido e criado na metrópole que desafia nossa sanidade com sua beleza caótica e contrastes, Akin começou na música de um jeito bem paulistano, em batalhas de MCs. Daí, pesquisando bases com uso de samplers, sintetizadores e sequenciadores, seu som evoluiu para um instrumental autoral que tem como característica, o vocal modificado como se fosse um instrumento musical.

Nesse set especial de esquenta para o festival, Akin combinou alguns estilos como o chillwave, Juke, Footwork, Grave Wave, Drone e Wonky, com harmonias graves e vocais manipulados, e falou sobre seus projetos e as expectativas para o Sónar.

Você toca no SónarHall com o músico e amigo Maurício Takara. Quais são as expectativas e o que vocês estão preparando para a ocasião?

A expectativa é grande, principalmente pelo dia e horário em que iremos tocar. Muitos dos artistas que irão se apresentar no Sónar são ou foram de certa forma influência para a nossa música. Pela primeira vez faremos um duo mais voltado para o DJ set, com sons manipulados e criados ao vivo. A ideia é mostrar um pouco daquilo que escutamos em casa e que nos inspira hoje em dia.

Vocês se conhecem há muito tempo? Conte como começou essa parceria musical.

Nos conhecemos por volta de 2002 através de amigos em comum, coincidentemente músicos em sua maioria. Quando comecei a desenvolver meu trabalho solo, o Takara já fazia parte do Hurtmold, uma banda instrumental que eu ouvia muito. Após certo tempo passei a fazer parte da mesma agência de booking da banda, a Norópolis, e com isso cheguei a abrir alguns shows deles. Dividindo palco descobrimos afinidades musicais em comum e decidimos fazer um projeto que fosse resultante da união do estilo musical individual de cada um. Com este projeto, chamado 8:16, fizemos uma série de shows, participamos de uma tour com o produtor Scott Hard de Nova Iorque e fizemos a abertura do primeiro show do Prefuse 73 em São Paulo. O 8:16 sempre foi um projeto paralelo e esporádico, e nossa apresentação no Sónar será um retorno dele.

Fale um pouco sobre este set que você gravou para gente. O que procurou reunir aqui?

Procurei reunir estilos diversos da nova música eletrônica, em especial gêneros que tocam na programação da minha rádio, a Metanol FM. No set você pode encontrar um pouco de Chillwave, Juke, Footwork, Grave Wave, Drone e Wonky; estilos que variam entre 80 e 160bpm e apresentam harmonias graves com vocais manipulados.

Na sua opinião, o que é mais legal em tocar em um festival desse porte? Tem algum show em especial que você queira muito ver?

Acho que a melhor parte de tocar no Sónar é o fato de poder se apresentar ao lado de grandes artistas e com isso mostrar seu trabalho para um público que está em busca de algo novo e diferente.
Existem diversos artistas do lineup que quero ver de perto pois fazem parte dos meus sets, como Hudson Mohawke, Flying Lotus, Rustie e Modeselektor. Porém, de todos os artistas que se apresentam, o que mais me interessa ver é o DOOM, um dos meus MCs favoritos.

Você começou sua carreia como MC em batalhas de freestyle. Como isso evoluiu para o som que você faz hoje? E o que você ainda carrega das influências do início de carreira?

Minha carreira de MC sempre foi um trabalho solo e com isso eu produzia minhas próprias bases. Naturalmente passei a me interessar mais pela parte instrumental pois passava mais tempo concentrado nisso.
Em meu processo de composição comecei a tratar o vocal como um instrumento, e isso me abriu novos caminhos dentro do som que faço e toco hoje em dia. Meu trabalho autoral evoluiu a partir do uso constante de samplers, sintetizadores e sequenciadores utilizados no meu processo de produção.

A principal influência que carrego do início de carreira é o meu interesse por música que transmita e provoque alguma emoção. Gosto da ideia de que a música pode mudar completamente o estado de espírito de uma pessoa, e justamente por isso procuro fazer com que aquilo que toco seja um reflexo do meu estado de espírito também.

Akin Sónar Podcast
1. Quam – Iz
2. Salva – Komodo
3. Ages – Failures
4. The Range – Motivate
5. Ohsaurus – Ceremonial Feast
6. Fulgeance – London Falling
7. XXYYXX – Fields
8. Spaceghost – Don’t Need U
9. Oneone – Initiative
10. Subp Yao – Empty
11. Hmot – Kissmegoodbye
12. Brokenchord – Bluestar
13. Halls – Swan
14. Sepalcure – No Think
15. Anxious Forbes – Eigthy Eight
16. Ages – A Coney Island (off the mind)
17. Ivvvo – In Two Days
18. Evian Christ – Drip
19. Shlohmo – Forgot I Was Here

Fotos e arte: Pedro Falcão e Ana Shiokawa

Um comentário para Akin – Sónar SP 2012

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>