Sónar

Guia especial Sónar São Paulo – Saiba tudo sobre o festival e se prepare para ver seus shows favoritos

Se preparar para um festival como o Sónar São Paulo, que traz muitos artistas se apresentando ao mesmo tempo e inúmeros estilos musicais, é sempre uma tarefa difícil. Pensando nisso, preparamos um pequeno guia para diferentes fãs de música, com possibilidades para todos os gostos e estilos.

No lounge Samsung, você confere apresentações exclusivas, não perca!
Dia 11, João Miguel toca às 19h00, 21h00 e 2h00 enquanto Dago se apresenta às 20h00, 22h00 e 3h00.
Dia 12, é a vez de Maurício Fleury às 16h00, 17h00 e 18h00 e do Tahira às 2h00, 3h00 e 4h00.

Rap – Se o seu negócio é rap, a programação traz várias atrações para os fãs do estilo. Uma delas é o show do brasileiro Criolo, que lançou em 2011 seu segundo álbum, o elogiadíssimo “Nó Na Orelha”. Depois de 20 anos trabalhando pelo rap brasileiro e com um disco considerado clássico das rinhas de São Paulo (Ainda Há Tempo, de 2006), Criolo se juntou ao produtor Ganjaman e explorou ligações com a herança cultural da música brasileira e seu desejo de ser cantor. O show dessa nova fase já passou por todo o Brasil, e é uma boa chance para os fãs do cantor aproveitarem para cantar músicas como “Não Existe Amor em SP” e “Subirodoistiozim”. Outro rapper brasileiro que se apresenta no festival é Emicida, que lançou em 2011 a mixtape “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa” e acaba de colocar na rua um clipe com participação de Neymar. O show do músico é considerado um dos melhores do rap nacional hoje, então é outra apresentação que nenhum fã do estilo vai querer perder.

Entre os gringos, rola a apresentação de turntablism de Lucas MacFadden, aka Cut Chemist. Ex-integrantes do grupo de rap underground Jurassic 5, o músico adotou como prática habitual o turntablism e um set repleto de influências de diferentes escolas do hip hop. Outro prato cheio para os fãs de hip hop é a apresentação do produtor Flying Lotus, que lançou recentemente o elogiado Cosmogramma e traz uma coleção de beats tortos e melodias descompassados ao lado de elementos digitais, sons de videogame, grooves orgânicos e sonoridades do hip hop e do jazz. A partir de influências tão diversas como J Dilla e John Coltrane, o músico criou uma nova forma de pensar o hip hop a partir de elementos do free jazz e de sons sintetizados a la James Ferraro. Ou seja: um prato cheio para quem se anima com um rap torto e repleto de novas propostas. E, para quem curte referências mais obscuras ao repertório do rap, também é uma boa passar para ouvir o maximal inovador do jovem Rustie.

No terreno dos veteranos, uma apresentação que vale a pena conferir é a de DOOM, também conhecido como MF DOOM. Uma das figuras mais excêntricas do rap underground, o artista mascarado criou uma sonoridade que se baseia em elementos obscuros da cultura pop, de histórias em quadrinhos e filmes de ação japoneses, com um flow rápido e levada poderosa.

Electro – Para os fãs dos elementos dançantes do electro, nada melhor do que começar o festival com o show do Chromeo, duo de electrofunk que manda ver na sonoridade anos 80 e no clima de festa e balada. O uso exagerado e caricatural do vocoder, as distorções propositais nas melodias, o uso inteligente do sintetizador e a vontade de fazer hits absolutos de pista são elementos que fazem com que o show do Chromeo seja perfeito para os amantes do estilo.

Outra boa escolha é o show do Little Dragon, banda sueca que reúne elementos do electro, do R&B e do synth-pop e se apresenta por aqui Ritual Union, de 2011. No terreno brasileiro, a Gang do Eletro traz a mistura de sons de Belém do Pará e é um dos representantes mais recentes de uma cena que se torna cada vez mais moderna e eletrônica. Além da óbvia influência do electro (não é a toa que o grupo é conhecido pela alcunha de eletromelody, uma união entre tecnobrega, house e sons do caribe), o grupo começou a ficar famoso por seu tino pop, disponibilizando todos os seus hits na internet gratuitamente.

Dubstep – Os amantes do dubstep – elo perdido entre dub, reggae, UK garage e hip hop que surgiu em meados de 2000 e agora ganha o mundo com representantes como Magnetic Man, Rusko, Skream e os menos hypados Burial, Zomby e Kode 9 – não têm do que reclamar da escalação do festival. As atrações começam com o jovem James Blake, um dos queridinhos da crítica musical gringa em 2011 que ganhou fama com seu EP de estreia, que traz o hit “Limit To Your Love” (cover da música da cantora Feist). Misturando elementos do R&B, auto-tune de fossa, pianos melancólicos e graves fortes, James Blake tem apenas 23 anos, mas já conquistou crítica e público e agora chega no Sónar para sua primeira apresentação no Brasil.

Outra atração imperdível é a estreia no Brasil de Hudson Mohawke, artista da Warp que faz uma fusão entre elementos do hip hop underground, do dubstep e da cena ardkore. Seu colega da Escócia, Rustie, é outro que chega por aqui com o carimbo do maximalismo e influências diretas do dubstep – seu álbum mais recente, Glass Swords, ganhou público e crítica ao reunir trilhas dramáticas de sci-fi, bateria eletrônica intensa, sons estidentes, beats de videogame e o clima hipnótico do trance.

Outro show que não dá pra ficar de fora da lista dos fãs de dubstep é a apresentação de Skream, outro produtor aficcionado pelos graves profundos do dubstep e responsável por diversos lançamentos importantes do gênero. Com um de seus principais projetos, o Magnetic Man (ao lado de Benga e Artwork), o produtor trouxe o dubstep para as massas – mesmo sem chegar no mesmo nível de apropriação pop de outro artista conhecido por essa passagem do underground para as rádios, o jovem Skrillex. O show de Skream chega a SP com a adição de Sgt. Pokes, o MC oficial das apresentações do Magnetic Man.

No front nacional, uma apresentação fundamental é a do produtor Bruno Belluomini, criador da festa Tranquera e um dos pioneiros da cena dubstep brasileira.

Ritmos globais – Os fãs de misturas musicais de ritmos periféricos como cumbia, reggaeton, funk, moonbahton, kuduro e outros estilos também têm várias opções de shows no festival. Uma delas é do brasileiro Dago, que reúne em seu set dancehall, soca, moombathon, hip hop, funk carioca e kuduro – em entrevista para a série de podcasts do deebpeep, ele contou que “comecei a tocar porque achava que alguém tinha que tocar as coisas que eu gostava, como pós-punk, dub, hip hop underground, hip hop old school, IDM (…). Eu já pirava em funk carioca e dancehall e, pouco a pouco, fui descobrindo outras coisas que estavam rolando no mundo. E também fui descobrindo que é muito mais legal fazer a mulherada rebolar do que querer dar aula de música na pista”.

O já citado Cut Chemist é outra apostas para os fãs do estilo, já que em seu set o produtor e DJ reúne influências de sons da Etiópia, Colômbia e Sudão, além de incorporar até mesmo elementos da música brasileira em suas apresentações com vinis raros.

Outra boa aposta é o show de Munchi, que reúne influências do moombahton e do reggaeton porto-riquenho em seus sets, além de elementos de kuduro, miami bass, dubstep e cumbia digital.

Veteranos – Como todo grande festival, o Sónar São Paulo traz como headliners artistas com mais tempo de estrada e que prometem trazer um grande público para suas apresentações. Após o cancelamento da islandesa Björk, o festival trouxe o show especial que os alemães do Kraftwerk apresentaram no MoMa, reunindo tecnologia 3D e repertório clássico do grupo, considerado um dos pioneiros da música eletrônica mundial. Outro veterano do line-up é o compositor e rapper Cee Lo Green, que chega ao Brasil com o repertório de seu álbum mais recente, o elogiado The Lady Killer. Após começar a carreira de maneira mais underground no grupo de rap Goodie Mob, o compositor estourou nas paradas com a música Crazy, fruto de sua parceria com Danger Mouse, o Gnarls Barkley.

Encabeçando o line-up do festival está também o duo Justice, que está na estrada com a turnê do disco “Audio, Video, Disco”. Em uma homenagem a diversas sonoridades do passado, Gaspard Augé e Xavier de Rosnay incorporaram a suas influências de rock e heavy metal elementos como progressivo e disco music, resultando em um álbum com novas possibilidades sonoras.

Entre os brasileiros, o festival aposta em veteranos da cena eletrônica, como Gui Boratto e um duelo entre Marky e Patife.

Apostas – Honrando sua tradição de festival preocupado com novos talentos e sua sinergia com o público, o Sónar São Paulo traz várias apostas, como o brasileiro Psilosamples, que lançou no começo deste ano o elogiado Mental Surf, reunindo IDM, drum and bass, cancioneiro e moda de sanfona em sua eletrônica da roça.

No cenário internacional, chegam como apostas a banda canadense Austra, que ganhou elogios da crítica gringa com o lançamento do álbum Feel it Break; os próprios Rustie e James Blake, que apesar de suas respectivas carreiras ainda são artistas jovens e que não chegaram aos 25 anos; o catalão John Talabot, que acaba de lançar seu primeiro álbum de estúdio, fIN; e o brasileiro Lúcio Souza, mais conhecido como SILVA, que lançou seu primeiro disco na web no ano passado.

Para não perder nenhum desses shows e montar sua programação para o festival, confira aqui o line-up completo do Sónar São Paulo com todos os horários e palcos. E divirta-se!

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