Mês Internacional da Mulher por Rita Lee
Há mais de 40 anos nos palcos e na mídia, Rita Lee esteve presente em momentos marcantes da música brasileira. Desde Os Mutantes, passando pela Tropicália até chegar na carreira solo, ela nunca se contentou em ser apenas uma grande cantora: é, acima de tudo, mulher excepcional. Renovação é o seu segredo para marcar território: seja entre a juventude ou a velha guarda, não há dúvida que Rita representa o sexo feminino como ninguém. Louvada mundo afora, atrai fiéis além das fronteiras deste país, que é pequeno se comparado à importância desta mulher ímpar, símbolo de renovação, feminismo e delicadeza.
Por isso, Itaú Uniclass e deepbeep convidaram Rita Lee para mostrar uma seleção musical com as suas preferidas. Uma reunião de faixas tão atemporais quanto ela própria. Aumente o som e aproveite esta trilha especial feita para você que, como ela, não tem medo de mudar o mundo!
Faixa a faixa
Elvis Presley – (You’re The) Devil In Disguise
Gang 90 & Absurdetes – Telefone
Jackson do Pandeiro – Chiclete Com Banana
As Frenéticas – Perigosa
Sly & The Family Stone – Family Affair
Peggy Lee – Why Don’t You Do Right
Little Richard – The Girl Can’t Help It
Marianne Faithfull – As Tears Go By
Donna Summer – Bad Girl
Neuzinha Brizola – Mintchura
Kid Creole – Endicott
Jorge Ben Jor – Rita Jeep
Tim Maia – Bom Senso
Stray Cats – Stray Cat Strut
Carmen Miranda – I Like You Very Much
Wanderléa – Pare o Casamento
David Bowie – Fame
Roxy Music – Love Is The Drug
Alvin & The Chipmunks – The Christmas Song
Brenda Lee – I’m Sorry
Nelson Gonçalves – A Volta Do Boêmio
Nat King Cole – Nature Boy
Angela Maria & Ney Matogrosso – Babalu
Françoise Hardy – La Question
Entrevista
Como escolheu as faixas para este podcast?
Rita Lee: Fui lembrando aleatoriamente de músicas que fizeram a trilha sonora da minha vida, foi uma delícia escutá-las novamente enquanto escolhia.
O que gosta de escutar em casa? Alguma descoberta recente?
No momento quero mais é o som do silêncio, estou gravando um disco só com inéditas e não gosto de ouvir nada que não seja eu mesma.
Você é uma das artistas que mais promove a transformação de seu tempo, especialmente por ser uma mulher revolucionária. Que outras mulheres, na música, você considera serem agentes de mudança e de um mundo novo?
Chiquinha Gonzaga foi a primeira compositora brasileira que encarou o universo masculino de igual para igual. Carmen Miranda inventou a imagem da brasilidade para o mundo e é até hoje inigualável. Realmente, se for enumerar as tantas mulheres que causaram frisson na música planetária, não sobraria espaço aqui.
A transformação tecnológica influenciou a forma de se consumir música e com isso a indústria fonográfica mudou. Como você vê essa mudança?
Hoje a internet é a grande vitrine musical, as majors estão na UTI, e acho bem feito que isso esteja acontecendo, porque só investiram em clonados e ignoraram os alternativos. No meu tempo, para se ganhar um disco de platina você tinha que vender um milhão de cópias, de ouro, quinhentos mil, de bronze, cem mil. Hoje ninguém mais vende disco, você baixa de graça.
Das últimas transformações pelas quais o mundo passou, qual delas mais influenciou sua vida?
Sem dúvida o computador, minha vida se resume a: antes de e depois de.
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Fotos: Divulgação/Jairo Goldflus
Agradecimentos: Tui Lee e Camila Fremder
