FABRICE LIG 
- The Galactic Soul Odyssey

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Behind the new album’s elements & influences

Fotos: Divulgação

A longa jornada ao velho continente chegava ao fim, e o destino final era a cidade industrial de Charleroi, Bélgica, onde se situava o estúdio do produtor Fabrice Lig. Após passar uma tarde no museu de fotografia de Charleroi (altamente recomendado, por sinal), finalmente nos encontramos. A grande surpresa ocorreu momentos após, no início da noite, quando Fabrice literalmente desmantelou a ideia que tinha de cidade industrial de pequeno porte ao me mostrar a vila de Thuin, na periferia de Charleroi, a cerca de quinze minutos de carro do centro. Situada na confluência entre Sambre e Biesmelle, a vila dava de frente para a maravilhosa torre de defesa de 1638 (chamada por eles de ‘Beffroi’), considerada pela UNESCO patrimônio mundial da humanidade. Habitada desde a era neolítica e com raízes Gallo-Romanas, Thuin fora fortificada no século X para se proteger de ataques invasores. Porem, tanto quanto suas belezas naturais e históricas, Thuin se tornara núcleo de sons desafiadores – mais precisamente vindos dos estúdios de Fabrice Lig, cuja casa se situava no meio da natureza com direito ao mais límpido ar imaginável. Após um café fresquinho, era hora de ouvir – tanto os sons, quanto as histórias. 

It was the closing of a long journey in Europe and the final destination was the industrial city of Charleroi, in Belgium, more precisely the village of Thuin, where Fabrice Lig’s studio is located. After an afternoon spent at Charleroi’s Museum of Photography (highly recommended, by the way), we finally met for the interview. The biggest surprise took place few moments later he found me, at early night when Fabrice dismantled the idea I had in mind of an ordinary small industrial City when he brought me to the place where once was a fortified middle-age village at the periphery of Charleroi, located about fifteen minutes from the centre. Thuin is at the confluence of Sambre & Biesmelle rivers, with a gorgeous 1638 Beffroi (defense Tower) classified as UNESCO World Heritage Center. Inhabited since the Neolithic era and once a Gallo-Roman necropolis, Thuin had been fortified during the Xth Century to prevent itself from attacks.

As much as its natural & historical treasures, Thuin has settled as a place for challenging sounds – more precisely Fabrice’s house in the middle of the nature and the most fresh air imaginable. After a fresh coffee, it was time to hear – Music and stories. 

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Fred Wesley – 
DOING IT TO DEATH!

A Majestosa Jornada Musical do Trombonista, Compositor e Líder dos J.B.’s (The Majestic Musical Journey Of The Trombonist, Composer & J.B.’s Leader) 

Fred Wesley Interview - Photos - One

Como amante de música, você já deve ter ouvido as obras-primas de Fred Wesley durante a era em que foi líder da lendária banda do James Brown – os J.B.’s. O extraordinário trombonista, cuja jornada de praticamente meio século cruzou as fronteiras dos grooves, do Jazz ao Soul e Funk (ele também chegou a ser arranjador e líder da banda de Count Basie), desembarcou no Brasil em setembro com seu novo projeto Generations para duas maravilhosas apresentações no festival Jazz na Fábrica, no SESC Pompéia. Tão importante quanto saborear as maravilhas musicais que aqueles shows puderam proporcionar, tratava-se de uma oportunidade única de conversar com este personagem essencial da música e fazê-lo falar do “período de ouro do Funk e do Soul”. Tempos em que esteve ao lado de James Brown, Maceo Parker, Clyde Stubblefield, Lyn Collins, John Jabo Starks, entre outras feras e gravou álbuns atemporais, de onde vieram obras super sampleadas que todos conhecemos, de ‘Blow Your Head’ a ‘House Party’ (a lista é gigantesca), seja através das originais ou dos samples alojados em hits de pista dos mais diversos gêneros desde então. Ao invés das tradicionais perguntas e respostas, resolvemos deixar o sereno artista falar.   » Continue lendo esta matéria

100 Deep Electronic Music Classics – Part II

Essential Compilation Of Deep Electronic Music Classics, Contemporaries & Influences 

[Link para a primeira parte aqui]

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11. Louis & Bebe Barron – Forbidden Planet (1956)
12. Delia Derbyshire – Dr. Who Theme – BBC (1963)
13. George Duke – North Beach – MPS/BASF (1974)
14. Manuel Gottsching – E2 E4 – (1981)
15. 808 State – Pacific State – Creed (1989)
16. Vision – Other Side Of Life – Interface Records (1990)
17. Amorphous Androgynous – Mountain Goat – Quigley (1993)
18. Ferrer & Sydenham Inc. – Sandcastles – Ibadan (2003)
19. Vladislay Delay – Recovery Idea (Andy Stott Remix) – Semantica Records (2008)
20. Leyland Kirby – Breaks My Heart Each Time – Apollo (2014)


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100 Deep Electronic Music Classics

No decorrer do ano passado, enquanto trabalhava na edição de algumas entrevistas para o Electronic Standards, me veio à cabeça a ideia de criar um guia com os 100 clássicos de música eletrônica deep, cobrindo desde os anos 50 à atualidade. Sem fronteiras de sub-gêneros musicais, necessidades de se defender estilos ou interferências comerciais; apenas com o critério de se buscar elementos de profundidade, hipnose, sofisticação artística, relevância, magnitude musical e, principalmente, muita intensidade.

Já de cara, o “100 Deep Electronic Music Classics” suscitou um esclarecimento a respeito do qual temos que ser muito pontuais: Deep não quer dizer soft ou leve; pelo contrário – pode, em alguns casos, soar perfeitamente como uma porrada sonora de alta amperagem. Existem incontáveis exemplos, de Deep House a Jungle, Experimental, etc.

Sem dúvida que a ideia era, desde o início, incluir depoimentos como os de Gerald Simpson e Graham Massey sobre como ’808 State – Pacific’ foi feita; ou o que Derrick May tinha em mente quando produziu ‘Kao-Tic Harmony’, quais sintetizadores foram usados em ‘E2-E4′ do Manuel Göttsching, entre inúmeros outros tesouros. Grande parte destes depoimentos saiu de entrevistas, algumas ainda não lançadas. Outros, de conversas exclusivas para este projeto.

Para que não se repita o dilema dos posts grandes demais (sabemos que temos culpa no cartório), o ’100 Deep’ acontecerá em capítulos com dez obras de cada vez e seus devidos links para audição e compra (com a seguinte ressalva para os colecionadores inveterados de vinil e CD: aconselhamos sempre os sites www.discogs.com e www.ebay.com como consulta paralela obrigatória). 

Bem-vindos ao 100 Deep Electronic Music Classics! » Continue lendo esta matéria

RON TRENT (musicandpower) – Chicago, USA

How The Music Reflects One’s Soul, Essence, Social & Political Points Of View

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“Ele nunca lançou uma faixa ruim… jamais”. O comentário sincero, postado em um release do Ron Trent no Discogs, não pode ser negado. A verdade é que, independente de qualquer coisa, não se trata apenas de jamais ter feito uma obra de má qualidade, mas de saber o que há por trás disso. Por que Ron Trent é considerado um personagem proeminente não só para a cena de House Music, como toda a cultura club, do ponto de vista dos DJs, produtores e gravadoras.
Muito influenciado pelos seus pais e pela geração dos Movimentos dos Direitos Civis e da Casa Africana da Universidade de Massachusetts, Ron Trent compartilhou conosco suas influências e perspectiva de vida em um depoimento emocionante e culturalmente profundo. A entrevista a seguir, portanto, não terá perguntas e respostas; falará das relações e conexões entre a música e os contextos étnicos, políticos, sociais e filosóficos que nos permeiam.

“He has never released a bad track… ever.” The truthful comment, posted under a Ron Trent release on Discogs, cannot be denied. Although, it’s not only a question of never having done a bad track, but what in fact lies beyond that reality. Why is Ron Trent considered a prominent character not only for the House Music scene, but to the Club culture as well, from the DJs to the Producers and Labels point of view.
Largely influenced by his fathers and their generation of Civil Rights Movement and
‘Africa House University of Massachusetts movement’ as well, Ron Trent gave us the clue about his influences and way of life on a deeply emotional and culturally profound statement. The next interview will sound more like a statement than a proper question and answer practice and will be about the relations between music with ethnical, philosophical, political & social contexts that surround us.   » Continue lendo esta matéria