Fred Wesley – 
DOING IT TO DEATH!

A Majestosa Jornada Musical do Trombonista, Compositor e Líder dos J.B.’s (The Majestic Musical Journey Of The Trombonist, Composer & J.B.’s Leader) 

Fred Wesley Interview - Photos - One

Como amante de música, você já deve ter ouvido as obras-primas de Fred Wesley durante a era em que foi líder da lendária banda do James Brown – os J.B.’s. O extraordinário trombonista, cuja jornada de praticamente meio século cruzou as fronteiras dos grooves, do Jazz ao Soul e Funk (ele também chegou a ser arranjador e líder da banda de Count Basie), desembarcou no Brasil em setembro com seu novo projeto Generations para duas maravilhosas apresentações no festival Jazz na Fábrica, no SESC Pompéia. Tão importante quanto saborear as maravilhas musicais que aqueles shows puderam proporcionar, tratava-se de uma oportunidade única de conversar com este personagem essencial da música e fazê-lo falar do “período de ouro do Funk e do Soul”. Tempos em que esteve ao lado de James Brown, Maceo Parker, Clyde Stubblefield, Lyn Collins, John Jabo Starks, entre outras feras e gravou álbuns atemporais, de onde vieram obras super sampleadas que todos conhecemos, de ‘Blow Your Head’ a ‘House Party’ (a lista é gigantesca), seja através das originais ou dos samples alojados em hits de pista dos mais diversos gêneros desde então. Ao invés das tradicionais perguntas e respostas, resolvemos deixar o sereno artista falar.   » Continue lendo esta matéria

100 Deep Electronic Music Classics – Part II

Essential Compilation Of Deep Electronic Music Classics, Contemporaries & Influences 

[Link para a primeira parte aqui]

011-020

11. Louis & Bebe Barron – Forbidden Planet (1956)
12. Delia Derbyshire – Dr. Who Theme – BBC (1963)
13. George Duke – North Beach – MPS/BASF (1974)
14. Manuel Gottsching – E2 E4 – (1981)
15. 808 State – Pacific State – Creed (1989)
16. Vision – Other Side Of Life – Interface Records (1990)
17. Amorphous Androgynous – Mountain Goat – Quigley (1993)
18. Ferrer & Sydenham Inc. – Sandcastles – Ibadan (2003)
19. Vladislay Delay – Recovery Idea (Andy Stott Remix) – Semantica Records (2008)
20. Leyland Kirby – Breaks My Heart Each Time – Apollo (2014)


» Continue lendo esta matéria

100 Deep Electronic Music Classics

No decorrer do ano passado, enquanto trabalhava na edição de algumas entrevistas para o Electronic Standards, me veio à cabeça a ideia de criar um guia com os 100 clássicos de música eletrônica deep, cobrindo desde os anos 50 à atualidade. Sem fronteiras de sub-gêneros musicais, necessidades de se defender estilos ou interferências comerciais; apenas com o critério de se buscar elementos de profundidade, hipnose, sofisticação artística, relevância, magnitude musical e, principalmente, muita intensidade.

Já de cara, o “100 Deep Electronic Music Classics” suscitou um esclarecimento a respeito do qual temos que ser muito pontuais: Deep não quer dizer soft ou leve; pelo contrário – pode, em alguns casos, soar perfeitamente como uma porrada sonora de alta amperagem. Existem incontáveis exemplos, de Deep House a Jungle, Experimental, etc.

Sem dúvida que a ideia era, desde o início, incluir depoimentos como os de Gerald Simpson e Graham Massey sobre como ’808 State – Pacific’ foi feita; ou o que Derrick May tinha em mente quando produziu ‘Kao-Tic Harmony’, quais sintetizadores foram usados em ‘E2-E4′ do Manuel Göttsching, entre inúmeros outros tesouros. Grande parte destes depoimentos saiu de entrevistas, algumas ainda não lançadas. Outros, de conversas exclusivas para este projeto.

Para que não se repita o dilema dos posts grandes demais (sabemos que temos culpa no cartório), o ’100 Deep’ acontecerá em capítulos com dez obras de cada vez e seus devidos links para audição e compra (com a seguinte ressalva para os colecionadores inveterados de vinil e CD: aconselhamos sempre os sites www.discogs.com e www.ebay.com como consulta paralela obrigatória). 

Bem-vindos ao 100 Deep Electronic Music Classics! » Continue lendo esta matéria

RON TRENT (musicandpower) – Chicago, USA

How The Music Reflects One’s Soul, Essence, Social & Political Points Of View

RON-TRENT-Interview-(Electronic-Standards)---Photos-01-(TO-USE)

“Ele nunca lançou uma faixa ruim… jamais”. O comentário sincero, postado em um release do Ron Trent no Discogs, não pode ser negado. A verdade é que, independente de qualquer coisa, não se trata apenas de jamais ter feito uma obra de má qualidade, mas de saber o que há por trás disso. Por que Ron Trent é considerado um personagem proeminente não só para a cena de House Music, como toda a cultura club, do ponto de vista dos DJs, produtores e gravadoras.
Muito influenciado pelos seus pais e pela geração dos Movimentos dos Direitos Civis e da Casa Africana da Universidade de Massachusetts, Ron Trent compartilhou conosco suas influências e perspectiva de vida em um depoimento emocionante e culturalmente profundo. A entrevista a seguir, portanto, não terá perguntas e respostas; falará das relações e conexões entre a música e os contextos étnicos, políticos, sociais e filosóficos que nos permeiam.

“He has never released a bad track… ever.” The truthful comment, posted under a Ron Trent release on Discogs, cannot be denied. Although, it’s not only a question of never having done a bad track, but what in fact lies beyond that reality. Why is Ron Trent considered a prominent character not only for the House Music scene, but to the Club culture as well, from the DJs to the Producers and Labels point of view.
Largely influenced by his fathers and their generation of Civil Rights Movement and
‘Africa House University of Massachusetts movement’ as well, Ron Trent gave us the clue about his influences and way of life on a deeply emotional and culturally profound statement. The next interview will sound more like a statement than a proper question and answer practice and will be about the relations between music with ethnical, philosophical, political & social contexts that surround us.   » Continue lendo esta matéria

NICKY SIANO – ‘LOVE IS THE MESSAGE’

DEPOIMENTOS DOS TEMPOS INICIAIS DA ERA DISCO
(TESTIMONIALS FROM THE EARLY DAYS OF DISCO)

NICKY SIANO Interview - Danny Krivit & Grace Jones

Nicky Siano & Grace Jones (Russia)

Nome essencial da história da Disco e residente do The Gallery, Nicky Siano não poupa palavras quando se trata de trazer a tona suas memórias a respeito da era dourada dos clubes de Disco Music. Tomou a iniciativa de lançar o filme ‘Love Is The Message: One Night At The Gallery’ (1977) que retrata exatamente a época em que esteve à frente dos toca-discos do The Gallery, durante os anos setenta. “Este é o único filme sobre a era, gravado na época”, diz, referindo-se ao The Gallery, em 1977. Para ele, “os outros filmes te falam a respeito de como era; no meu filme, você realmente vive duas noites no Gallery, e termina com a sensação de querer ter estado lá. Você pode saber como foi; apenas assista ao filme. Foi a primeira vez que as pessoas puderam dançar ‘um novo tipo de música’. Nada se compara a isso“, relata o pioneiro. 

A quintessential name of Disco history and resident DJ at The Gallery, Nicky Siano doesn’t spare words when he brings on his memories about the golden era. More recently, he was involved on the release of his movie about the time he was behind The Gallery’s decks at the Seventies, according to his own words, recorded at the period itself. “‘Love Is The Message: One Night At The Gallery (1977)’ is the only film about the era, actually shot during the era.  Other releases tell you what it was like; in my film, you actually get to spend two nights at The Gallery, experience it first hand, and walk out, wishing you were there. You can see what it was like, just watch the film… it was the first time people were dancing to a ‘new kind of Music’… Nothing can compare with that”, says the pioneer.  » Continue lendo esta matéria