db91 Rossano Snel

01/03/2011

Músico de formação, Rossano Snel estende seu conhecimento à produção e deejaying. Misturando instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos, ele descobre territórios sonoros prontos para serem conquistados por quem não tem receio de cruzar fronteiras técnicas. Mas, recentemente Rossano cruzou outra fronteira: foi a Nova Iorque para uma temporada de produção, parte do ‘The Creators Project’. Com dois EPs lançados até agora, Rossano Snel mostra o potencial que tem ao caminhar livre entre orgânico e sintético, como fez neste set que você ouvirá agora, exclusivo para o deepbeep! Confira abaixo nossa entrevista.

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Onde gravou este set e que caminhos ele percorre? Alguma faixa merece destaque?

O set foi gravado no meu estúdio, chamado Sounds from Brazil. Trabalhei só com material inédito ali, manipulando e tocando sons e samples ao vivo. Ao redor de 5′ começa uma música na qual estou trabalhando e que gosto bastante. Usei um piano bem soul e o resultado está ficando positivo. A passagem dos 32′ também me agrada. É outra track em que tenho me dedicado bastante.

Quais suas principais influências e referências musicais?

Minhas principais influências são as músicas de origem latina, brasileira e afro-americana. Gosto muito de música e, por isso mesmo, estou sempre ouvindo muitas coisas, música erudita, jazz, eletrônica de todos os tipos… É uma necessidade mesmo. Pesquiso muito sobre artistas e novas ideias de gêneros musicais.

Recentemente você foi selecionado pelo The Creators Project para uma temporada de produção musical em Nova Iorque com mais 3 músicos de diferentes países. Foi a primeira vez que participou de um edital? Qual o resultado da empreitada?

Acho que posso dizer que foi a primeira vez que participei de algo como esse projeto. Foi uma experiência incrível e de muito aprendizado. Estar em estúdio por 5 dias com pessoas com quem você nunca compartilhou nenhum fazer musical pode ser bem frustrante. Mas, no mesmo dia em que nos conhecemos já nos tornamos grandes amigos e parceiros colaborativos.
Assim, produzir músicas em conjunto – ainda mais num estúdio como o do Mike – levou a um resultado bem eclético e com 4 músicas que representam bastante do nosso background cultural e musical.

Sua rotina produtiva envolve muitos instrumentos? Qual você gosta mais?

Eu gosto bastante de tocar, de ter acesso aos controles em tempo real. Uso muito o computador, software synths e DAWs para produzir. Mas também gosto de gravar meus synths de hardware ao vivo, tocando e mexendo em tempo real nos filtros, osciladores etc. O Moog tem um filtro muito autêntico e com um som que preenche a música inteira. Tenho usado ele bastante. Também costumo gravar percussões, vozes e qualquer outro instrumento que eu tenha acesso. É ótimo poder chamar amigos músicos para colaborar muitas vezes.

Projetos atuais e planos futuros?

As músicas que produzimos para o ‘Creators’ foram lançadas. E esse é um projeto que não acabou em Nova Iorque, pois vamos continuar produzindo (eu, Aaron e Eugene) com o nome The Analog State.
Além disso, estou investindo bastante nos meus próprios passos como artista e produtor musical. Já tenho material novo a ser lançado este ano e um dos trabalhos que estou realizando em São Paulo é a produção de faixas novas da banda Revoltz.
Tenho me dedicado também para a Zybras Music, empresa onde licencio conteúdo sonoro e trabalho com pesquisa e curadoria musical, bem como outros projetos que ainda estão amadurecendo.

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