O carioca Rafael RM2 é DJ desde 1995 quando tocou no 1º after-hours do Rio, o Underbang. Hoje, é um dos principais nomes da cena eletrônica carioca.
O DJ já se apresentou nas principais festas e clubes do Rio de Janeiro, como Oops, X-Demente, Moo, Bug, Skol Beats, Tim Festival, Oi Noites Cariocas e Fashion Rio e tocou com profissionais do porte de Matias Aguayo, Michael Mayer, Carl Craig e Tim Sweeney entre outros destaques.
Dedicado à house music, RM2 comemora seus 15 anos dedicados à música eletrônica com o lançamento de 10 sets que marcam a sua trajetória como DJ, o RM2 – 12 horas possui sets de nu-disco, electrohouse, indie dance, funk, garage house, house e algumas apresentações ao vivo.
Dono de um estilo rico em estilos, RM2 gravou um set que costuma fazer no Dama de Ferro (RJ), com breakbeats, deep house, house e sons pesados que vão de Kon Kan com o clássico “I beg your pardon” a Sandy Rivera and Haze.
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Este ano você está comemorando 15 anos de carreira, um feito que comemorou com uma bela retrospectiva, “RM2 – 12 HORAS” que passeia por várias fases da sua discotecagem, do “Garage House” ao “Indie Dance”. O que inspirou este seu set para o deepbeep series?
Este set foi inspirado até onde posso chegar (início/meio/fim), tocando em um clube. Começando com breakbeats, indo pro deep house, levadas de guitarra e house com vocais, até sons mais pesados e instrumentais que costumo fazer, por exemplo, no after do Dama de Ferro. Bem variado, como gosto.
Ao longo destes 15 anos de carreira quais foram os momentos que mais te marcaram?
Tiveram muitos. Dividir a noite com grandes DJs que admiro. Como: Ian Pooley, David Carretta, Carl Craig, Captain Comatose, Zombie Nation, DJ D’gital, Matias Aguayo, Michael Mayer, Chris Lum, Pascal Feos, Tim Sweeney, Tom Gillieron, Asad Rizvi e muitos outros… Apresentar a house music – pós Nova Iorque – vinda de Chicago, São Francisco e Europa para o público carioca e de outras cidades brasileiras, junto com um forte grupo de DJs amigos. E depois ver que o house continua em alta após um trabalho de anos. Ter amigos espalhados por diversas cidades brasileiras e gringas que continuam a produzir festas e a tocar, inicialmente (nos anos 90) através do grupo Br-raves e do site Rraurl. Também minha passagem de dois meses por Londres, onde pude tocar no AKA (The End, anexo), 54 e outras festas privês, em 2007.
Alguma história curiosa sobre como tudo começou?
Comecei a tocar nos clubes noturnos numa época em que brincávamos que no Rio existiam “eu e meus 35 amigos”, para se fazer uma noite de eletrônico. Tinha disposição pra pegar o ônibus de rodoviária para ir ao Hell’s, de uma a duas vezes por mês, e voltava logo após a balada. Nesta época (por volta de 94) tínhamos que cuidar de toda a estrutura da festa (desde filipetar, alugar som, comprar discos,…) não dava muita grana. Gastávamos mais que ganhávamos. Era pelo prazer de poder tocar mesmo. A cena techno era forte, inclusive foi o estilo underground que comecei a tocar. Mais tarde, aproximando aos anos 2000, fui mudando gradativamente pro house, onde até hoje estou. Na fase garage house, só comprava discos, não tocava profissionalmente.
Nestes últimos 15 anos, tanto a cena noturna brasileira quanto a própria indústria da música passaram por enormes mudanças. Quais são os principais desafios que os novos DJs enfrentam hoje no mercado?
Se manter em um mercado onde se consegue a mídia (mp3) de graça é o maior desafio. Porque apareceram muitos DJs e, conseqüentemente, a qualidade diminuiu. Também devido a popularização do eletrônico. Quando existia só o vinil, era raro ver alguém tocando por hobby, devido o preço que pagávamos pelos discos. Acho que falta unidade e qualidade na música que os novos DJs tocam… Ok, isso se adquire com experiência, tocando, mas a internet também atrapalha o foco de quem está começando. Quando se comprava vinil, a seleção era melhor apresentada, pelos novos Djs, numa festa. Mas já que existe a facilidade do preço das mídias, a pesquisa musical tem que ser mais forte para se diferenciar. Mas estou sempre reparando nos bons DJs que surgem e dou força.
Projetos atuais e planos futuros?
Como citado na primeira pergunta, fiz uma página da minha retrospectiva (de 15 anos) como Dj – RM2 12 HORAS. Em duas semanas, mais de 1000 pessoas escutaram alguns dos 10 podcasts e mais de 500 fizeram download. O feedback está muito bom e pretendo atualizar de tempos em tempos. Sobre projetos futuros, gostaria de poder melhorar as condições em que tocamos na cena carioca, com a minha geração e a nova, que está vindo com vontade de ver as coisas melhorarem.
Para fechar, qual é a sua música preferida de todos os tempos?
Halcyon, do Orbital, é uma que não sai do meu player. Uma delas…
Fotos: Mariana Vianna
Agradecimento especial a Taciana Abreu, a mãe do dia. Parabéns! Bem vinda Isa!
Kon Kan – I Beg Your Pardon (Percapella)
Lo-Fi-FNK – System (Feat Maiden)
Tad Wily – AYO
Who Made Who – Keep Me In My Plane (Max Pask Remix)
Ben Benjamin – Hirsute Airports
Pollyester – German Love Letter (Hal Tabac Mix)
Anonym – Geile Muziek (Makam Sexy Mix)
Butch – No Worries (Original Mix)
Danny Howells – Too Far Gone (Alex Dimitri Soulektro Remix)
Chris Carrier – Cabaret Des Belles Lettres
The Royal We – Party Guilt (Original)
We Do But We Don’t – Process
Todd Terry, Roland Clark & Terry Hunter – Hot (Tee’s Inhouse Instrumental)
The Beatrabauken – Inhaling (Bjoern Nafe Remix)
Myd – Train to Bamako (Femme en Fourrure Remix)
Uffie – Pop The Glock (Ellen Allien Bang The Glock Mix 2009)
Deetron & Seth Troxler – Sing
Sandy Rivera and Haze – Freak Jimpster (Acappella)
THIAGO LINO disse em 21 de July de 2010
Rafa ahazando siempre!
O cd que vc me deu do Frankie Knuckles bombando até hj!
Amo!
BJ
Eduardo Labanca disse em 17 de July de 2010
Um bafo! Ai ai ai amo muito tudo isso. Valeu RM2!
spavieri disse em 16 de July de 2010
Bembom!
Renato Weiss disse em 16 de July de 2010
Boa Rafa!
Pra variar, o set tá fodão.
;*
Mauricio Gomes disse em 15 de July de 2010
BA_FOOOOOOOO