db4 Magal

db4 Magal

Magal tem 43 anos. Destes, mais de 25 foram dedicados às picapes. Quando convidado a participar do deepbeep, ele pediu para divulgarmos seu novo set, que tem tocado na noite Cio (D-edge), às quartas – e que você ouvirá em breve, aqui no site. Algum tempo depois, perguntou se poderia enviar outro set – que você escuta agora – desta vez com faixas dos produtores que mais o influenciaram. Os sets funcionam como um retrospectiva musical deste importante nome da eletrônica nacional, e mostram seu trânsito por estilos distintos como techno, acid house e EBM.

O DJ começou sua trajetória apadrinhado pelo falecido Marquinhos MS – juntos, colocavam para dançar a pista do clube Madame Satã. Eram os anos 80, época de new wave e post punk, de um lado, e industrial, de outro. Em seguida vieram a casa Rose Bom Bom, a acid house e o EBM; depois, o big beat e, mais tarde, a noite I Like Mondays (1997), dedicada aos anos 80, que Magal dividia com o DJ Fabio Spavieri. Por ter atravessado diferentes épocas e estilos, Magal é sempre apontado como referência. Desde 2000, é residente do projeto Cio (pelo qual trouxe o electro ao Brasil), ao lado de Gláucia ++ e Oscar Bueno.

Fale sobre seu set. Como você o compôs, quais as inspirações, por que escolheu estas faixas?
Este set é uma homenagem aos clubes em que toquei no passado. Nele, coloquei trechos de músicas de estilos diferentes, por isso foi difícil mixá-lo – o que eu acho muito bacana, por sinal. Tem EBM, house, acid house, new beat e disco, todas as referências que carrego até hoje nos meus sets.

Você é ligado em música desde criança? Conte um pouco sobre sua história e se há fatos curiosos, até o momento em que você virou DJ e começou a tocar em clubes/festas.
Ouço música desde pequeno. Meu pai sempre comprava discos e deixava que eu e meus irmãos ficássemos ouvindo. Eram coisas que só ele gostava, e a gente adorava colocar os discos na vitrola. Na adolescência existiam as festas de garagem, com equipes de som. Meu irmão teve uma, sempre que dava eu ajudava na montagem dos equipamentos, divulgação, etc. Depois ia na festinha pra dançar, adorava fazer isso. Só em 83, no Madame Satã, é que eu me envolvi com a arte de tocar de uma maneira mais séria.

Quais seus projetos, festas e/ou parcerias em andamento?
Produção. Estou me dedicando mais a isso, apesar de não ter muito tempo. Por isso resolvi trabalhar em parceria com outros produtores – acho que esse é o caminho.

Texto: João Pedro Perassolo

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  1. thiago

    thiago disse em 28 de agosto de 2009

    aciiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiddd!

  2. Freaklou

    Freaklou disse em 13 de agosto de 2009

    Sensacional.

    Parabens!

  3. Hero 0

    Hero 0 disse em 12 de agosto de 2009

    Mestre!

  4. Eneas Neto

    Eneas Neto disse em 23 de julho de 2009

    Da bigorna à disco. Assim que se faz! Parabéns.

  5. EDUARDO CORELLI

    EDUARDO CORELLI disse em 20 de julho de 2009

    Sempre me faz surpresas Mr. Magal .Uma das cenas da minha vida foi chegar no Cais, club dos 80/90 na praça Roosevelt ,SP, eu voltara de ferias de Londres e ao chegar a escadaria do club, ouço Pearls do Chapterhouse, olho pra cabine e penso “eh o mesmo dj que me emocionou no Rose Bom Bom “,outro club da época, tocando MARRS Pump the Volume. E ha duas semanas atrás chego no bar Volt e ele meu emociona tocando O set de Disco. God bless the Man.

    ps. além de me dar de b-day uma t-shirt do Alien Sex Fiend. Classixx.