O DJ e produtor carioca Cau Lopez criou um mix senoidal, como ele próprio classifica. “Momentos viajantes e reflexivos, com outros mais empolgantes e dançantes. Você pode ouvir no carro ou em uma festa em casa”, comenta o DJ. Com passagem pelos principais clubs e festas de house e neo-disco do Rio e de São Paulo, o DJ acredita na pluralidade da cena carioca onde se ouve boa música. A sua parte ele garante cumprir nesta edição do deepbeep series.
Quando você gravou este set e qual o momento ideal para escutá-lo?
Gravei semana passada, a idéia foi mesclar em um mesmo set faixas que não costumo tocar por terem elementos mais out‘s e BPM mais baixo com outras que demonstram mais a linha do som que eu toco. Acho que meus sets tem uma característica senoidal, gosto dessa levada aonde intercala-se momentos mais viajantes e reflexivos, com outros mais empolgantes e dançantes, portanto ele cai bem em diversos momentos, você pode ouvir no carro ou em uma festa, em casa.
Como a sua experiência como produtor artístico – que trouxe nomes como Antix e Anthony Rother para o Brasil – ajudou na construção da sua carreira de DJ e produtor musical?
Comecei a estudar música e produzir eventos muito cedo, já no colégio. Depois veio a faculdade de Comunicação, me especializei e me apaixonei pela área de Produção de Eventos e esse é meu trabalho paralelo até hoje. Comecei a tocar profissionalmente em 2002, fazia um som diferente, mais pro prog-house. Produzia festas com nomes que a gente queria ouvir na epóca, abri uma produtora em Vitória-ES e tive contato com produtores já reconhecidos mundialmente e a oportunidade de ver expert’s sentados ao meu lado, produzindo, acertando detalhes para suas apresentações. Com isso meu lado criativo começou a falar mais alto e algum tempo depois, já no RJ, fui estudar produção musical e montei um pequeno homestudio, sempre que tenho tempo é lá que estou, arriscando remixes, edits, produzindo, aprendendo coisas novas.
O que costuma escutar quando não está pesquisando ou produzindo?
Ouço várias coisas… Nos últimos dias, Air, Sufjan Stevens, Robert Plant & Alison Krauss, Stee Downes, Matthew Herbert, várias coisas de Jazz, às vezes algo de clássica como Yo-yoma e por aí vai…
O que faz a cena eletrônica carioca ser especial?
Acredito na pluralidade da cena carioca, dá pra ouvir música boa, ver gente interessante e acertar na festa. Porém, como em todo lugar do mundo hoje, também tem espaço para “celebridades” e seus iPods, pra quem gosta e vai se divertir. O Rio tem festas tradicionais , como a Oops! Acho incrível essa capacidade de uma festa sobreviver tanto tempo no underground, com o mesmo conceito, forte e aliás acho eu que é por isso que está aí até hoje… Por outro lado, tem as “festinhas de verão”, que vão e vem, duram menos e divertem tanto quanto. Hoje no Rio, sinto falta de noites menores, menos pretensiosas, com foco na música boa e na cerveja gelada, (o difícil bom serviço…). Mas acho que isso tudo é cíclico e os bons inferninhos vão voltar a fazer parte da cena carioca, pelo menos é o que eu espero! Também penso em fazer minha parte, em breve pintam novidades!
Quais são seus projetos atuais e planos para 2010?
Tocar mais e mostrar meu trabalho de forma mais constante, me dedicar um pouco mais a produção e quem sabe lançar alguma faixa, festa…
Desculpe, tracklist não disponível.
peri disse em 3 de fevereiro de 2010
EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!
downloadin NOW.
Brunettney disse em 3 de fevereiro de 2010
WOW!
Perfeito pra trafegar em rodovias – tô fazendo isso agora! Dá vontade de quebrar as regras…
Sandro Amaral disse em 3 de fevereiro de 2010
Valeu!!!
Thiago Granato disse em 3 de fevereiro de 2010
Muito bom!!!!
damares paiva disse em 3 de fevereiro de 2010
Adorei!!!!!
Momento reflex crescente.
Nem dá pra perceber que ele é carioca.
ÒÓtimo!!!