db34 Mary Zander

db34 Mary Zander

A DJ Mary Zander vive atualmente entre Brasil e Argentina, com residência no Warung Beach Club em Santa Catarina e discotecagens frequentes em clubs portenhos como Pacha, Bahrein, Sobremonte. A bela carioca já imprimiu seu nome no line-up dos principais clubs e festivais brasileiros, além de acumular marcantes gigs internacionais no Rock in Rio Lisboa, no The End em Londres, na Red Bull Party em Salzburg e na Avalon em Los Angeles, onde também é regularmente convidada para a festa Made In Brazil. Em 2009, Zander lançou sua primeira faixa, ‘Grand Slam’, e passou a integrar o cast de produtores do selo Unlock Recordings, ao lado de Jonas Kopp, Barem e Someone Else.

Como você definiria este set? Quais foram suas inspirações e referências pra gravá-lo?
A ideia foi criar um set atemporal, misturei músicas novas com algumas mais antigas e pérolas que surgiram de pesquisar em blogs e sets de DJs que costumo baixar. Quis passear por diferentes caminhos e texturas, sem ficar presa a um só estilo. Tem um toque de nu disco mesclado a batidas de tech house e momentos mais deep, mantendo uma base grooveada, quente e sexy – gostosa de ouvir e de tocar. Curiosamente a inspiração veio de dentro do carro, de sets e podcasts que tenho escutado ao dirigir pela cidade ou viajar por aí. Gravei o set num clima roadtrip, uma viagem musical!

Recentemente você começou a produzir e acaba de lançar a faixa ‘Grand Slam’, que marca sua entrada no selo argentino Unlock Recordings. Conte para a gente as dores e delícias deste processo.
É uma história nova pra mim. Ter entrado pra Unlock foi maravilhoso, abriu um espaço de diálogo super construtivo. Confesso que o lado tecnológico ainda me assusta um pouco, são tantas ferramentas e softwares. Às vezes sei o que quero tirar, o som que estou buscando, mas chegar lá é bem difícil. Hoje por hoje, me sinto mais a vontade tocando do que produzindo. Adoro o contato com a pista, produzir é mais introspectivo, mais solitário, é um processo totalmente diferente.

Morando há dois anos em Buenos Aires, pode-se dizer que você tem uma bela experiência tanto no Brasil, quanto na Argentina. Trazendo a tradicional rixa do futebol para a música, quais são, ao seu ver, as principais diferenças entre a cena brasileira e argentina?
O Brasil é um país de várias culturas, cores, raças e também de várias cenas. Sinto que estamos num pico. Por um lado temos pistas under rolando por todos os cantos e uma constante busca por novas vertentes sonoras. Por outro, a música eletrônica tá mais comercial, clubs de renome e publicações consagradas estão chegando ao país e o investimento em artistas internacionais parece que nunca foi tão grande.

Na Argentina a cena teve seu boom há mais tempo, a Pacha por exemplo abriu suas portas há 15 anos, o Creamfields rola há quase uma década. Acho que tudo isso ajudou a consolidar a cultura local e a cena mainstream tá mais madura. Ano passado vi o Hernan Cattaneo ser ovacionado num festival em Buenos Aires, parecia jogo de futebol, milhares de pessoas gritando o nome dele, ufa, aquilo me impressionou! De rixa, na real, o argentino ama o Brasil e costuma ter o maior carinho pelo brasileiro, somos para eles “el país más grande del mundo”…

Hoje, qual é aquele som que você não está conseguindo parar de ouvir no carro ou tirar do repeat do seu MP3 player?
Adoro os sets do Greg Wilson, sempre pra cima, animam meu dia. E na hora de relaxar, jazz. Amo o disco Somethin’ Else do Cannonball Adderley tocando junto com o Miles Davis e o Art Blakey na bateria. Um clássico da Blue Note, escuto direto.

Projetos atuais e planos futuros?
Tô pra fechar meu primeiro EP que deve sair no começo do ano que vem pela Unlock Recordings. Pro verão, tenho datas pipocando pelo litoral brasileiro e argentino. Tem também a minha festa LOL aqui em Buenos Aires, foram duas edições memoráveis em 2009 e a idéia é seguir com o projeto em 2010. Mais pro meio do ano, o plano é passar uma temporada na Europa. Vamos ver!

Agradecimentos: Taciana Abreu
Fotos: Bruno Cunha

Compartilhe no Facebook

This website uses IntenseDebate comments, but they are not currently loaded because either your browser doesn't support JavaScript, or they didn't load fast enough.

comente

  1. mary zander

    mary zander disse em 28 de dezembro de 2009

    hey Spaviery, o DOP é tudo mesmo! Augusto valeu a dica…curti escutar ECHOSYSTEM cantando em português, nem sabia que a menina tinha esse sangue brazuca nas veias ;) enfim, valeu a todos pelos comments . cheers =)

  2. Tomio

    Tomio disse em 24 de dezembro de 2009

    Set finíssimo! Muito dígno!

  3. joao perassolo

    joao perassolo disse em 23 de dezembro de 2009

    esse set é inacreditavelmente incrível. repeat direto.

  4. Marcos Paulo

    Marcos Paulo disse em 21 de dezembro de 2009

    Maravilhoso desde o começo, parabéns pela belissima seleção.

  5. augusto merli

    augusto merli disse em 17 de dezembro de 2009

    Vou conferir. Legal começando com Lusine e terminando com Henrik Schawrz. Favoritos :)
    A Vilja, vocal da música do Lusine, acredite se quiser é uma finlandesa quase brasileira.
    Ficou aqui em casa uns tempos. Dá uma ouvida depois: http://www.myspace.com/echosystem