db33 Markinhos Meskita

db33 Markinhos Meskita

Há 15 anos o DJ Markinhos Meskita vem criando sets cheios de personalidade e estabelecendo residências em praticamente todos os clubes dedicados à música eletrônica no Rio de Janeiro. Meskita formou um nome acima de qualquer suspeita, quando o tema é boa música, transitando pelo hip hop, acid jazz, indie rock até a house. Em 2009, o DJ tem se dividido entre a produção do Rockinho, festa que tem trazido o rock de volta às pistas mais tradicionalmente voltadas à música eletrônica, e a residência na festa Joint – resultado da união de duas agências de DJs, a Smartbiz (SP) e a Request (RJ).

Quais foram suas inspirações e referências pra gravar o set?
A inspiração foram as festas Cosmic que rolavam em Munique e em Milão no fim dos anos 80. Naquela época, tudo era novidade – rap, house, acid jazz, breaks, discofunk – então a gente misturava bastante e tinha música boa de vários estilos no mesmo set. Bootleg do James Brown com Yello, ou Art of Noise com Young Mc, coisas assim… Quis fazer um set Cosmic, com BPMs subindo e descendo, e músicas mais viajantes.

Como começou a sua história musical? Você é ligado em música desde criança? Fatos curiosos, influenciadores? O que te levou a começar a discotecar e comprar discos.
Lembro de uma história engraçada… Quando eu tinha uns 7 anos, tirei a melhor nota da sala em uma prova no cursinho de inglês. Daí a professora me levou na loja, do outro lado da rua, pra escolher um disquinho. Eu escolhi “Sympathy For The Devil” dos Stones e – óbvio! – a tia não queria deixar eu levar de jeito nenhum! Foi um parto até que eu saí de lá com o compacto.

Outro momento que me marcou muito foi quando consegui meu primeiro 12” (comprei no supermercado!). Foi o single do Instant Funk “I Got My Mind Made UP” da Salsoul Records. Essa música mudou minha vida completamente.

Em 89 fui estudar em NY e, dividindo apartamento com um DJ alemão, conheci a história das festas Cosmic. Voltei de lá com 22 vinis no colo, virei DJ e não parei mais de comprar discos. O compacto dos Stones e o 12″ do Instant Funk, eu tenho até hoje.

Você sempre teve um envolvimento muito forte com a cena noturna carioca. Já produziu festas nos principais clubes da cidade, lançando tendências, virando referência. Como você vê a cena noturna e eletrônica carioca hoje? O que tem acontecido de bacana e o que você vê como tendência para o ano que vem?
A cidade está super bem servida de DJs e de festas novas. Tem uma cena variada, alguns novos produtores de eventos e muita gente começando a sair há bem pouco tempo. Apesar de não ver muitas mudanças em relação a dez anos atrás (o número de casas dedicadas à boa música e com uma programação ‘decente’, feita com DJs ídem, ainda é muito pequeno; e os DJs ainda dependem, basicamente, de suas próprias iniciativas para trabalhar), acho que de uns dois anos pra cá, começamos a fechar um ciclo e iniciar um outro.

Acabou aquela coisa de conhecer todo mundo na pista, o público cresceu muito. O lado bom é que a nossa música está se espalhando mais rápido e está se formando, finalmente, uma indústria. Com donos de clubes mais interessados em oferecer qualidade, mais agências de DJs, mais gente dançando na pista e cobrando um bom equipamento no clube, etc.

Quais são seus projetos atuais e planos futuros?
Estou cuidando da programação musical do Rocka, na praia Brava, em Búzios, e isso tem sido meu projeto principal para o verão. Devo levar os Serial Chillers (meu projeto de downtempo com Daniel Di Salvo) e a High Noon pra lá, em breve. Também devo fazer uma festa nos moldes da KZA, que acontecia no 00, com bastante funky-jazzy-jackin-house. Tem muita gente com saudade… Eu, principalmente… hehehe…

O que você tem curtido ouvir em casa ou no MP3 player?
Rádio CBN, She & Him “Volume One” que um brother trouxe de NY e o N.A.S.A do Zégon ficam se alternando a maior parte do dia. Também andei ouvindo bastante coisa antiga pra poder montar o set do deepbeep.

Qual foi sua última grande descoberta? aquele som que está agora no repeat ou que você não consegue parar de tocar / ouvir? Uma dica para os nossos ouvintes =)
Além da rádio CBN, os outros dois acima são ótimas dicas. Ou qualquer um do Tommy Guerrero, o melhor skatista-guitarrista do planeta.

Agradecimentos: Taciana Abreu

comente

  1. baractho

    baractho disse em 11 de fevereiro de 2010

    Markito… parabéns!

  2. Kika

    Kika disse em 18 de dezembro de 2009

    Whaaaaaaaaaa…
    Fucking genious, bro’!
    So proud to be your sister : D
    L.O.V.E
    K.

  3. Tee

    Tee disse em 18 de dezembro de 2009

    O cara é gente finíssima, em uma pequena oportunidade que tive de conhece-lo anos atrás.
    Nota 1000!
    saúde. paz.