Renato Cohen foi bateirista da banda punk Disk-Putas com Marcelo Ferrari e começou sua carreira de DJ em 1996, no Hell’s Club de Pil Marques junto com o DJ Mau Mau. Ele comandava as pick-ups levando techno e hard house para o famoso after hours paulistano.
Em 2001, lançou a faixa “Pontapé” pela Intec Records de Carl Cox e em 2002 ganhou o prêmio de melhor produtor brasileiro de música eletrônica pela coluna “Noite Ilustrada” da Folha de São Paulo. Ele também se apresentou nos principais clubs e festivais de música eletrônica do mundo como o Fabric, I Love Techno, Dance Valley, Awakenings, Gorilla, U60, Space, Turnmills, MINT entre outros. Em julho deste ano, lançou seu primeiro álbum autoral, o “Sixteen Billion Drum Kicks” pela Sino Records.
No set gravado para o deepbeep series em parceria com a Underground Records Brasil, Cohen mixa suas faixas preferidas de house, disco e acid, num set fora do habitual que “funciona tanto para ouvir em casa como na pista”, comenta.
Desde seu primeiro live no Hell’s, até atualmente com o Sino Live, o que mudou na sua maneira de produzir (além da tecnologia e ferramentas, claro)?
Uma coisa legal da música eletrônica, desde os anos 80, é que é uma música extremamente caseira, feita em home studios, relativamente simples e com equipamentos baratos. No começo do anos 2000 os hardwares foram se tornando cada vez mais dispensáveis e com o avanço dos processadores, softwares, plug-ins etc, foi ficando ainda mais barato chegar numa sonoridade mais aprimorada.
Essa é uma pergunta interessante porque falando além da tecnologia e das ferramentas, eu acho que minha maneira de produzir não mudou muito. A essência é a mesma desde o começo, apenas se aprimorou. Um cara num super estúdio, com todos os recursos, não vai necessariamente fazer uma música boa. Alguém com criatividade sem nenhum recurso vai sempre fazer algo interessante e diferente. Apesar de ser uma música basicamente sintética e de precisão, o mais importante ainda é a única coisa que as máquinas não podem produzir: idéias.
Seu primeiro álbum, o “Sixteen…”, tem influências desde jazz até disco e samba. Fale um pouco mais de como você organizou suas referências para esse lançamento.
A idéia do álbum era justamente tentar incluir tudo que eu escuto normalmente. Eu queria juntar todo tipo de música que faz parte do meu dia a dia e chegar numa unidade. Como eu sou basicamente um DJ de techno, tentei colocar tudo isso soando de um “jeito techno”. Uma coisa que funciona tanto para ouvir em casa como na pista. Espero que eu tenho conseguido.
Você ainda toca bateria?
Hahaha, não. Já faz mais de 10 anos que eu só toco mouse.
Quais são seus projetos atuais?
Estou organizando um novo selo que vai ter a mesma cara do meu álbum, ou seja, uma visão musical bem aberta, mas focada na pista de dança. Estou terminando os primeiros releases que devem começar a sair em vinil e MP3 até o final do ano.
Fotos: Lucas Lima
Agradecimentos
URBR Underground Records Brasil
Michel Palazzo
Revista DJMAG
Piti Vieira
Desculpe, tracklist não disponível.
Jota Wagner disse em 27 de setembro de 2009
Salve Renato!!!!
excelent
dani disse em 23 de setembro de 2009
‘Já faz mais de 10 anos que eu só toco mouse’
hahahahaha adorei! :)
*set ABSURDO!
carol disse em 23 de setembro de 2009
ai que delícia!
Paula Chalup disse em 19 de setembro de 2009
aff..muito bom gosto!! bj
Moisés disse em 19 de setembro de 2009
Maravilhoso, quero sair dançando pela casa! \o/