Iggor Cavalera não brinca em serviço quando o assunto é música. Ex-integrante de uma das maiores bandas de metal do mundo, o Sepultura, Iggor trouxe para o seu projeto eletrônico Mixhell a mesma busca incessante pela novidade e pela excelência que alcançou na sua antiga banda. Ao lado de sua esposa e cúmplice Laima Leyton e do amigo e produtor musical Max Blum, o agora trio parte para o lançamento de um novo álbum com participações super especiais e prepara uma turnê no formato banda para o próximo ano.
Nesse especial de comemoração dos 3 anos de deepbeep, eles falaram sobre o disco, o novo formato, os ‘haters’ e deram uma amostra do que eles mais têm curtido tocar em seus DJ sets pelo mundo.
Agora vocês são um trio, com a adição super bem vinda do produtor Max Blum ao projeto. Como surgiu o convite e como você estão trabalhando nesse novo formato?
No final do ano passado chegamos a conclusão de que o Mixhell deveria partir para novos horizontes. Além de iniciar a produção de nosso primeiro disco, decidimos que nossas apresentações precisavam de um grande salto, um “live” completo: nossas músicas serão mostradas com um formato de banda, acompanhadas de cenário, iluminação, etc. Para isso, convidamos o produtor Max Blum para se unir ao projeto, desde a composição das músicas até o show (tocando baixo). Na verdade, o Max participa há muito tempo do Mixhell, sempre como nosso parceiro nas produções de remixes e de singles, ajudando até nas criações de nossos shows. Somos amigos de longa data!
O Mixhell vai lançar álbum pela BoysNoizeRecords, da Alemanha, que inclusive será mixado pelo Gui Boratto. Como foi a concepção desse trabalho e qual é a cara dele?
Esse disco é fruto de muito trabalho nos últimos anos, totalmente produzido por nós três, e conta com algumas participações super especiais de amigos como Tyler Pope (LCD Soundsystem), Greg Puciato (Dilinger Scape Plan) e Aaron Spectre (Drumcorps).
Do metal para a música eletrônica. Como essa guinada aconteceu e até que ponto houve algum preconceito por parte dos fãs do Sepultura e dos fãs de música eletrônica?
Já estamos acostumados com os “HATERS”, principalmente nessa era de “imunidade internética”. Eu sempre busquei novidades com meus projetos, então não vejo muita diferença do que eu faço hoje e o que eu fazia há vinte anos, em termos de buscar algo novo para meu som.
Quais são as principais características e influências do som do Mixhell?
Temos nossos heróis/mentores que são os Soulwax/2manydjs, e tambem curtimos de tudo um pouco como: Buraka Som Sistema, Mumbai Science, Juan MClean, Arnaud Rebotini, Zombie Disco Squad, etc…
Como é a dinâmica de criação e apresentação do Mixhell? O fato de você ser casado com a Laima influi de que forma nessa relação?
É uma troca muito boa! E ainda temos o Blum para desempatar as discussões.
Dá pra lembrar qual foi a pista mais animada que vocês já tocaram?
Algumas noites memoráveis foram no clube Air, em Tokyo, no Fabric, em Londres, no Tresor, em Berlim; e aqui no Brasil, tivemos umas grandes surpresasa como o clube Asteroide, em Sorocaba, ou a Tunts, em Belém.
Quais são as próximas gigs, outros projetos e planos para os próximos meses?
Estamos preparando o live novo que vai ser bem diferente do que fazemos normalmente, com a Laima comandando os synths, voz e efeitos, o Blum tocando baixo e eu nas baterias e samplers. O primeiro single do disco deve sair em novembro pela BoysNoizeRecords e até o final deste ano (e, principalmente, no ano que vem) iniciaremos uma grande tour com esse novo formato (bateria, synths e baixo). O disco terá lançamento mundial em janeiro de 2013.
Fotos Pedro Falcão
Tracklist indiponível.
comente