Joyce Muniz não deixa ninguém parado com o seu som único e diversificado. Vivendo em Viena desde meados dos anos 90, a DJ e produtora, que começou com o Hip Hop e Drum and Bass, adicionou swing latino e africano ao downtempo austríaco e conquistou seu espaço na Europa.
Neste db series, Joyce conversa um pouco sobre sua música, o sucesso de sua mistura infalível e mostra um pouco do que tem ouvido e tocado Europa afora.
Quais foram as inspirações para este set? Qual o ponto de partida e como ele vai se desenvolvendo?
Para todos os sets que trabalho, primeiro separo as músicas mais novas, pois o mais importante é levar ao público novidades e influências ainda não testadas. Após separar as músicas, não me prendo na ordem, fica totalmente free style, a inspiração do momento é o que determina como os sets vão se comportar e como as mixagens irão sair.
Você vive em Viena desde meados dos anos 90. Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória. Quando a música começou a fazer parte da sua vida?
Sempre ouvi muita música, independentemente do estilo. Em 1997 quando comprei meu primeiro vinil de Drum’n Bass entendi que música para mim deixava de ser um passa tempo e sim, parte da minha vida. Poder trabalhar com algo que você realmente ama, faz a vida valer à pena em todos os seus aspectos.
Quais as suas principais influências?
Eu comecei no Hip Hop e Drum’bass. Com o passar dos anos introduzi essas influências misturadas com “downtempo austríaco” para a leitura que faço dentro da música eletrônica, seja nos meus sets ou produções.
Como foi desenvolver essa linguagem carregada de latinidade e raízes africanas num país tão distante dessas referências?
O mercado Europeu consome muita música com influências Latinas e Africanas, no momento que entendi como introduzir essa mistura de swing a minha música, a aceitação foi imediata, fator determinante para o sucesso de alguns singles.
O seu single ‘Party Over Here’ foi chamado pela DJ Mag como o “single electro do mês”. A que você credita o sucesso de sua música na Europa?
A mistura do clássico austríaco com uma pitada de percussão latina é algo infalível na minha opinião. Essa mistura pode-se entender de várias formas. Nesse single em questão, é uma música de formato Deep House que muitos entenderam como electro; isso é fascinante pra mim!
Na sua opinião, qual foi o melhor álbum do último ano e o que você tem escutado de novo que recomenda?
É dificil separar por álbuns aquilo que mais me tocou em 2011. Hoje em dia acho que uma coletânea não me envolve com a mesma força que vários singles me envolveram. Se esses que vou recomendar agora fossem de um único produtor, com certeza ele seria meu maior ídolo (risos): Kinki – Refelections 001, Nebraska – Displacement, SBTRKT – SBTRKT e Little Dragon – Ritual Union.
Quais são seus projetos, parcerias e planos para 2012?
Vou continuar meu trabalho junto ao Exploited que foi um dos primeiros selos que acreditou no meu trabalho. Tenho um single para 2012 que será lançado pela Defected. Estou produzindo o álbum do cantor Louie Austen em 2012 junto com o produtor Markus Dohelsky. Uma das novidades para o próximo ano é a parceria com a produtora 2020 visions, ainda não posso dar detalhes até o momento, mas posso garantir que algo grande esta por vir!
Agradecimento: Guilherme Godoy
Fotos: Divulgação
Cezar Dantas disse em 29 de fevereiro de 2012
\o/
Marcio S disse em 29 de fevereiro de 2012
My Sister!! manda muito!! belo set!!
Thiago disse em 29 de fevereiro de 2012
Joyce! Such a great talent!
Camila Carvalho disse em 29 de fevereiro de 2012
Linda!!!!! ♥