Talvez você já tenha se deparado com Paulo Tessuto em clubes tradicionalmente rock como A Loca, FunHouse ou o extinto Dynamite Pub. O DJ paulistano desenvolveu seu interesse pela música eletrônica aos poucos: a primeira edição da festa pela qual se tornou conhecido, a Plastik Eletronik, aconteceu em 2006 e completou três anos de vida em junho, no Tapas Club.
O DJ construiu seu nome tocando em mega-eventos como a Virada Cultural e a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, e da última edição do Ilhabela SummerStage. Hoje, além da residência na Plastik Eletronik, também é convidado de festas como a LUDO, Caravana da Coragem e Paradise.
Fale sobre seu set. Como você o compôs, quais as inspirações, por que escolheu estas faixas?
Nesse set, eu fiz um mix de ideias. Usei músicas com timbres ligeiramente exóticos – a maioria delas eu não costumo tocar nas boates. Coloquei também algumas curiosidades da minha coleção, com vocais mirabolantes, uma ou outra novidade e faixas que já deixei de tocar. O set foi gravado em BPM bem reduzido, o que cria um clima ótimo.
Você é ligado em música desde criança? Conte um pouco sobre sua história e se há fatos curiosos, até o momento em que você virou DJ e começou a tocar em clubes/festas.
Minha história com a música vem de família. Meu bisavô era violinista, meu avô, pianista, minha prima, soprano. Com oito anos comecei a me ligar em rock e a colecionar discos, com quinze montei uma banda com meus colegas da escola, eu era o vocalista. Aos dezoito comecei a tocar bateria e, aos vinte, a discotecar profissionalmente e promover a minha festa, que acabou sendo a porta de entrada para festas e clubes da cidade como D-Edge, Vegas, Clash, entre outros.
Um fato bem curioso aconteceu este ano, em uma festa no litoral norte de São Paulo. Eu estava tocando e reparei que havia um rapaz muito simpático. Depois de um tempo ele veio até mim e pediu para tocar um “funk casca grossa”, literalmente. Eu respondi que tinha esquecido esse disco em casa, e ele rebateu logo em seguida: “Eu vou lá no carro pegar!”
Quais seus projetos, residências, festas e/ou parcerias em andamento?
Continuo promovendo a Plastik, juntamente com Renato Patriarca e Pedro Lattari. O projeto acabou de completar 3 anos, com uma festa no Tapas Club, com direito a after-hour e line-up bem recheado. Sempre procuramos trazer para o público as novas sonoridades da house music, do deep ao tech, com uma pitada de techno e nu disco. A festa é itinerante e nesse mesmo mês fizemos uma edição no D-Edge, juntamente com a (noite) Paradise. Além disso, estou trabalhando em um projeto para a Raydio Storm, uma rádio online com um conceito peculiar, que será lançada em breve.
Fotos e texto: João Pedro Perassolo
1 – Robot Trio – Kiss My Radio
2 – Brian Cares – Dissolve feat. Raz Ohara
3 – Morten Soreson – Start Something (Original)
4 – Brian Cares – Hitti’n The Table feat. Jake The Raper
5 – Exxit 45 – Usualy Download
6 – Mary Han Frisco – Mary Jo Dream
7 – Unknow Artist
8 – Airy Dun – Cockney Wide Boy
9 – Andrea Doria & Jimmy Fish – Jumping Jack (Andrea Goes In a Pocket Remix)
10 – Phill Weeks – So High
11 – Aril Brikha – Akire
12 – Silver City – Junk Dust (Silver City Remix)
13 – Zwicker – Oddity feat. Olivera
14 – Unknow Artist
15 – Ada & Raz Ohara – Lovestoned
Daniel Lucas disse em 24 de novembro de 2009
Que set gostoso !!!
Parabéns pro Paulo Tessuto e parabéns pro DeepBeep pelo incentivo a boa música .
Mauro Farina disse em 23 de outubro de 2009
Legal pra Kct… Referencias diferentes,,, aprovado