db1 Márcio Vermelho

29/04/2009

Tocando profissionalmente desde 2001, Márcio Vermelho é um respeitado nome na cena noturna de São Paulo. DJ de house e disco e suas vertentes, além de produtor musical, a qualidade de seu trabalho é reconhecida nas festas em que toca: Freak Chic, na D-Edge; Perversa, no Glória; Ludo, no Vegas. Completa sua bio uma participação no conceituado programa Beats In Space, de Nova Iorque, comandado pelo DJ e produtor Tim Sweeney (DFA Records).

Fale sobre seu set. Como você o compôs, quais as inspirações, por que escolheu estas faixas?

Selecionei faixas de diferentes estilos para o set, um material que gosto muito e nem sempre consigo tocar nas pistas, pois são músicas atmosféricas ou com bpms muito lentos. O início é mais eletrônico, com influências de italo e electro, mas logo o set dilui-se em uma disco lisérgica, e então seguem-se faixas com diversas referências, do discopunk ao funk e à house, voltando à disco viajante na reta final.

Você é ligado em música desde criança? Conte um pouco sobre sua história e se há fatos curiosos, até o momento em que você virou DJ e começou a tocar em clubes/festas.

Cresci em um ambiente musical: meus pais adoram música e desde muito jovem tive o fascínio e o hábito de colecionar discos. Sempre preferi a música dançante, e na adolescência costumava ser o DJ das festinhas dos amigos, da escola e das próprias festas que fazia em casa. Visitava uma rádio do meu bairro com frequência, e ali me diverti muito, ajudando os colegas nas seleções e entendendo um pouco como toda aquela parafernália funcionava. Quando lembro de tudo isso penso que me tornar DJ profissional foi um caminho natural, mas até aqui foi um longo percurso.

Quais seus projetos, festas e/ou parcerias em andamento?

Duas festas novas, a LUDO, que acontece mensalmente no Vegas, e a Diamond, um projeto itinerante que faço ao lado do DJ Hubert, onde tocamos o lado mais bruto do nosso som, as referências, clássicos, raridades e grooves obscuros. A LUDO estreou em março com muito sucesso e é um projeto onde pretendo, ao lado de convidados escolhidos a dedo, apresentar toda a renovação da house e disco music. Tenho produzido algumas faixas também, estou trabalhando em um remix para a banda Cellophane, em parceria com o Renato Patriarca. Além disso, estou elaborando um programa para a Raydio Storm, uma rádio online de música dance alternativa que deve estrear em breve.

Como foi participar do Beats In Space? Como rolou o convite?

Conheci o Tim Sweeney através do Facundo, no final de 2007. Na mesma época toquei com o Todd Terje na FASE, no Rio de Janeiro, quando vários artistas da DFA vieram com frequência ao Brasil. O Tim conheceu o meu som, ouviu os sets que eu já tinha gravado anteriormente, gostou muito e então surgiu o convite. Fiquei muito feliz e honrado em participar do programa, afinal sou fã do Beats In Space há anos. Considero uma ótima referência de boa música, com sets surpreendentes além de ser uma ótima fonte de pesquisa.

Fotos e texto: João Pedro Perassolo

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    Tido Mendes disse em 5 de novembro de 2011

    Perfeição resume tudo!

  2. avatar

    } Hoje vai rolar a festa Voodoohop & Diamond @ Bar do Netão! « disse em 20 de abril de 2010

    [...] – Márcio, Hubert & Prix. Festa com conteúdo musical, alternativa às pistas cheias de obviedades dos [...]

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db1 Márcio Vermelho
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tracklist

1.The Niallist – The Hots
2. The Off Key Hat – Emergency Calling
3. Phoreski – Swalbar
4. Soft Rocks – Umut 2000
5. Alan Parsons Project – Mammagamma (Barerra Edit)
6. Cage and Aviary – Television Train
7. Drrtyhaze – We See Everything
8. Dirty Sanchez – Give Head & Be Beautiful (Slash Fiction Remix)
9. The Sunburst Band – Afetr Dusk (Joey Negro Extended Mix)
10. Recloose – Robop
11. Woolfy – That Lady
12. Unknown Track – Pete Hebert Edit
13. Mike Burns – Everybody’s Mantra
14. Bonar Bradberry – Carlos The Jackal
15. Nick Robson – Stars

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