dbmixtape Monique Oliveira

tracklist

1 – 023 – A History of Western Philosophy – Bertand Russell AudioBook- 1945
2 – The Make Up The Break Up_ part_101- Bruno Pronsato
3 – Frentic – Move D
4 – Party Guilt (Dinky’s Arp-a-pella) – The Royal Me – Boogiebytes Vol.05 Mixed By Seth Troxler
5 – Hey Hotties! – Supermayer
6 – Troy Pierce – Gets Lost On The Way To DC – (Konrad Black Remix)
7 – Hipnotized – Minilogue
8 – Gabriel Ananda – Ihre Personliche Glückmelodie (Dominik Eulberg Remix)
9 – Fieldleft – False (aka Matthew Dear)
10 – Ricardo Villalobos Easy Lee – Reboot Edit
11 – I Need A Life (Four Tet Remix) – Born Ruffians
12 – Golden (Holger Zilske)
13 – Departure – Closer Musik
14 – Profounding – Marc Houle – Magda Fabric 49
15 – The Jezebel Spirit – David Byrne e Brian Eno

links

http://www.synthorchestra.org
http://www.d-edge.com.br
+ 55 11 8245 0010
email: monique@synthorchestra.org

dbmixtape Monique Oliveira

22 de fevereiro de 2010

Trabalhar com áudio é bem diferente que com palavras, embora o conceito de edição seja o mesmo. Aqui, percebi que prefiro o primeiro ao segundo. Beat por beat ou caractere por caractere, o pressuposto de algo bom em meu trabalho é o que é previamente pensado. Ou se, mesmo pensado depois de feito intuitivamente, ainda faz sentido em meio ao caos em que foi então criado. E pensar a música ou a “virada”, no intuito de coadunar o beat ao corpo ou a sensações, ainda está longe de ser uma realidade pra mim.

Esse mixtape é a minha primeira experiência do tipo. Ok. A minha parca habilidade com o radiojornalismo me deu algumas noções: tão primitivas quanto copy e paste. Mas a minha vida inteira foi pautada pela música eletrônica. Fui clubber mesmo, de cabelo colorido, de acreditar no “movimento”. Também de frequentar Sound Factory, Espaço Nation, Overnight e ver matinê da Toco na época em que Marky & Marky virava Claudinho & Bochecha depois de Prodigy. De ir a raves  em 1998 e levar esporro do meu pai por chegar com o coturno cheio de lama em casa (e, claro, ter sumido por mais de 18h). Eram tempos inocentes. O melhor e o pior dos tempos.

Fui pra faculdade de jornalismo, passei pela Folha Online, Estadao.com.br, escrevi para editorias tão díspares como feminino, teen, cotidiano, política. Também fui fazer Ciências Sociais – curso que me levou a ver tudo como um objeto de análise, com certa complexidade. Até escrever sobre música eletrônica  no rraurl.com e “O Estado de S. Paulo”,  sabia apenas “de maneira didática” distinguir um estilo de outro. Mas, pouco a pouco, ela acabou virando meu objeto de reflexão e depois de ferramentas p2p, sistemas de compartilhamento,  o domínio de algumas tecnologias e uma rede de amigos e relacionamentos que a todo momento consome e troca informações, a batida virou minha cultura em todos os sentidos.

Hoje, sou assessora de imprensa do D-Edge, criei um site sobre linguagem eletrônica, o synthorchestra.org, veículo feito na luta com uma rede de amigos, a ser lançado agora em março a todo vapor (mas já dá pra dar uma olhada). O mix foi preparado de maneira a ter alguma coerência: é predominantemente dançante. Comecei no Ableton e terminei no Garage Band (programinha que vem com o Mac Os, já que o primeiro deu pau). A única preocupação foi com que não terminasse de forma repentina e que, claro, proporcionasse algum prazer a ser ouvido.

Nos vemos por aí. :)

comente

  1. André Bragança

    André Bragança disse em 2 de março de 2010

    Ótimo, já ouvi várias vezes.

  2. peri

    peri disse em 23 de fevereiro de 2010

    parece bom! vou ouvir!
    : )