Antes de suas apresentações no Japão, Taiwan, Cingapura, Indonésia, Austrália, Estados Unidos e em vários festivais europeus, o DJ britânico Tim Healey volta ao Brasil para apresentar seu mix de electro-house que garante a ele o título de “godfather” do gênero. Muitos consideram Tim o responsável pela abertura e popularização do gênero electro-house nos grandes festivais do território brasileiro. Em 2005, ele fez uma apresentação considerada histórica na edição do festival Solaris, fazendo um set fora do habitual. “Era muito trance, o tempo todo, e nessa época a cena trance dominava o cenário das raves”, comenta Healey. Agora ele aproveita a oportunidade para mostrar os lançamentos dos selos Surfer Rosa e Giant Pussy ao público brasileiro. Seus sets, garante o DJ, são repletos de faixas de artistas para manter a pista cheia sem perder de vista a qualidade de cada produção.
Uma das razões de mais uma sua visita ao Brasil é a divulgação do novo selo, Surfer Rosa. Conte-nos um pouco sobre ele.
Sim, eu precisava olhar um pouco do que estava acontecendo na cena, além do meu próprio trabalho. Eu fiz muitos contatos interessantíssimos nos últimos anos e estou muito animado porque a minha missão com o Surfer Rosa é simples: música eletrônica de qualidade. E ainda posso lançar praticamente tudo o que quero, contanto que eu ache que a música vai abalar as estruturas de um club quando for tocada. Nós conseguimos um logotipo do Mitch, um dos artistas gráficos top de linha de Londres, e ele ressaltou: Surfer Rosa teria que ter um som de vanguarda, estiloso, tudo feito em nome da boa dance music.
Quais artistas você irá lançar por este label?
O primeiro lançamento é meu com Calvertron, “Back 2 The Ghetto”, que sai em maio. O remix é do mais ocupado homem do breakbeat: Krafty Kuts – e que trabalho matador ele fez. Depois teremos um single meu com uma estrela ascendente do electro: Nom De Strip. Contamos com o MC Junior Red nesta faixa e o remix é do espectacular Hatiras. Teremos também a volta de Stripper com seu novo álbum “Stuka”, que contará com o MC SirReal, que faz parte do Free-stylers e Pendulum.
Como está indo seu outro selo, o Giant Pussy?
Cada vez melhor. No último ano ganhamos muitos fãs e estamos prestes a ter uma de nossa faixas em um filme de Hollywood. Nosso próximo lançamento é “Take It Ezy” – eu e Deekline na produção, que remete ao começo dos anos 90′s. Teremos um remix de breaks estrelando Bad Lay-dee no microfone. Estamos apostando seriamente nesse lançamento.
E agora você está dando início as festas da Giant Pussy em Brighton e Hamburgo – quando ela virá ao Brasil?
Sim, e estou muito empolgado com isso! A festa na minha cidade natal Brighton terá garotas de can-can e um cabaret exótico, além de um ótimo line up comigo, Deekline, JFB e Ed Solo. A festa está quase com todos os ingressos vendidos faltando quase 1 mês para acontecer, então eu não vejo a hora de tocar lá! Quanto no Brasil, quero fazer ela assim que possível. Vamos lá produtores brasileiros, vamos fazer uma Giant Pussy Party no Brasil!
Como está seu trabalho com Tomcraft?
Tom e eu somos grandes amigos, vocês devem se lembrar, eu trouxe ele ao Brasil na primeira vez que vim, alguns anos atrás. Nós estamos trabalhando em um projeto no momento. Escrevemos 3 músicas nos últimos 6 meses e pretendemos fazer mais no próximo ano. Tom vem de Munique (Alemanha) para trabalhar comigo em Brighton… Ele é sempre bem-vindo na minha casa e é da família agora.
Você produz bandas de indie agora? O que te levou a isso?
Sim, na verdade eu sempre amei todos os tipos de música e sempre quis produzir algo mais do que apenas dance music. Eu já fiz sessões com artistas de hip-hop, pop e r&b e agora indie rock. Basicamente, Matt Jagger (que era um dos cabeças da Ministry of Sound antes de ser um dos diretores da Universal Music UK) entrou em contato com este projeto para mim: a banda se chama Starlings e eles são “super cool”. Eu já produzi 2 faixas para eles, que também têm Richard Norris (do Grid) trabalhando junto. Um das faixas que produzi está bombando na BBC.
Você gostaria de produzir uma banda brasileira?
Claro que sim. Existem várias bandas ótimas no Brasil, do rock ao samba, passando pelo hip hop e dance music… Bring it on!
Suas apresentações aqui no Brasil costumam levar a pista ao delírio e os blogs brasileiros adoram você. O que você acha disso?
Os brasileiros adoram festa e eu toco música de festa. Eu toco um som meio freestyle, mas uma coisa que ajuda é a qualidade de cada produção que toco. Eu procuro tocar músicas de artistas que eu sei que vão fazer a galera ir a loucura. E também eu não tenho medo de mostrar todo o meu entusiasmo quando estou tocando. Vários DJs parecem chateados na cabine, mas eu adoro interagir com a pista de dança, isso é que é ser DJ!
Eu toquei no Green Valley pela primeira vez no dia 2 de janeiro deste ano. Foi uma das melhores apresentações da minha vida, que lugar maravilhoso! E aí o sol entrou pela pista por volta das 7 da manhã e eu pirei… Você precisa ver a quantidade de vídeos no YouTube com esta apresentação, é absurda!
As pessoas te chamam de “godfather do electro” – por que isso?
Eu sempre toquei um som mais freestyle e uma banda que eu fazia parte em Coburn definitivamente deu o pontapé inicial para a cena de electro-house que estava se formando na Europa. Eu toquei pela primeira vez no Brasil em 2005, no Solaris Festival, que era muito trance, o tempo todo, e nessa época a cena trance dominava o cenário das raves.
As pessoas disseram que o meu set dividiu opiniões e que definitivamente serviu para abrir um pouco a cabeça das pessoas para este tipo de som. Depois disso cena de dance music praticamente explodiu no Brasil, com a abertura de clubs como Pacha SP, Green Valley (Navigantes) e outros. Não estou dizendo que não existiam festas antes de 2005 no Brasil, claro que sim, mas digo que este festival em que toquei permitiu que alguns promoters de clubs começassem a programar festas com uma gama mais abrangente de artistas por que as pessoas pediam e continuam pedindo. Agora todos os tipos de DJs vêm ao Brasil para excursionar ao mesmo tempo. Com certeza é o destino número 1 do mundo se você é DJ. Tem que vir ao Brasil!
Aonde mais você irá tocar na temporada de verão européia?
Eu tenho apresentações marcadas no Japão, Taiwan, Cingapura, Indonésia, Austrália, Estados Unidos e em vários festivais europeus.
Agradecimentos: Joca Vidal
Fotos: Sam Bond
Desculpe, tracklist não disponível.
André Laface disse em 28 de maio de 2010
eu queria muito a tracklist desse set, alguém?
Ana Camargo disse em 4 de abril de 2010
Eu tava no Solaris também….foi histórico!
Maurice Chamurcy disse em 24 de março de 2010
ใจเย็น เด็ดเดี่ยว เท่ห์จิงๆ
woooo!
Henrique Paiva disse em 21 de março de 2010
D+ um dos melhores set que já vi,
alucinante valeu DeepBeep. Parabens Pequeno…
Val disse em 20 de março de 2010
Eu estive na Solaris, em 2005, foi inacreditável!
Parabéns DeepBeep!