O DJ Mauro Farina toca profissionalmente há 7 anos e divide mensalmente a cabine do Paradise After Hours com o DJ Oscar Bueno, aos sábados no D-Edge. Seu currículo tem discotecagens ao lado de Mau Mau, Funk D’void, David Moreno, Hernan Cattaneo, entre outros, gigs na África do Sul e uma prometida tour pela Europa no próximo ano.
Farina é entusiasta de novos subgêneros da house music e da eletrônica, com o propósito de injetar groove e sonoridades frescas na pistas. Seus sets mixam referências de techno com faixas de breakbeat, fidget ou house ‘n bass. O set gravado ao vivo durante o after hours, com exclusividade para o deepbeep, é prova que o DJ põe qualquer um pra dançar até o amanhecer.
Onde você gravou o set e quais referências/influências/técnicas/estilos musicais usados?
Gravei esse set no Paradise After Hours – onde sou residente mensal – que acontece no club D-Edge todo sábado para domingo, a partir das 5 horas. Ele contempla basicamente sonoridades diferentes da house music, desde o funk house até faixas de tech house e também com um momento mais fidget house, no meio do set.
Tenho feito sets assim, reunindo a maior variedade possível de subgêneros da house music na pista de dança, deixando o som com uma cara mais fresh.
Você é ligado em música desde quando? Como começou seu interesse pela música eletrônica e como se tornou DJ?
Sou ligado à música e à vida boêmia desde muito novo. Meus pais sempre tiveram um círculo de amizade cheio de músicos: meu pai sempre foi o técnico de som da banda dos amigos e minha mãe, além de artista plástica, cantava e tocava violão. Eu fiz aula de piano e bateria, mas nunca levei a sério esse lance de ser músico, achava que não dava grana ou que era coisa de maluco beleza.
Conheci música eletrônica quando comecei a sair com meu pai, com 15 para 16 anos. Nessa época fui com ele ao B.A.S.E. algumas vezes, e também ao Lov.e. Pra mim era tudo novo naquela época, mas eu nunca vi mistério no que os DJs estavam fazendo, sempre pensava “ah, isso eu também consigo fazer”.
Quando eu estava no primeiro ano do colegial, tinha uma turma que sempre ia às festas de techno como a Patrol. Eles me levavam e eu fui tomando gosto pela coisa, comecei a pesquisar alguns nomes e colecionar discos (alguns de nós éramos menores de idade ainda). Em 2000, conheci um amigo que tinha ganhado um par de decks e um mixer, então estava feita a parceria. Começamos a treinar diariamente na minha casa e não paramos mais de colecionar música e treinar técnicas de mixagens. Minhas primeiras festas foram de 2002 para 2003. No ano seguinte fiz minha primeira tour na Cidade do Cabo, África do Sul. Fui para ficar 2 meses e acabei ficando 5, mas por lá tive uma das minhas melhores gigs, com certeza.
Quais seus projetos atuais e planos futuros?
Atualmente estou com a residência mensal no Paradise After Hours, onde faço a escolha e organização do line-up junto com o Oscar Bueno. Tenho gostado muito porque tem a ver com minha pesquisa musical que tenho feito como lição de casa: achar novos subgêneros da house music e colocar no after.
Continuo com meu programa de web radio, a Radio Pirata, que rola há mais ou menos 4 anos. Comecei junto com uns amigos e a brincadeira acabou ficando séria. Hoje tenho 2 parceiros que me ajudam na programação e na produção também, já que é um programa de 4 horas que sempre tocam de 3 a 4 artistas. Muito equipamento, parafernália e sem contar a Internet do nosso país, que é motivo de vergonha.
A Radio Pirata está num espaço novo no Studio Filé, com estrutura nova de iluminação e equipamento muito mais profissional. Os responsáveis pela força e por não deixarem os Piratas caírem em calmaria são Juca Nas (Krazytape/ Filé Studio) e o Vicentin (a.k.a. Gordz/Radio Pirata). Esses dois têm sido essenciais na evolução do programa que cada dia está com um formato mais bacana.
Caio Mandari disse em 1 de março de 2010
Loko memo parabéns !!!!
Faltou o track list
Groovy