dblive Jacques Renault

30 de abril de 2010

Jacques Renault já lançou suas músicas em mais selos do que você pode imaginar, desde o aclamado DFA ao francês I’m a Clichê o DJ e produtor americano é um talentoso músico fã de disco e house music.

Em entrevista para o deepbeep, Jacques nos fala de suas produções, sobre a noite novaiorquina, sobre o projeto Runaway (em parceria com o DJ Marcos Cabral). O set foi gravado durante a sua festa mensal, a subMercer, no subsolo do Hotel Mercer em Nova Iorque e como o próprio DJ disse, é um set disco music com faixas e edits próprios de “Just be good to me” do The S.O.S. Band, “Keep on” do D-Train, “I got my mind made up” do Instant Funk e outros.

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Este é um set predominantemente disco e house, onde você queria chegar com este mix? Como foi a festa?
Uma das vantagens de organizar a sua própria festa é que você pode fazer a curadoria da noite e é por isso que as pessoas vão à sua festa. Eu não gosto de começar uma festa com um “estrondo”, é ótimo quando você começa tranquilamente e vai aumentando a velocidade e a energia conforme a festa vai evoluindo. Eu diria que o que eu toco é “disco music” – um mix dos 70’s, 80’s e 90’s com um toque moderno. Você deve ter certeza que as músicas funcionam para o público e não apenas para você.

Você sempre toca seus próprios edits, versões e em 98 fez um remix de Disco Lies para o Moby. Quando você começou o trabalho de produção?
Durante a adolescência, eu gravava trechos em um Tascam. Bateria, guitarra, vocais, várias camadas num estilo mais demo. Quando fui para a escola de artes, não tinham computadores para trabalhar ainda, todos os estúdios tinham samplers e sintentizadores. Por conta própria comprei um Protools e gravei as demos por algum tempo até comprar o Ableton Live. Foi quando tudo realmente fez sentido e eu me senti confortável trabalhando em um computador.

Como é o trabalho com o Runaway (projeto com o DJ Marcos Cabral)?
Ótimo! Marcos e eu éramos amigos antes de começarmos a trabalhar juntos e continuamos a produzir, remixar e viajar o tempo todo. Estamos atualmente trabalhando em algumas ideias novas para este ano, incluindo o desenvolvimento de nossa Runaway Live set up, que é muito excitante. Nós também começamos a nossa própria gravadora, a On The Prowl.

Nos fale sobre a On the Prowl?
Nossa vontade era ter o nosso próprio selo. Isso nos dá uma oportunidade de ter nossa própria produção, a nossa própria visão e fazer coisas com os nossos amigos e colegas produtores. Além disso, é muita divertido.

Você lançou faixas pro grandes selos como DFA, I’m a Cliché, Mule e Wurst. Qual o seu estilo de trabalho?

Bom, quando um selo que você conhece e respeita pede que você faça alguma coisa, faça parte do trabalho que eles já estão desenvolvendo, você quer que seu resultado seja o melhor possível. Isso é importante em todos os trabalhos que faço. Eu nunca vou dar algo a alguém que não é bom o suficiente como eu acho que deveria ser. Sou um sortudo por ter trabalhado com tanta gente boa. É por isso que é uma coisa tão boa estar envolvido com música.

Como está a cena eletrônica em Nova Iorque?
A noite de Nova Iorque muda o tempo todo. A música está boa e as pessoas fazendo coisas. As festas mudam, uma hora são assim, noutra, assado. Tudo bem para mim já que é ótimo e estimulante de se observar. É como em qualquer outro lugar, nós tocamos para amigos. Então procuramos lugares que nunca estivemos antes.

Quais são seus planos futuros?
Estou trabalhando em muitas músicas para alguns selos, incluindo o nosso, Runaway Live e claro, com algumas viagens planejadas. Olhando sempre pra frente…

Agradecimentos: Kim Ann Foxman
Fotos:  Jenny Mortsell

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  1. Maurício Um

    Maurício Um disse em 21 de agosto de 2010

    Muito Bom !

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