A equipe de som montada com os amigos na garagem de casa em São Bernardo do Campo, aos 14 anos; as discotecagens de Eneas Neto, Pequê e Bola no Tênis Clube de Santo André; a incursão pelo universo do extinto clube Hoellisch, na Praça Roosevelt, e as noites do clube Nation. Foi na virada dos 80 para os 90 que o então jovem Fabio Spavieri tomou contato com as sonoridades que marcaram sua base musical (gothic rock, industrial, house, technopop), em um período da noite de São Paulo que deixou saudade em seus frequentadores.
Hoje, aos 35 anos, o carismático DJ anima pistas tanto em casas underground quanto mainstream da capital paulista, e já dividiu a cabine com os tops Stephan Bodzin, Tiga, Sven Vath, Mathias Aguayo e Phonique, além de passar em importantes clubes do país (Dama de Ferro, no Rio de Janeiro, Beco, em Porto Alegre, e Mary In Hell, em Belo Horizonte).
Fale sobre seu set. Como você o compôs, quais as inspirações, por que escolheu estas faixas?
O set foi gravado na festa do meu aniversário, dia 27 de maio, no D-Edge. Nele, tentei colocar de tudo um pouco, começando com o deep house do trio francês dOP, que tem um vocalista com uma voz muito boa, bem jazzy.
Você é ligado em música desde criança? Conte um pouco sobre sua história e se há fatos curiosos, até o momento em que você virou DJ e começou a tocar em clubes/festas.
Sem dúvida, minha mãe tem grande influência, pois ela ouviu Beatles, Julio Iglesias, Tim Maia, Ray Connif, etc. Todo dia em casa eu acordava com alguma coisa. (risos) Aos 14 anos me reuni com os amigos da rua (morava em São Bernardo do Campo) e decidimos montar uma equipe de som, que batizamos de Sound Corporation. Eu fiz o logo (deve ter sido aí que a dobradinha DJ x designer gráfico surgiu) e a estréia foi na garagem de casa.
Mas a primeira chance como DJ foi por indicação do Magal (convidado do deepbeep4), feita ao seu irmão Ronaldo (já falecido), no clube Zoster, em São Caetano do Sul. De lá, fui tocar no Cais, Columbia e tantas outras casas.
A primeira festa que consegui emplacar foi a I Like Mondays, na extinta Cha Cha Cha, em 1994. Eu cuidava da programação visual e de parte da organização, além de tocar. A base sonora da festa eram os clássicos da década de 80, alguns dos anos 90 e as novidades bacanas.
Quais seus projetos, festas e/ou parcerias em andamento?
Olha, ainda não estou produzindo, apesar de ter tudo em mente! (risos) No momento estou sem residência, mas toco como convidado mensal no D-Edge, em noites distintas. Basicamente faço dois tipos de sets: um de rock, electro-rock, remixes dos anos 80, anos 90 e coisas novas que me agradam. E outro com base house (como o do deepbeep), mas sem se prender a rótulos. Busco sempre o groove, alguns vocais, toques de jazzy, rock, etc.
Texto: João Pedro Perassolo
01. DOP – Dein Verlangen
02. James Jones – You
03. Audiofly – Sweeter Than
04. Losoul – Up The Beach
05. Dinamoe – Born 1920
06. Livio & Roby – Tuxedo Band
07. Dole & Kom – Smoke Monster
08. Unknown Track
09. A Studio – SOS (Skylark Vocal Mix)
10. House of House – Rushing to Paradise
11. Pezzner – Brooklyn New York (Justin Martin Remix)
NegaNervous disse em 5 de julho de 2009
arrasow!!
Audioviva disse em 4 de julho de 2009
delicinha!!!!
daniel ms disse em 1 de julho de 2009
finíssimo esse set do Spavieri, boa dose de house.
Bezzi disse em 23 de junho de 2009
Spavierices In Da House.
Eneas Neto disse em 21 de junho de 2009
Chique