dblive Colors

8 de agosto de 2009

Os DJs e irmãos Jota Wagner e Wander A são os responsáveis pelo conceito musical apurado por trás da Colors, uma das melhores festas de house music de São Paulo, que há oito anos aposta no gênero. Com edições memoráveis no Copan, Jive (Anderson Soares), Brahminha (Nego Moçambique), Supperclub (Jay J) e atualmente no Vegas Club, a dupla apresenta no deepbeep seu projeto Colors Sound System com um set gravado ao vivo em quatro picapes.

A comemoração da família e dos fãs da Colors acontece na sexta, 14 de agosto, quando o club da Rua Augusta recebe um pouco da energia contagiante da festa. Em entrevista exclusiva, Wander e Wagner falam sobre o set, a festa e seus projetos, que inclui o lançamento de um CD mixado.

Falem um pouco mais sobre o set.
Nós gravamos este set em Julho, no basement do Vegas. Foi uma noite muito especial. Muitos amigos que há tempos não apareciam e da pista tivemos uma vibração muito boa. Foi decididamente um dos nossos melhores sets do ano.

Já sabíamos que o set seria gravado para o deepbeep… então caprichamos. Adiantadamente, pedimos desculpas ao público do deepbeep por não termos o tracklist para disponibilizar agora. Afinal o set tem três horas e meia… a lista ficaria gigantesca. No entanto, se alguém chorar com alguma música em especial e quiser saber qual é, escrevam que nós procuraremos o nome e responderemos.

Qual foi o primeiro vinil de house que vocês compraram e como começaram a tocar?
Nosso primeiro disco de house foi Dirty Larry, do Dimitri From Paris. Começamos a tocar poucos meses depois de frequentar as primeiras raves organizadas pela turma de SP como Oribapu, Avonts, Xxxperience, Groovenation…

Já estávamos envolvidos com música, eu (Jota Wagner) era guitarrista e vocalista de uma banda chamada Burt Reynolds. Nossas primeiras festas foram uma espécie de renascimento. Descobrimos que aquela coisa testosterônica e egocêntrica do rock era uma coisa ridícula e nos encantamos com a contravenção cultural daquela música sem refrão, sem letra, de artistas sem rosto. Foi uma revolução! Nosso primeiro set foi num bar chamado Alquimia em Jundiaí, já como uma dupla, usando o nome de Namaguederaz (!). No meio do set veio a polícia e fechou o bar. Achamos o máximo!

Aliás, está rolando algo louco com esta pergunta… Esta música do Dimitri from Paris, Dirty Larry, tinha o sample da trilha de Operação Dragão, do Bruce Lee e coincidentemente é ele quem está na arte do nosso CD, treze anos depois…

Acho que o Bruce olha por nóscomo no clássico trash “Render-se Nunca, Retroceder Jamais” em que o “herói” do filme é meio esquizofrênico e fala com o defunto do Bruce Lee nos momentos de angústia.

Vocês são DJs há 14 anos, como não entrar em uma rotina enfadonha?
Não é enfadonho de forma alguma porque não há rotina. A cada festa rola uma história diferente e, na noite, as histórias que acontecem são mais do que diferentes, são surreais.

Escolhemos continuar morando nos arredores de São Paulo (Jundiaí) e chegamos na cidade à noite para tocar. Chegamos cheio de pilha, entramos na cidade, vemos suas luzes e ficamos sempre encantados. Nós somos como uma moréia… a gente sai da toca, morde, envenena… e volta pro buraco.

Às vezes pensamos que, se tocássemos todos os dias em festas contratadas, convenções, estas coisas, podíamos ficar de saco cheio ao pegar um público que não tem nada a ver com você, mas nessa teimosia de não fazer concessões a gente acabou dando a sorte de tocar quase sempre em festas muito, muito boas. Isso é um presente!

O sucesso de 8 anos de colors foram decisivos para o lançamento do primeiro CD mixado?
Sim. A história do cd foi um conjunto de fatores. Queríamos algo diferente neste ano, além da super festa que sempre rola. Os gringos que conhecemos facilitaram as coisas na hora de licenciar as faixas.

Além disso, queríamos algo palpável, que as pessoas poderiam levar pra casa e guardar na estante. Por isso caprichamos na arte e na qualidade musical do CD, porque queremos que isso fique na história das pessoas que gostam de house no Brasil.

O CD teve um super apoio das duas casas onde somos residentes: o Vegas em São Paulo e o Wiener Bar em Jundiaí. Estas parcerias tornaram este projeto possível e as pessoas poderão encontrar o CD a venda (com preço mais barato) nos lugares onde a gente toca, mas existe a opção de comprar direto no website da Colors, graças à distribuição da empresa Music Delivery.

Quais seus projetos em andamento?
Lançaremos em setembro (2009) um EP pelo selo Candy Music, do DJ Jay West. O disco se chama “Loves & Hates” com duas faixas que estão muito, muito boas! “Yeah Mate I Hate” e “Let Me Tell Ya”, com remixes de Christian Maloni e Manuel Sahagun.

Temos outras coisas já negociadas com outros selos legais, mas não dá pra divulgar porque não está formalizado.

Vamos também dar um rolê por aí pra divulgar esta história do CD, que será vendido nas festas em esquema independente. Vamos para Belo Horizonte, Serra Negra, Brasília e talvez Curitiba ainda em setembro ou começo de outubro.

E ainda tem todo o planejamento 2010 da Colors… espero que a coisa seja tão legal quanto foi este ano.

Fotos: Divulgação Colors

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  1. Xampy Fontinhas

    Xampy Fontinhas disse em 16 de agosto de 2009

    Um Arraso!

  2. Ulisses Lima

    Ulisses Lima disse em 12 de agosto de 2009

    Ahouse!! :)

  3. Raul

    Raul disse em 12 de agosto de 2009

    Como sempre qualidade 100% !!

    Próxima no Vegas estarei com certeza !!

    Parabéns !!

  4. carol

    carol disse em 11 de agosto de 2009

    me gusta

  5. Audioviva

    Audioviva disse em 9 de agosto de 2009

    nice colors !

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