Le Captain Konk – Homenagem a um grande amigo

Amizade e Cultura Fazem Diferença

Homenagem A Um Grande Amigo (Electronic Standards) - Flavivs Albertvs - 12s - 01. Opening - Munich Machine

“It’s All Wrong (But It’s Alright)”: Munich Machine e amizades pautadas por arte e tecnologia

O Electronic Standards de hoje não tem como pauta nenhum artista singular ou obra revolucionária. Não tratará de discos raros, álbuns obscuros, EPs ou singles viscerais. Não trará a tona nenhum grande segredo de como aquela obra-prima foi feita, nem equipamentos com timbres singulares usados em sua produção. Falará do valor de uma grande amizade.

Ter uma grande amizade significa absolutamente tudo na vida. Um grande amigo pode, inclusive, representar um divisor de águas. Nos fazer crescer, aprender, e principalmente, fazer a nossa jornada ter sentido. É verdade que muitas vezes, nem sempre os nossos melhores amigos são aqueles que imaginamos em um primeiro momento. Há coisas que apenas o tempo revela. E não está errado acreditar nas pessoas, muito pelo contrário.

Mas voltemos ao nosso grande amigo, já descoberto e merecedor das honras. Entre outras inomináveis qualidades, além de nos proporcionar momentos inesquecíveis, consegue enxergar um potencial em nós, por vezes adormecido, que sequer imaginamos. Nos inspira a irmos atrás, nos desenvolvermos. Mas não faz nada por nós, ao contrário; consegue nos fazer refletir, o que pode trazer como benefícios mudanças importantes, revoluções internas, buscas permanentes por conhecimento e crescimento.
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Senóide entrevista MARLI

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Do interior da Bahia surgiu um dos primeiros e mais relevantes fenômenos musicais da internet.
É Marli, soberana nos confins do mundo virtual. Desde que surgiu em 2002, ela vem rompendo os limites entre o sagrado e o profano para além do realismo fantástico. Os vídeos de ”Linha Direta” e “O Amor Está No Ar” tornaram-se clássicos exulados da MPB. Nossa música independente nunca foi tão fundo.

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CHYMERA
- Sentimento Melódico
 (Irlanda)

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Arauto das emoções, mestre nas melodias: Chymera

Brendan Gregoriy, o  Chymera - nome herdado da criatura mitológica grega que cospe fogo com três cabeças de animais diferentes: leão, cabra e serpente - está em sua primeira tour no Brasil (já se apresentou em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro e segue para sua última gig, dia 14 em Birigui).
Mas que significado isso tem para quem nunca ouviu falar dele? Em primeiro lugar, o artista pertence ao seleto grupo de talentos da música eletrônica de clubes que a partir da segunda metade dos anos dois mil, cravou seu nome graças a uma discografia com notabilidade e identidade (cada vez mais raras de se ver), alem de sofisticada percepção musical. Em segundo, conseguiu preservar a tal continuidade artística, com seguidos singles lançados bem recebidos pela crítica e pistas de dança. Em terceiro, sua obra causou impacto suficiente para ganhar versões de nomes importantes como Funk D’Void, Fabrice Lig e Orlando Voorn.

Ainda antes de sua viagem para o Brasil e graças a sua receptividade, aproveitamos para um bate papo afim de compartilharmos algumas informações interessantes sobre suas origens, música e carreira, com direito a algumas surpresas, é claro. A começar porque, apesar de muito adepto de belas melodias, foi no Rock pesado que Chymera herdou uma de suas principais influências. A partir de agora, ele tem a palavra.  » Continue lendo esta matéria

Sampling [Parte 2] – Matthew Herbert

Matthew Herbert disse uma vez que o mundo é o piano mais completo que existe. Acostumado a subverter padrões, criar seus próprios e recriá-los tempos depois, ele publicou um manifesto, em 2005, listando as novas regras de seu processo criativo: não usaria mais baterias eletrônicas, sintetizadores ou presets. Tudo deveria ser feito com sons gravados por ele mesmo. 

Na primeira parte de Sampling, conversei com Trus’me sobre a arte de fazer música com músicas que já existem. Herbert, porém, vê a confecção de samples como processo tão autoral quanto a composição e a produção. O álbum “Bodly Functions”, por exemplo, captou sons de diferentes órgãos do corpo humano – a percussão da faixa de abertura é o som de um bebê na barriga da mãe; “One Pig” é feita com sons de um abate de porcos; e a não menos controversa “The End Of Silence” usa um único sample de cinco segundos, gravado pelo fotógrafo Sebastian Mayer, de um avião de Gaddafi arremessando uma bomba na cidade de Ra’s Lanuf, na Líbia – e que Herbert transformou em três músicas inteiras. Tudo é pensado milimetricamente – a posição dos microfones, a data da gravação, o número de batidas por minuto. Herbert parece ver o mundo como ele é: um aglomerado de significados, passíveis de interpretações tão diversas quanto redutíveis se enclausuradas em padrões pré-estabelecidos.    » Continue lendo esta matéria

Sangria Digital Vol.24

sangria 24
A Sangria Digital vol.24 foi feita em especial para celebrar a 2ª edição da festa Sala deepbeep, que acontece no próximo dia 22 no Centro Cultural São Paulo, e é uma parceria do deepbeep e CCSP, com o apoio da Cerveja Proibida. Lá estarei representando esta coluna, tocando as músicas que venho apresentando por aqui há mais de dois anos, entre outras cositas… » Continue lendo esta matéria