Sangria Digital Vol.25

VITTORIO CICCARELLI

Arte: VITTORIO CICCARELLI

A Sangria Digital fecha o ano com uma boa porção de lançamentos, privilegiando artistas que trabalham nas extremidades da música, no ponto onde um gênero encontra ou desencontra outro. 

Experimentar e improvisar é preciso, seja jazz psicodélico ou future beats, que 2014 seja repleto de músicas que não consigamos entender, somente sentir, dançar ou estranhar. » Continue lendo esta matéria

Senóide » Para Que Serve A Música?

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escultura de Anish Kapoor na Tate Modern

 1.

superando os rótulos 
apurando os termos
pensando a música

Ok Computer! Quase toda música produzida hoje passa, em certo momento, por algum processo de digitalização de áudio. Isso acontece, inclusive, com os sons acústicos e analógicos quando chegam à fase de pós-produção e quando a música é gravada num CD ou covertida em mp3. Há tempos, o termo “eletrônica” está defasado e esvaziado como definidor de gênero.

Além do fator técnico, a exploração equivocada do mercado das inúmeras ramificações da “eletrônica”, somada aos ilusivos termos do jornalismo de nicho, fez com que nos cansássemos de classificar os subgêneros, e assim nos distanciamos um pouco da dinâmica do modismo, das tendências e do descarte.

Essa rejeição indica que o ouvinte está menos condicionado, mais intuitivo, atento aos rótulos do mercado e ao que realmente deseja. Por outro lado, se não damos nomes às coisas de que gostamos, dificilmente nos comunicamos.

Estamos num momento em que é essencial discernir a música que usa novas tecnologias para reproduzir mais do mesmo da que busca, de alguma forma, levar-nos além da passividade mental e também a compreender nosso tempo.  » Continue lendo esta matéria

Le Captain Konk – Homenagem a um grande amigo

Amizade e Cultura Fazem Diferença

Homenagem A Um Grande Amigo (Electronic Standards) - Flavivs Albertvs - 12s - 01. Opening - Munich Machine

“It’s All Wrong (But It’s Alright)”: Munich Machine e amizades pautadas por arte e tecnologia

O Electronic Standards de hoje não tem como pauta nenhum artista singular ou obra revolucionária. Não tratará de discos raros, álbuns obscuros, EPs ou singles viscerais. Não trará a tona nenhum grande segredo de como aquela obra-prima foi feita, nem equipamentos com timbres singulares usados em sua produção. Falará do valor de uma grande amizade.

Ter uma grande amizade significa absolutamente tudo na vida. Um grande amigo pode, inclusive, representar um divisor de águas. Nos fazer crescer, aprender, e principalmente, fazer a nossa jornada ter sentido. É verdade que muitas vezes, nem sempre os nossos melhores amigos são aqueles que imaginamos em um primeiro momento. Há coisas que apenas o tempo revela. E não está errado acreditar nas pessoas, muito pelo contrário.

Mas voltemos ao nosso grande amigo, já descoberto e merecedor das honras. Entre outras inomináveis qualidades, além de nos proporcionar momentos inesquecíveis, consegue enxergar um potencial em nós, por vezes adormecido, que sequer imaginamos. Nos inspira a irmos atrás, nos desenvolvermos. Mas não faz nada por nós, ao contrário; consegue nos fazer refletir, o que pode trazer como benefícios mudanças importantes, revoluções internas, buscas permanentes por conhecimento e crescimento.
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Senóide entrevista MARLI

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Do interior da Bahia surgiu um dos primeiros e mais relevantes fenômenos musicais da internet.
É Marli, soberana nos confins do mundo virtual. Desde que surgiu em 2002, ela vem rompendo os limites entre o sagrado e o profano para além do realismo fantástico. Os vídeos de ”Linha Direta” e “O Amor Está No Ar” tornaram-se clássicos exulados da MPB. Nossa música independente nunca foi tão fundo.

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CHYMERA
- Sentimento Melódico
 (Irlanda)

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Arauto das emoções, mestre nas melodias: Chymera

Brendan Gregoriy, o  Chymera - nome herdado da criatura mitológica grega que cospe fogo com três cabeças de animais diferentes: leão, cabra e serpente - está em sua primeira tour no Brasil (já se apresentou em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro e segue para sua última gig, dia 14 em Birigui).
Mas que significado isso tem para quem nunca ouviu falar dele? Em primeiro lugar, o artista pertence ao seleto grupo de talentos da música eletrônica de clubes que a partir da segunda metade dos anos dois mil, cravou seu nome graças a uma discografia com notabilidade e identidade (cada vez mais raras de se ver), alem de sofisticada percepção musical. Em segundo, conseguiu preservar a tal continuidade artística, com seguidos singles lançados bem recebidos pela crítica e pistas de dança. Em terceiro, sua obra causou impacto suficiente para ganhar versões de nomes importantes como Funk D’Void, Fabrice Lig e Orlando Voorn.

Ainda antes de sua viagem para o Brasil e graças a sua receptividade, aproveitamos para um bate papo afim de compartilharmos algumas informações interessantes sobre suas origens, música e carreira, com direito a algumas surpresas, é claro. A começar porque, apesar de muito adepto de belas melodias, foi no Rock pesado que Chymera herdou uma de suas principais influências. A partir de agora, ele tem a palavra.  » Continue lendo esta matéria