GEZ VARLEY (G-Man)

Por Trás dos Bleeps (e dos Graves)

Leeds, UK

GEZ VARLEY Interview - Photos - G-Man in Berlin, 2012

 Gez Varley em Berlin (2012): lenda Techno

Os grooves sempre me fascinaram muito, porém, foi ao ouvir LFO (Leeds Warehouse Mix) pela primeira vez em 1990 na US Beef & Rock que percebi que os subgraves eram a minha praia. Parecia ser de outro planeta, aquela obra. Virou-me de cabeça para baixo, vinte e três anos atrás. Tive a percepção de estar diante de um novo capítulo na música eletrônica, não sabia muito bem definir qual era. Ninguém falava em Bleep naquele tempo por aqui, pelo menos que me recorde. “Techno-House” era um termo que começava a pipocar, e de forma mais direta, Techno. Jamais imaginei que, pouco mais de duas décadas após, estaria em um jantar com um dos autores daquele clássico, o inglês Gez Varley (G-Man), ex-membro do LFO. Mark Archer (ex-Altern8) também jantou conosco, assim como a esposa do Gez, em um hotel na região da Av. Rebouças, em São Paulo. Os dois artistas se apresentariam no Super Revival algumas horas após. Foi noite de conversas inesquecíveis e de refrescar doces lembranças. “Quando tocou ‘Mentok’ na festa de ano novo de 1991 lá na área, a casa caiu!”, disse Mark Archer. Memórias do tipo… Impossível conter a emoção. Após o jantar e antes das apresentações, fomos a casa de um casal de amigos para as entrevistas e mais conversas, quando Gez, de natureza mais reservada, resolveu compartilhar conosco sua bela trajetória. » Continue lendo esta matéria

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O Yogurtaban mais rock até agora. Pense na tríade guitarra, baixo, bateria e em todos os outros riachos que desembocam no mesmo rio. Da orquestra de formatura até a esquizofrenia adulta das bandas de garagem, embalados por Ali Babá. » Continue lendo esta matéria

Sangria Digital Vol.22

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foto: Uwe Schramm

Dois patinhos na lagoa… bingo!  A Sangria Digital chega a sua edição número 22 e dá de prêmio desse grande jogo que é a vida, um setlist recheado de músicas lindas!  » Continue lendo esta matéria

Sampling [Parte 1] – Trus’me

A coluna Synth-sis é (quase) autoexplicativa. Logo remete a synthesizers, que aqui não se resumem apenas a sintetizadores, mas a um amplo universo de equipamentos e técnicas que transformam ideias abstratas em músicas concebíveis. A coluna se dividirá em subseções como esta.

Para a primeira parte de Sampling, não pude deixar de me render à elegância das técnicas de David Wolstencroft, inglês de Manchester que dá vida ao projeto Trus’me. Nome à frente do selo Prime Numbers, ele estreou, em 2007, com um álbum cheio de soul, funk e disco que virou clássico quase que instantâneo. A aura boogie night de “Working Night$” foi seguida por “In The Red”, de 2009. Ambos tinham em comum o uso frequente de samples e precederam uma fase mais sombria e autoral de Trus’me, vista em EPs e remixes que durante os últimos quatro anos ensaiaram experimentações na sobriedade do techno – ele chegou até mesmo a encarnar David James, persona de existência breve que deu voz mais consistente ao gênero. O resultado dessa saga é “Treat Me Right”, terceiro álbum lançado em fevereiro deste ano.

Conversei com Wolstencroft por Skype, de seu estúdio em Manchester, logo após uma longa e divertida turnê pela Ásia. Bem-vindo ao maravilhoso mundo dos samples de Trus’me.

Trus'me

David Wolstencroft do Trus’me

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D3-DETROIT TRIO (UR), de Detroit para o universo

Roteiros, tópicos e desafios de uma entrevista

D3 (DETROIT TRIO UR) Entrevista (Portugues) Electronic Standards (Fotos) De'Sean

De’Sean Jones (D3/UR), feliz com seu retorno ao Brasil (foto: Bruno Pinho e Xandão Yokoyama)

“Sim, há um grande legado de Jazz e história musical em Detroit”. A frase é de De’Sean Jones, saxofonista do D3 - Detroit Trio que, ao lado do tecladista Jon Dixon, do DJ Mark Flash e do Manager Cornelius Harris, faz parte do Underground Resistance. O trio fez grande apresentação na Festa da MD/A no Teatro Mars, São Paulo, no início de fevereiro deste ano (as fotos oficiais feitas por Cuca Pimentel estão aqui).

Durante a passagem de som dos artistas, sabíamos que era nossa única chance para tentar extrair um pouco das ricas raízes musicais e pensamentos dos Techno-Jazzists sobre temas tão interessantes. O tempo era escasso, a agenda, corrida, e faltavam poucas horas para o evento. Porém, com paciência e tato, conseguimos conversar com eles. A ideia era tentar ir um pouco além das triviais perguntas sobre o Underground Resistance, Mad Mike, High Tech Jazz e a tão reverenciada postura discreta do coletivo. Buscávamos um conteúdo relativo às essências de cada um, e ao mesmo tempo desfragmentar o fundo do iceberg musical deles.  » Continue lendo esta matéria