ES Releases – Andy Stott – Passed Me By – Modern Love (2011)

Slow-Motions de atmosferas profundas, sujas e hipnóticas: Passed Me By

Dono de inconfundível perspectiva dubby, minimalista e espacial, Andy Stott está entre a nova geração de talentos de Manchester. Parte da crew que lançou pelo conceituado label Modern Love ao lado de Claro Intelecto, Bitstream e Demdike Stare, Andy Stott não é muito dado a rótulos ou descrições de si mesmo. Tampouco gosta de se apoiar em figuras ou personagens. Há muito pouca informação online a seu respeito, e se você procurar por suas declarações ou entrevistas no youtube, não irá encontrar. Para artistas como ele, a música deve falar por si só, e se não o fizer, há certamente algo errado.
A partir do meio dos anos 2000, Andy despontou com o sensacional álbum ‘Merciless‘ (2006) após uma série de excelentes EPs que ganharam muitos elogios por parte da crítica. Sem precisar se apoiar em imagem, tutores ou em relação com a mídia, construiu sólida reputação musical, o que lhe rendeu a oportunidades como o remix para ‘Recovery Idea‘ do Vladislav Delay, uma das grandes obras dançantes de 2008. Neste ano, retornou com o costumeiro potencial criativo em Passed Me By entre outras novidades, e ainda faltam alguns meses para o ano acabar.

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ES Releases – Seahawks – Another Summer With Seahawks – Captions Log (2011)

“The Closest Thing to Instant Beach Teleportation”

Paraíso litorâneo versus êxtase cósmico: ‘Another Summer With Seahawks’

Se existe uma descendência para a Kosmische Musik dos pioneiros teutônicos dos anos 70 com o espírito baleárico de Ibiza do fim dos 80, ela está em ‘Another Summer With Seahawks‘. Traduzindo em miúdos: o novo LP do Seahawks é pura música cósmica.

Formado pela dupla Jon Tye (o mesmo de Lo Recordings) e Pete Fowler, o recente lançamento de 2011 despontou com elogios de connaisseurs do calibre de MixMaster Morris (lendário DJ e produtor inglês que comanda o sub-label Apollo, da R&S). A edição limitada em quinhentas cópias vem com um CD incluindo algumas das faixas previamente disponíveis para download; e com um sete polegadas exclusivo, cuja belíssima capa, é a da foto acima para os aficionados, fãs e colecionadores.

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O humor e a música colorida de Justus Köhncke

Créditos: Christian Kadluba

Ele já é velho conhecido das gays e dos seguidores do minimal de Colônia, e provavelmente você já quebrou a cintura com o som dele. O alemão Justus Köhncke começou a produzir música com 14 anos usando fita K7 e teclado barato. No começo dos anos 90 ele emplacou faixas lendárias de house ao lado de Eric D. Clark e Hans Nieswandt, os outros dois integrantes do grupo Whirlpool Productions. Nesse fim de semana ele é atração do Green Sunset no MIS, do D-edge, e no domingo ainda solta um live no planetário.

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GREEN VELVET (EUA): O Furacão Verde

Green Velvet nos vocais: terremoto verde na pista do Clash Club

FURACÃO VERDE

Para o evento de celebração dos dez anos de Circuito, o Clash Club realizou um sonho de longa data: ter em sua cabine um dos artistas de música eletrônica mais queridos do público brasileiro – Curtis Alan Jones, conhecido como Green Velvet.

Mestre dos hits dos anos noventa, monstro sagrado das pistas de dança, autor de verdadeiros turbilhões sonoros – entre os quais ‘Flash’, ‘I Want To Leave My Body’, ‘Destination Unknown’ e ‘La La Land’ – Green Velvet teve passagens históricas por clubes e festivais importantes no Brasil, desde a primeira edição do Skol Beats (SP), Tribaltech (Curitiba), XXXPerience (Belo Horizonte), D-Edge (SP), e agora, no Clash Club (SP).

A expectativa para vê-lo era muito grande. Afinal, seja em DJ sets (agraciados pelos seus vocais nos hits ‘Flash’ e ‘La La Land’), ou em lives, o ícone de Chicago bota pra quebrar. Foi assim no Detroit Movement Festival, no meio deste ano, onde o Vitamin Water stage veio abaixo em meio aos vocais dark e distorcidos do esfuziante personagem verde.

Green Velvet parece ter vindo de outro mundo. Ou, de uma história em quadrinhos. Pelo menos é para onde aponta a sua estética visual e sonoridades, calcadas nas referências do que havia de melhor na cena musical negra norte americana dos anos setenta e oitenta, e mais precisamente na cena pioneira de House de sua cidade natal: Chicago. Muito embora essa atmosfera de timbres e melodias obscuras e vocais sinistros já existisse nos repertórios locais (vide os smash hits de Acid House ‘I’ve Lost Control’, do Sleezy D de 1986 e ‘Where Is Your Child’, do Bam Bam de 1988), Caj deu um norte, criou uma trajetória e se tornou herói no gênero nos anos subsequentes.

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SENÓIDE ♠ Highlights de 2011 ♠

Muito além do jardim…

Depois de um intervalo de três meses, a coluna comenta lançamentos recentes.

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