GREEN VELVET (EUA): O Furacão Verde

Green Velvet nos vocais: terremoto verde na pista do Clash Club

FURACÃO VERDE

Para o evento de celebração dos dez anos de Circuito, o Clash Club realizou um sonho de longa data: ter em sua cabine um dos artistas de música eletrônica mais queridos do público brasileiro – Curtis Alan Jones, conhecido como Green Velvet.

Mestre dos hits dos anos noventa, monstro sagrado das pistas de dança, autor de verdadeiros turbilhões sonoros – entre os quais ‘Flash’, ‘I Want To Leave My Body’, ‘Destination Unknown’ e ‘La La Land’ – Green Velvet teve passagens históricas por clubes e festivais importantes no Brasil, desde a primeira edição do Skol Beats (SP), Tribaltech (Curitiba), XXXPerience (Belo Horizonte), D-Edge (SP), e agora, no Clash Club (SP).

A expectativa para vê-lo era muito grande. Afinal, seja em DJ sets (agraciados pelos seus vocais nos hits ‘Flash’ e ‘La La Land’), ou em lives, o ícone de Chicago bota pra quebrar. Foi assim no Detroit Movement Festival, no meio deste ano, onde o Vitamin Water stage veio abaixo em meio aos vocais dark e distorcidos do esfuziante personagem verde.

Green Velvet parece ter vindo de outro mundo. Ou, de uma história em quadrinhos. Pelo menos é para onde aponta a sua estética visual e sonoridades, calcadas nas referências do que havia de melhor na cena musical negra norte americana dos anos setenta e oitenta, e mais precisamente na cena pioneira de House de sua cidade natal: Chicago. Muito embora essa atmosfera de timbres e melodias obscuras e vocais sinistros já existisse nos repertórios locais (vide os smash hits de Acid House ‘I’ve Lost Control’, do Sleezy D de 1986 e ‘Where Is Your Child’, do Bam Bam de 1988), Caj deu um norte, criou uma trajetória e se tornou herói no gênero nos anos subsequentes.

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SENÓIDE ♠ Highlights de 2011 ♠

Muito além do jardim…

Depois de um intervalo de três meses, a coluna comenta lançamentos recentes.

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Entrevista: Dentro do imaginário de Isolée

Produtor desfragmenta recente álbum e aproveita para detalhar seu modus operandi.


Imagine um andróide destoando produções de Jean Michel Jarre live. Tente idealizar uma versão saturnina de Giorgio Moroder. Agora, pega esses dois tubos de ensaio e misture num recipiente cheio de grooves por Larry Heard. Isolée é mais ou menos o resultado disso tudo: uma espécie de slomo-disco cheio de cadências espaciais que tentam uma comunicação entre si, mas acabam em tilt e se perdem no meio do caminho. Ainda difícil? Relaxe, uma definição consensual nunca prevalece quando se tenta descrever produções ousadas como as dele.

Depois de ser classificado como microhouse, dub techno e até synth pop, o som definitivamente inovador de Isolée – alterego do alemão Rajko Müller – retoma mais uma vez a forma de álbum e traz onze faixas inéditas para confundir mais ainda nossa taxativa percepção. Desde o aclamado “We are Monster”, lançado pelo selo Playhouse há seis anos atrás, o artista incitou expectativa para finalmente dar o bote: “Well Spent Youth” saiu em janeiro pelo selo Pampa Records, e segundo o próprio produtor, trata-se de Isolée em sua mais autêntica reprodução.

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Melt! Festival 2011

Venda de ingressos esgotada em tempo recorde;
“Favorite Festival” pelo Festival Awards Europe 2011;
+ de 150 live acts.

Ferrópolis (Gräfenhainichen)

Ferrópolis foi cenário de pecados ecológicos da indústria alemã por mais de 40 anos, as máquinas gigantescas da cidade de ferro esgotaram toda a fonte de carbono da região e deixaram erosões espalhadas por mais de 18 km quadrados. Todo o verão, este museu metálico é desafiado pela interjeição Melt!, showcase que resume as inovações da música e cultura contemporânea.

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Sangria Digital vol.13

Mais uma Sangria no ar!
Repleta de música eletrônica para momentos em que a música eletrônica é apreciada fora da pista de dança.
O espectro é amplo, batidas doces com o projeto Locussolus do malucão DJ Harvey, e com os suecos Shakarchi & Stranéus. Devaneio barroco eletrônico com Oneohtrix Point Never.  Space Rock magia e o clássico Steve Miller Band, o bootleg spaghetti Discø Jock e a beleza étnica de Vainica Doble. Fechando os trabalhos com os low beats minimalistas de Ital e John Tejada. Outras jóias ainda costuram essa uma hora de Sangria Digital aqui pelo deepbeep.

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