MOTOR CITY DRUM ENSEMBLE (ALE): Espiritualidade Musical À Frente Do Seu Tempo

Danilo Plessow, o Motor City Drum Ensemble

“Você não acredita! Ele fez um dos sets mais incríveis da história do clube!”, contou o sabe-tudo Chicão a respeito da noite em que Motor City Drum Ensemble se apresentou no D-Edge (SP). Seu nome remete à clássica capital da indústria automobilística, contudo, seu local de nascimento foi uma pequena cidade perto de Stuttgart, na Alemanha. A seu respeito, Chicão emendou: “Também, pudera: Já ouviu o DJ Kicks dele? Um dos maiores da série até hoje”. Verdade, não há dúvidas. A abrangência do tracklist dispensa maiores comentários a respeito do CD mixado do alemão pela série da gravadora K7: ‘Sweet Power Your Embraced’ do James Mason, o mix do Walter Gibbons para ‘I’ve Been Searching’ (Arts & Crafts), além de faixas do Sun Ra, Philipe Sarde, Recloose, Loose Joints, Aphex Twin… Enfim, só voadora no peito.

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Eletrônica em Israel

Por Guy Gerber, YosTek e Shiri Rosen.


Alfonso Pantisano e Lovegang live @ Gordon Beach – Tel Aviv

Menos de 24 horas depois do estado de Israel ser proclamado, os exércitos regulares do Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram o país, forçando a nação a defender a soberania que acabara de reconquistar em sua pátria ancestral. Mesmo vencendo a primeira guerra, Israel combate há 63 anos a luta amarda e o terrorismo, legítimo ou não, o fronte contra a libertação da Palestina inevitavelmente influencia todas as faces da cultura local, dentre elas, o desenvolvimento da música eletrônica.

Grosso modo, a boemia techno do país concentra-se no eixo Tel Aviv – Jerusalém. Fora dele, as festas consagram o trance, ainda o estilo mais popular, legado deixado por nomes conhecidos do psy trance israelense – Astral Projection, Infected Mushroom, Skazi. A cena em Tel Aviv é cosmopolita, litorânea e possui a mentalidade mais aberta de Israel. Jerusalém, por sua vez, divide-se em turismo, catarse estudantil e, por encapsular os extremos do sionismo e da auto-determinação palestina, também em censura – casas noturnas são fechadas, incendiadas, apedrejadas.

Considerando o histórico tenso da nação, a ideia do post é investigar as opiniões de três gerações diferentes de produtores, a saber:
Guy Gerber – figura expoente do techno israelense, acompanhou todo o progresso do gênero no país e é peça essencial na analogia deste com o resto do mundo;
YosTek – produz desde 1994, é professor de composição musical e cresceu em Jerusalém, capital do judaísmo ortodoxo;
Shiri Rosen – estudou música em Tel Aviv antes de se mudar para Berlim, serviu o exército feminino israelense e participou ativamente na desocupação da Faixa de Gaza em 2005.

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Sangria Digital vol.14

A Sangria Digital primaveril está no ar, servida em jarras e saboreada através dos ouvidos. Nos meus delírios, é recorrente a imagem de um mundo em que o nosso cotidiano fosse sonorizado, e não me refiro a solitários ipods socados nas orelhas e baixas compressões de mp3. Um mundo em que um DJ supremo e onipresente (God is a DJ?), do alto não sei da onde, sempre acertaria na música, e ao caminharmos pela rua, estaríamos envoltos e acompanhados da trilha ideal para o específico momento vivido. Obviamente tudo bem equalizado e com subgrave.
Essa mixtape é a minha interpretação de como poderia ser a trilha para esses dias, especialmente os que estão chegando, dias otimistas em que as ruas são invadidas por insinuantes vestidos esvoaçantes. Dias propícios para longas jornadas de bicicleta pela orla do Rio Guaíba, rio este que na verdade é um lago. Pós- dubstep, modern funk, synth-pop, experimentos eletrônicos, a trilha desse tempo (aqui nesse espaço) é preguiçosa, e um pouco misteriosa, envolvente nas batidas, sutil e lasciva nos vocais. Música entorpecente, música crocante, ardente e afiada.
Sinestesia beat!

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ES Releases – ‘The Teac Life’ – Legowelt, Independente


Legowelt em novo álbum: lançamento independente

Aquela máxima que diz que determinada música representa o escape espiritual/mental/intelectual dos difíceis problemas do dia a dia se aplica formidavelmente ao ‘The Teac Life’, novo álbum do holandês Danny Wolfers (Legowelt). Por mais que se façam citações às influências do Techno de Detroit ou ao Acid House da Windy City, Legowelt sempre soube traduzir seu background em perspectivas pessoais. ‘The Teac Life’ tem, indiscutivelmente, uma herança de ‘Dark Days 2′: é espacial, introspectivo, com atmosferas etéreas que dialogam com as obscuras. Porém, ao mesmo tempo, parece levá-la a outro patamar.

Dono de uma discografia que inclui lançamentos pelos labels Crème Organization, Bunker, Clone, Cocoon e Strange Life (seu próprio), Legowelt poderia ter dado continuidade ao seu excelente labelfolio em seu novo álbum. Ao invés disso, preferiu lançá-lo de forma independente, desvinculado de gravadoras, disponível para download gratuito. Sinal dos tempos? Talvez. O fato é que mais uma vez, Danny vestiu a camisa do underground, em forma e conteúdo.

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ES Releases – The Third Man – Future Tense EP

Talento inesgotável: Toby Leeming, conhecido por ‘The Third Man

Gênio da música eletrônica dançante, Toby Leeming possui inexorável talento para harmonias brilhantes e atmosferas sedutoras. Prova disso é o seu novo lançamento ‘Future Tense‘ pelo Applied Rhythmic Technology (A.R.T.), label pelo qual saíram verdadeiros tesouros nos últimos meses, incluindo a própria ‘Tangier‘, do mesmo autor, anunciada tão calorosamente por Laurent Garnier como uma das faixas de 2010. Cidadão de Londres, Toby adquiriu grande bagagem musical na vizinha Escócia, onde estudou durante quatro anos e pode fazer contatos importantes com outros artistas.

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