Dois patinhos na lagoa… bingo! A Sangria Digital chega a sua edição número 22 e dá de prêmio desse grande jogo que é a vida, um setlist recheado de músicas lindas! » Continue lendo esta matéria
A coluna Synth-sis é (quase) autoexplicativa. Logo remete a synthesizers, que aqui não se resumem apenas a sintetizadores, mas a um amplo universo de equipamentos e técnicas que transformam ideias abstratas em músicas concebíveis. A coluna se dividirá em subseções como esta.
Para a primeira parte de Sampling, não pude deixar de me render à elegância das técnicas de David Wolstencroft, inglês de Manchester que dá vida ao projeto Trus’me. Nome à frente do selo Prime Numbers, ele estreou, em 2007, com um álbum cheio de soul, funk e disco que virou clássico quase que instantâneo. A aura boogie night de “Working Night$” foi seguida por “In The Red”, de 2009. Ambos tinham em comum o uso frequente de samples e precederam uma fase mais sombria e autoral de Trus’me, vista em EPs e remixes que durante os últimos quatro anos ensaiaram experimentações na sobriedade do techno – ele chegou até mesmo a encarnar David James, persona de existência breve que deu voz mais consistente ao gênero. O resultado dessa saga é “Treat Me Right”, terceiro álbum lançado em fevereiro deste ano.
Conversei com Wolstencroft por Skype, de seu estúdio em Manchester, logo após uma longa e divertida turnê pela Ásia. Bem-vindo ao maravilhoso mundo dos samples de Trus’me.
De’Sean Jones (D3/UR), feliz com seu retorno ao Brasil (foto: Bruno Pinho e Xandão Yokoyama)
“Sim, há um grande legado de Jazz e história musical em Detroit”. A frase é de De’Sean Jones, saxofonista do D3- Detroit Trio que, ao lado do tecladista Jon Dixon, do DJ Mark Flash e do Manager Cornelius Harris, faz parte do Underground Resistance. O trio fez grande apresentação na Festa da MD/A no Teatro Mars, São Paulo, no início de fevereiro deste ano (as fotos oficiais feitas por Cuca Pimentel estão aqui).
Durante a passagem de som dos artistas, sabíamos que era nossa única chance para tentar extrair um pouco das ricas raízes musicais e pensamentos dos Techno-Jazzists sobre temas tão interessantes. O tempo era escasso, a agenda, corrida, e faltavam poucas horas para o evento. Porém, com paciência e tato, conseguimos conversar com eles. A ideia era tentar ir um pouco além das triviais perguntas sobre o Underground Resistance, Mad Mike, High Tech Jazz e a tão reverenciada postura discreta do coletivo. Buscávamos um conteúdo relativo às essências de cada um, e ao mesmo tempo desfragmentar o fundo do iceberg musical deles. » Continue lendo esta matéria
Outro dia recebi um email de um inglês procurando contatos para montar um festival de música no Brasil. O PPT era bonitinho. E a proposta conceitual, apesar de não trazer nenhuma novidade, era interessante. Mas eis que aí, no meio dos slides, surge a seguinte pérola:
Nós entendemos que festivais de música são algo relativamente novo para o brasileiro. E o nosso conceito pode ser o primeiro no Brasil.
Bom, eu não seria louco (ou ufanista) o suficiente a ponto de comparar tradição entre os festivais de música na Inglaterra e no Brasil. Mas a afirmação do sujeito é completamente equivocada. Bizarra até. » Continue lendo esta matéria
Continuando o tema da coluna da semana passada, vamos à segunda metade da lista que reúne os 40 discos mais importantes da história do dub. Como a ordem foi feita de forma cronológica, os próximos 20 títulos cobrem os últimos 20 anos deste gênero mutante.