foto: Divulgação
Disse há exatamente um ano por ocasião da minha cobertura do Festival Detroit Movement 2011 para a esta mesma coluna que não existe análise definitiva de um evento, e sim, aquela a respeito do seu evento, considerando-se a perspectiva pessoal. Dito isso, não tenho a menor pretensão de declamar o que foi o Sonar SP 2012, já que cada um escolheu as atrações de sua preferência e formou os seus próprios pontos de vista. Contudo, é possível destacar alguns fatos fundamentais para se chegar a algumas conclusões.
Em primeiro lugar, o Sonar SP 2012 está de parabéns porque ratificou a credibilidade que tem como evento de grande porte com curadoria musical de altíssimo nível, tendo trazido (mais uma vez) uma gama de opções de diversidade musical respeitável e provado que a primeira edição 2004 no Brasil não foi uma exceção. Houve de tudo: experimentalismo, propostas mais consagradas, gêneros considerados em evidência na cena atual, artistas de grande sabedoria e técnica, apresentações de tirar o fôlego (a exemplo dos cavaleiros teutônicos, pilares da música eletrônica dançante, Kraftwerk), artistas de grande ousadia, entre outros casos interessantes.
Grande parte dos frequentadores se emocionou com o live 3D do pioneiro grupo germânico dirigido por Ralf Hütter, escalado de última hora para substituir Björk. A mesma situação ocorreu em relação aos outros importantes nomes do line up durante os dois dias perante os entusiasmados apreciadores. No dia de encerramento, ouviam-se elogios aos singulares Flying Lotus, Four Tet, James Blake e Squarepusher, sequência arrebatadora que se somava a nomes como Jeff Mills e James Holden, cada um com a sua identidade musical, tornando o dia de encerramento do evento inesquecível. Houve quem vociferasse contra repertórios datados de um ou de outro, ou queixas a respeito da decepção do live ou do DJ em relação ao que o artista produz.
Ryuichi Sakamoto & Alva Noto – Aurora
Porém, foi o live excepcional da dupla Ryuichi Sakamoto e Alva Noto, um dos principais destaques do Sónar deste ano. Em matéria de ousadia, concepção sonora, visão artística e de qualidade de áudio, mostraram que estão em um outro patamar. Claro que havia uma grande expectativa em relação à dupla, já que o artista japonês, por exemplo, tem uma discografia antológica cujos highlights estão nas trilhas sonoras de ‘Furyo: Em Nome Da Honra’ (Merry Christmas Mr. Lawrence) e ‘O Ultimo Imperador’, no cultuado hino do Electro ‘Riot In Lagos’ (1980), e no fato de ter sido membro do grupo que catalisou o pop eletrônico no Japão, o Yellow Magic Orchestra. Tão avant-garde quanto ele, o parceiro Carsten Nicolai (a.k.a. Alva Noto) tem o mérito de ter, entre outros, fundado a conceitual gravadora Raster-Noton dedicada ao desenvolvimento áudio-visual baseado em estéticas sonoras e na sua conexão com a ciência. Quer saber mais a respeito do label? Recomendo a apresentação de Byetone, artista do seu label, daqui poucas semanas no SESC Pompéia.
“Devemos romper o limitado círculo de sonoridades e conquistar a infinita variedade de ruídos sonoros”, disse há quase um século (1913) o genial compositor de vanguarda Luigi Russolo. A frase é antiga, e a ideia, mais atual que nunca. Enquanto acontecia a apresentação, era possível notar olhares catatônicos, emocionados e alguns incrédulos com o que (ou)viam. Outros simplesmente não entravam em sintonia e deixavam o auditório, ou se punham a conversar, uma extrema falta de respeito.
Afinal, o que o live da dupla Alva Noto e Ryuichi Sakamoto trouxe de tão significativo a ponto de se diferenciarem dos demais? Um aguçado sentido de experimentalismo, a identidade artística e a ousadia, sem dúvida alguma. A coragem de mostrar até para a nova geração de produtores para onde deveria caminhar a música contemporânea (e a eletrônica, principalmente). Uma estética sonora baseada em estreitas relações entre uma vasta gama de ruídos sonoros minimalistas e melodias de piano; a simbiose entre o harmônico e o abstrato, ciência racional e a perspectiva emocional. As quinhentas formas geométricas de se representar visualmente os impulsos sonoros, em diferentes frequências. Uma qualidade de áudio impecável, tal qual a sensação de se saborear um vinho raro ou encontrar aquele lendário tempo nos confins do Cambodja. Um paraíso auditivo com definição e brilho sonoros sem precedentes. Qualidade, ao invés da quantidade.
Noon, outra obra brilhante da dupla
Feliz e angustiado ao mesmo tempo, saí com a nítida sensação de que talvez não tenha o privilégio de testemunhar outro experimento artístico deste nível em vida. Algo para se guardar entre as doces lembranças sensoriais, como o magnífico live do Mathew Herbert Big Band na abertura do Sónar SP 2004 ou o do Underground Resistance em 2007. Alguns entenderão a singularidade da experiência áudio visual da dupla apenas no futuro. Embora sempre ocorram divergências entre as opiniões a respeito de cada detalhe do festival, tenho certeza que praticamente não há quem discorde da qualidade da sua curadoria artística e da importância que teve o evento este ano (considerando, é claro, que ‘toda unanimidade é burra’, como já dizia Nelson Rodrigues).

É o encontro da electronica com a música acústica: Alva Noto processa som e imagem enquanto Ryuichi lança uma chuva de piano sobre o sinteticismo sonoro.
Carsten Nicolai, o Alva Noto, é um dos criadores do selo Raster-Noton, a ponte alemã que interliga pop, arte e ciência. Carsten produz faixas loopando clicks, beeps e glitchs como estrutura principal da composição, mas é importante dizer que seu trabalho vai além da música, ele também experimenta as diversas possibilidades do som na forma de instalações.
Sakamoto ganhou reconhecimento internacional com a banda Yellow Magic Orchestra, o grupo japonês precursor do synthpop no fim dos anos 70. Depois disso a ressonância foi massiva, o artista já levou Oscar, Grammy e Globo de Ouro e contribui para a trilha sonora de filmes como Babel, O último Imperador e Merry Christmas, Mr. Lawrence.
Carsten Nicolai – Eu cresci na Alemanha Oriental, um lugar onde nem tudo era acessível. Improvisar era ago necessário, de forma que eu precisei substituir o que estava fora de alcance com as possibilidades que eu tinha. Acredito que isso foi uma ótima escola, o fato de abstrair o propósito original de uma ferramenta e criar uma funcionalidade própria para ela. Acho esse método importante de experimentar e relembrar.
Ryuichi Sakamoto – Isso me lembra quando comecei o ensino médio, no verão daquele ano a minha classe estava perto do mar e a noite eu tive a ideia espontânea de criar uma peça com meus colegas. Eu dei uma lanterna para um deles e um livro de poemas para outro. Ainda tinha outro amigo que tocava violão, pedi para que ele tocasse faixas dos Beetles. Adorei aquilo: uma lanterna, música e poemas no meio da escuridão.
Carsten Nicolai
- Sampling nos anos 80 foi uma das coisas que me influenciou fortemente. Acho que a música feita com samples é ainda inspirada naquele momento. É incrível ouvir Laurie Anderson, Peter Gabriel e todos os primeiros estágios dessa estética sonora, isso marcou a transição de instrumentos populares e clássicos para o uso de noise como ferramenta musical.
- Outro movimento importante tem background clásssico. É a combinação de ritmo e melodia de um jeito mais solto, Podemos tomar como referência a música básica africana ou compositores como Steve Reich, que experimentou essa linguagem através de sonoridades dependentes, criando melodias com feedbacks.
- O passo mais significativo para mim é a manipulação do som para produzir frequências ressonantes no espaço. Sempre estive muito ligado a isso, acho interessante quando o som vira parte da arquitetura, parte da performance.
Ryuichi Sakamoto
- Devo citar o momento em que o homem inventou o primeiro instrumento musical. Ninguém sabe ao certo quando, de qualquer forma, o instrumento mais velho é uma flauta feita com ossos de animais.
- Segunda grande transição foi quando inventaram o instrumento de corda e assim, a oitava, o intervalo perfeito entre uma nota musical e outra. É quando a música encontrou a matemática.
- Outra grande colaboração para a história da música foi quango Steve Jobs inventou o Macintosh.
Carsten Nicolai – Sempre estive atento a melodia, mas o trabalho com o Ryuichi me fez perder a distância disso. Até então era um limite conceitual para mim usar estruturas musicais classicas, depois do projeto percebi que desenvolvi peças mais melódicas.
Ryuichi Sakamoto – Eu era um grande fã de John Cage e de todo o movimento Fluxus bem antes de conhecer Carsten, posso dizer que Noise já era familiar. De qualque maneira, o tempo passou e Carsten me fez reencontrar essa estética, é como se eu revivesse a minha juventude.
Carsten Nicolai – O momento mais desafiador foi provavelmente transformar os releases em live. Precisei de um ano para preparar tudo e criar uma equipe com as pessoas certas para me ajudar a conceber um conceito visual e o software. Sempre enxerguei a colaboração como um projeto especial, não deveria ser somente um laptop do lado de um piano, e sim, uma experiência marcante, também visualmente. Meu objetivo era criar uma aura que transmitisse o espírito musical.
Ryuichi Sakamoto – Não me lembro de momentos difíceis, o trabalho com Carsten é sempre espontâneo e estimulante. Um pouco desafiador foi talvez quando trabalhamos com outros artistas, com o Ensemble Modern por exemplo. Acho que foi pelo motivo de termos backgrounds diferentes, mesmo assim o resultado foi ótimo.
Carsten Nicolai – Ainda não temos insights concretos no momento, gostaríamos talvez de documentar o show, já que ele é bem interessante visualmente. Tocamos algumas faixas que nunca foram lançadas, mas não pensamos em publicá-las ainda.
Ryuichi Sakamoto – O futuro é sempre aberto, é possível que a colaboração continue. Por outro lado estamos felizes com o fato de termos lançado 5 albums em 10 anos, mas caso boas ideias apareçam, só preciso mandar um e-mail para o Carsten.
http://www.sitesakamoto.com/
http://www.carstennicolai.de/
http://www.raster-noton.net/
Aproveitando a ocasião do Europe Day esse ano, Berlim resolveu dar uma festa no centro da capital francesa para celebrar o 25º aniversário da parceria com Paris. A ideia foi de “Be Berlin“, a iniciativa berlinense afim de fortalecer os laços da cidade com o mundo, não só no âmbito cultural, mas também científico, econômico, industrial e esportivo.
Palavras de Klaus Wowereit, o querido prefeito gay da cidade:
“O começo da parceria entre nossas cidades foi curiosa: Tour de France começou na avenida Kurfürstendamm, a França mostrava solidariedade para com a ainda murada Berlim Ocidental. Hoje, 25 anos mais tarde, a divisão é história. O progresso de Berlin desde a reunificação fortificou extremamente a parceria entre as duas capitais. Há muito tempo ela se tornou uma plataforma para os mais diversos encontros criativos: filme, performance, música, moda e design. Jovens artistas de Paris trabalham em Berlim e vice-versa (…)”
“(…) Nos dias de comemoração do jubileu, nós queremos aproximar os habitantes das duas cidades um pouco mais, esperamos que a programação desperte ânimo e curiosidade. Desejo a todos uma ótima comemoracao de 25 anos, muito impulso inovador para um futuro prolífero entre Paris e Berlim.” *
Uma vila européia, que tinha uma réplica do portão de Brandenburgo como entrada, ergueu-se às margens do Rio Sena na última quarta-feira. Sascha Ring, o Apparat, foi responsável por teletransportar o sintetismo da música pop alemã para a Place de l’Hôtel-de-Ville. A prefeitura parisiense foi então revestida com uma mega projeção. Confira:
* port. http://www.be.berlin.de/filead
Organicamente eletrônico sem pressa na velocidade de 112 BPMs, o yogurtaban01 tem música nova com cara de música velha que tem cara de música nova.
Músicas filtradas pelos bedroom producers, inspiradas no lado B dos anos 90, no lado errado do minimal, e no lado correto do 8-bit, com vocais estruturados entrando em loop para um futuro melhor.
yogurtaban01
1. Bottin – Auricola Judae
2. Ahmed Fakroun – Yo Son (Prince Language Edit)
3. John Talabot – Destiny
4. Woolfy – Odyssey
5. Dark Party – Down
6. Brennan Green – Little Ease
7. Daniel Wang – Ambiguities
8. Danton Eeprom – Feminine Man
9. CFCF – Half Dreaming
10. Jarvis Cocker – Discosong (Pilooski Mix)
11. The Phenomenal Handclap Band – 15 To 20 (Anthony Mansfield Disco Remix)
12. Capracara – King of the Witches (Rub N Tug Remix)
13. John Talabot – Afrika
14. Kid Creole – Annie I’m not Your Daddy (Soul Mekanik ‘Bounty Girls’ Edit)
15. Matias Aguayo – So in Love
16. Tom Tom Club – On The Line Again (Brennan Green Edit)
17. Moulinex & Press, Release – 1stracklove
18. Canyons – Yesterday The Dog
19. Siriusmo – High Together
Robert Delaunay, Rythme n1, 1939
EARLY 90′s / LATE 80′s REVIVAL

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ALEX NIGGEMANN _ POINT OF NO RETURN _ [TSUBA]
“Point Of No Return” já tem alguns meses, mas como é um floorfiller imbatível e foi lançada depois da última seleção internacional >> Highlights de 2011 << vale divulgar mais. TR-808 devastadora (bateria eletrônica dos anos 80), e viradas excelentes.
No começo de junho, Niggemann lança seu primeiro álbum pela Poker Flat - “Paranoid Funk“.
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LONE _ RISTTOWE _ (DEKMANTEL ANNIVERSARY SERIES EP)
Matt Cutler (Lone) lança em maio o álbum Galaxy Garden pela R&S. “Risttowe” não está nele, mas com certeza é uma das melhores do produtor em 2012.
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OWAIN K _ SANS FIN _ (FORWARD TO THE PAST 2 – THE ACID FLASHBACK) _ [POKER FLAT]
Forward To The Past – The Acid Flashback é uma coletânea do selo Poker Flat que reúne o melhor do acid house no momento. Produções tão boas quanto as pioneiras de 20, 25 anos atrás.
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LANDO KAL _ RHYTHM SEKTION _ [HOTFLUSH]
Lembra os clássicos do começo da Warp Records.
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THE OLIVERWHO FACTORY _ TOGETHER (ALTERED STATES mix) _ [BOSCONI]
Com claras influências de Kevin Saunderson, Carl Craig, Stevie Wonder, e mixagens cruas e potentes, Oliverwho Factory é um dos projetos mais inspirados de Detroit em muitos anos.
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ED DAVENPORT _ NEW YORKSHIRE (club mix) _ [NRK]
Como o nome da música sugere, “New Yorkshire” remete aos grandes clubes novaiorquinos dos anos 90.
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LAURA JONES _ INNER PLACE _ [CROSSTOWN REBELS] _ Video by The29nov
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TECHNO / TECH HOUSE / DEEP / DUB

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MATTHEW BURTON & KATE RATHOD _ WAREHOUSE FOOL _ (THE FLIP SIDE EP) _ [VISIONQUEST]
No começo dos anos 2000 uma onda de dub house passou meio despercebida. Se você gostou de “Warehouse Fool” também pode gostar de: Sutekh – “Parse” (2000); Auch – “Tomorrow Goodbye (Peter F. Spiess remix)” (2001); Konrad Black – “White Cigarettes” (2002); e Horror Inc – “A Dream Within A Dream” (2003).
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NINA KRAVIZ _ CHOICES _ (NINA KRAVIZ) _ [REKIDS]
Jazz house etéreo num bar à meia luz e whisky on the rocks no novo álbum da russa Nina Kraviz.
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LADY BLACKTRONIKA _ GET RID OF THIS MAN _ (PIECES OF MY PUZZLE) _ [LITTLE ANGEL]
A produtora e cantora californiana com pinta de diva de R&B combina o techno americano (Dan Curtin, Jeff Mills) à vocais que lembram o garage house do final dos anos 80 e começo dos 90.
Blacktronika lançou em fevereiro um álbum com 19 músicas, e depois disso mais 2 EP’s, mas basta ouvir algumas para sentir seu estilo único. Ouça também “Get Me Deeper” e “Tried To Say No”.
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JEFF MILLS _ BENEATH THE LUNAR SURFACE _ (THE MESSENGER) _ [AXIS]
Dois álbuns lançados num curto espaço de tempo (“Fantastic Voyage” e “The Messenger”) reiteram a originalidade de Jeff Mills, que busca também novas sonoridades na mixagem – (ouça as músicas “Transfusion“, 2006 e “The Sin“, 2007) – Assim, Mills diverge do padrão atual e vai além da simples produção.
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MINILOGUE _ LET LIFE DANCE THRU YOU _ [TRAUM]
Livres, leves e soltos, Sebastian Mullaert e Marcus Henriksson nos levam para um passeio de sintetizador por onze minutos. Se quiser mais é só ouvir o EP anterior: Cycles. Uma das faixas, “When Sadness Releases Joy Arises” (18min) é uma daquelas músicas que você coloca, escuta e esquece; depois de uns dez minutos você lembra, escuta mais um pouco e tudo continua lindo. Boa pra dançar, correr, dirigir, ler, etc.
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LIVIU GROZA & KENNEDY SMITH _ COULD BE ANYBODY (AMIR ALEXANDER’S DEEP DIVE remix) _ [REKIDS] _ Video by The29nov
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NU DISCO / SYNTH POP / ELECTRONICA

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ROXY MUSIC _ LOVE IS THE DRUG (TODD TERJE DISCO DUB) _ [VIRGIN]
Clássico de uma das melhores bandas de glam rock num ótimo remix - 1975 / 2012.
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LOCUSSOLUS _ THROWDOWN (COM TRUISE remix) _ (THE REMIXES EP) _ [INTERNATIONAL FEEL]
Mestre nas batidas quebradas, Com Truise redefine o gênero e mostra como seria o pop num mundo perfeito.
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MELLOPHONIA _ LUNAR LANDSCAPES (BLACK DEVIL DISCO CLUB remix) _ [LO recordings]
Bernard Fevre (Black Devil Disco Club) nunca perde o estilo.
Novo website: http://blackdevildiscoclub.com/.
Em abril, Bernard lançou novo álbum com versões alternativas de Circus (2011), o “Magnetic Circus” - Confira o vídeo de “Stay In Dub“.
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THE OPIATES _ JALOUSIES & JEALOUSIES (FLYING WHITE DOTS remix) _ (HOLLYWOOD CUTS – THE REMIXES) _ [DISCO ACTIVISTO]
“Candy Coated Crime” foi uma das melhores canções lançadas pelo selo International Deejay Gigolo em 2008. Billie Ray Martin, a vocalista, também lançou por outros selos históricos como Guerilla, React, ZYX, e participou de produções do S’Express (1989); Spooky (1993); Datura (1993); Slam (2004), entre outras. No álbum com 20 remixes do Opiates, versões de Kim Ann Foxman e Aérea Negrot.
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SEAHAWKS _ CATCH A STAR (DR DUNKS LOST AT SEA mix) _ (AFTER SUNRISE – INVISIBLE SUNRISE REMIXES EP) _ [OCEAN MOON]
Unicórnios, cometas e gaivotas remetem ao universo baleárico do Seahawks. Pena que só foram lançadas 500 cópias em vinil desse 12″ com remixes de Dr Dunks e Gatto Fritto.
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MUNGOLIAN JETSET _ SHELTON’S ON A BENDER _ (SCHLUNGS) _ [SMALLTOWN SUPERSOUND]
A Noruega é, de fato, uma das mecas da música eletrônica dos últimos tempos. http://mungolian.com/
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LINDSTRØM _ DE JAVU _ (SIX CUPS OF REBEL) _ [FEEDELITY]
No limite da entropia, o norueguês Lindstrøm dá um passo em direção à psicodelia funk 70 num álbum coloridíssimo, repleto de timbres orquestrais, saltos estratosféricos e dinâmicas surpreendentes.
P-Funk meets acid house. Se você gostou dessa, confira também o clássico “Ming’s Incredible Disco Machine (Big Baaad Ming mix)” do Brother Love Dubs, 1993 - (aka Brothers In Rhythm).
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