Max Perez na Mothership D.REVEILLON

Para quem vai estar em São Paulo na noite de ano novo, uma ótima opção é a Mothership D.REVEILLON, no D-Edge.
A festa, sempre animada, vai contar com o DJ chileno Max Perez, que faz parte de uma safra de produtores dos mais brilhantes em um país que já nos rendeu muitos talentosos frutos musicais. Com o pé bem fincado no sólido terreno da House, Max procura oferecer em cada um de seus sets uma seleção eclética e divertida embalada por uma incessante ritmicidade e apurada técnica. Para completar o line-up, a DJ suíça Garance, Renato LopesMax UndersonLemes, Konrad e Bob Toscano.

Confira o set e a entrevista exclusiva de Max Perez para o deepbeep. Uma boa festa e um feliz ano novo!

“O set conta a história do lugar onde nasceram novos horizontes dos velhos grooves cansados. Da narrativa melódica surge a união dos elementos que embalam a vida: Música e Amor. Anos de djing construiram uma base para esta união, que me impulsiona para o ano de 2012, em direção a minha nova turnê no Brasil. Espero que gostem deste trabalho!” – Max Perez

Como será sua apresentação no D-Edge, o que pode antecipar?
Minha apresentação será de menos a mais. Cada música foi especialmente escolhida para a ocasião.
Com meu groove chileno, venho de longe para divertir as pessoas. Prometo uma pista animada e de vanguarda musical, a verdadeira vanguarda.

Qual é sua maior ambição na vida e na música?
Minha maior ambição é poder transceder entre os melhores produtores latinoamericanos. Chegar a um som pelo qual estudo a harmonia clássica, algumas coisas de jazz entre elas. Poder desenvolver projetos mais adiante de ajuda à humanidade. Colaborar com a minha música para causas nobres.

O que você acha mais excitante na música hoje?
Seu poder de libertação. Ela me leva a lugares desconhecidos. Nunca pensei estar no Brasil no ano de 2012 tocando em umas das melhores noites da América do Sul. O poder de conhecer novos mundos, viajar…A música para mim é uma conexão divina. Algo de vidas passadas.

O que conhece de música brasilera?
Na verdade não conheço tanto. O maestro Heitor Villa Lobos sei que é um dos maiores no Brasil. Também ouvi composições suas em violão. Gosto também de Djavan, Tom Jobim, Tim Maia, mas tenho certeza que há também muita mais música interessante no Brasil.

Algum recado?
Agradeço ao deepbeep, também ao Mothership D-Edge por me chamar a tocar na noite mais sofisticada da América do Sul. Esse ano tenho projetos, entre eles lançamentos em Vinyl 12″ na Itália e Europa. Estou também trabalhando em composições novas para Europa. Ares novos, novas energias. Agradeço ao Brasil por ser um país tão nobre e com gente tão linda.

Serviço:

Mothership D.REVEILLON
01.01.12, a partir da 1h (de sábado para domingo)
.Max Perez (Casablanca)
.Garance (Dynami / in4mation)
.Renato Lopes
.Max Underson
.Lemes
.Konrad
.Bob Toscano
preços: R$70,00 de entrada ou R$150,00 consumo
lista: R$50,00 de entrada ou R$100,00 de consumo
enviar e-mail(s) com o(s) nome(s) para joenes@d-edge.com.br até as 22:00 de sábado
Alameda Olga, 170 – Barra Funda,  São Paulo - 11 3667-8334

Se Joga!

O projeto Se Joga! comemora 5 anos no Erótika Night Club, amanhã, no Rio de Janeiro.

Como as outras edições, a festa promete ser animada e Miss Playmobil recebe os convidados Maltchique, Pookas (direto do Canadá), Renato Weiss, Rodrigo Correia, Jay B e Luiz Pareto (que gravou um set especial de 6 horas para o deepbeep).

Promoção: quer conferir a festa na faixa? Envie um e-mail com nome completo e RG, os 5 primeiros faturam um VIP. Escreva para sejogaplaymobil@gmail.com e não esqueça de colocar no assunto: “Se Joga! no deepbeep”.

Boa festa!

Serviço:

Se Joga! 5 anos
Erótika Night Club
Line-up: MALTCHIQUE, POOKAS (CANADÁ), LUIZ PARETO (SP), RENATO WEISS e MISS PLAYMOBIL
After: RODRIGO CORREIA e JAY B
Preços*: R$30 até às 2h com lista (sejogaplaymobil@gmail.com até as 20h do dia 29/12) | R$50 sem lista
Av. Prado Júnior, 63 – Copacabana, RJ
Mais informações: https://www.facebook.com/events/162275820538784/
*Sujeito a alteração

CENACEARA’DJ

O CENACEARA’DJ é um catálogo de profissionais do mercado da música eletrônica do Ceará, formado por mais de 60 artistas entre DJs, Lives, VJs, performers, fotógrafos, produtoras de eventos, profissionais de decoração e de redução de danos. Uma conceituada cena artística regional se destacando em meio ao vigoroso mercado mundial da música eletrônica.

São 8 anos de relação com veículos de grandes grupos de comunicação, produção e promoção de eventos, efervescência artística e comercial que ajudaram a legitimar o mercado local. Já foi coluna em mídia de ampla circulação, como nos dois maiores jornais do Estado e programa de rádio por mais de quatro anos seguidos nas duas principais emissoras jovens da terra de José de Alencar. Na Web, como portal CENACEARA’DJ, existe desde 2011 interligando as principais redes sociais, como Facebook, Twitter e SoundCloud.

Falamos como os responsáveis pelo site para entender um pouco mais sobre a organização e profissionalização da cena eletrônica no nordeste, especialmente no Ceará.

Conte-nos um pouco sobre a história do site. Como que surgiu a ideia de criar um portal dedicado à música eletrônica e seu universo na capital do Ceará?
O Cenaceará surgiu em 25 de Maio de 2003 da inquietação de Toni Mazzotti, Marcela Brid e Nei Matos. Toni apresentava um programa chamado Underground na radio Cidade99, o primeiro dedicado ao universo eletrônico do Estado. Marcela atuava no conteúdo do programa, do site e ainda mantinha colunas dos maiores jornais da capital. Nei foi o apaixonado que botou a mão na massa para programá-lo.
Desde esse tempo de primeiros anos de internet, ainda “pré-orkutiana” inclusive, o Cenaceará vem criando uma espécie de legitimação da cena local e lente de aumento na impressão de outras cenas: regionais e nacionais. E esse é o papel do Cenaceará.
Hoje temos o orgulho de apresentar um mercado cheio de profissionais bastante ativos e com ótimas qualidades artísticas. Com vários figurando nacionalmente e alguns até internacionalmente. O Ceará oferece também eventos grandiosos em meio a uma agenda recheada de boas festas pra todos os gostos.

Fortaleza, assim como outras cidades do nordeste, está muito ligada à música regional e a esteriótipos criados pela desinformação das pessoas daqui no sudeste. Como a cena eletrônica se desenvolve no meio disso?
Um estereótipo que gostaria de ressaltar é que somos a capital da festa. O principal destino turístico brasileiro da ultima década. E isso acontece numa cidade “adolescente”, culturalmente falando. Muito pujante, mas com identidade em plena construção.
É por isso que Fortaleza ainda é bem mainstream: festival de vários dias de Pop Rock, super micaretas, grandes shows populares… Todos com espaço dedicado ao público eletrônico. O que foi moda por um tempo, virou mercado. Dentro e bem fora do pop também.
Além de tudo, o nosso espaço é o não-espaço. Música eletrônica é a trilha sonora da cibercultura. E a internet é a nossa casa. Essa hiperconexão também chega pra gente e até soa diferente pela distância. O que influencia o sudeste acaba não esquentando, obrigatoriamente, o Ceará. O resultado é moda, música e atitude ainda mais brasileira.

Quais são as dificuldades de criar e manter a cultura da música eletrônica, num estado tão distante do eixo Rio-SP? E quais as particularidades desta cena?
A distância do Rio e de São Paulo realmente dificulta as coisas. Mas essa história tem dois lados. O lado bom, é que agora o tempo está a nosso favor. Em 2012 fazemos 25 anos de cena eletrônica. Isso implica que os garotões já tiveram que decidir se isso tudo era apenas curtição ou se rola algum dinheiro e, sobretudo, continua a paixão.
Daí, justo pela distância malvada e pela pouca idade, vem sendo possível amadurecer o mercado com uma identidade própria.
Uma das grandes dificuldades da distância são as viagens de avião dos artistas. Sempre parte significativa de qualquer orçamento de evento.

Quem são os nomes que estão se destacado no cenário local?
Hoje temos 72 artistas catalogados evidenciando e legitimando o Ceará como um dos maiores celeiros musicais eletrônicos do Nordeste. Dentre tantos, destacaria o músico Daniel Peixoto que acabou de lançar seu “Mastigando Humanos” com 14 faixas inéditas e ótimas críticas em destaque nas revistas Rolling Stones e MixMag; Friends At Work, o trio encabeçado pelos mestres Rodrigo Lobbão, Fil e JP Gonzalles, que exploram o universo da House Music criando mashups feitos ao vivo em seis decks; Earthspace Live: projeto de trance psicodélico do DJ Matheus Nogueira, atualmente lançando suas músicas através das gravadoras Ovnimoon Records (Chile) e Groovy Technology Records (Portugal); o duo de Chill Out e Lounge Born To Chill, formado pelos DJs Márcio Motor e Jorge Quental, que mistura introspecção com grooves pegajosos e expressivos; Carlos Francisco, DJ, produtor e manager do selo SP Recordings; dentre outros.

Quais são os eventos regionais mais importantes?
ENTRANCE, a maior celebração Open Air do Nordeste realizado pelo NuAct (Núcleo de Arte e Cultura Transcendental) que reúne artistas do mundo inteiro e já é um evento tradicionalmente reconhecido; FW/Eletronic, festival exclusivamente eletrônico paralelo ao Ceará Music; HEINEKEN SUNSET e HEINEKEN GREEN SESSIONS, produzido por uma das melhores produtoras de festas eletrônicas do Ceará, a Feeling Club; a COSMIC que, ainda em sua segunda edição, já legitimou máxima excelência desde a localização de suas festas até a escolha do line up e a HEAVEN, dos geniais Deigo Grecchi e Victor Falcão.

Há uma troca e apoio mútuo entre Fortaleza e outras cidades do nordeste?
Temos muitos artistas que figuram em importantes festivais como o Universo Parallelo (em Ituberá, na Bahia). Este ano, somos pelo menos 10 compondo o line up desta celebração. E, eventualmente, enviamos e trazemos diversos DJs e Lives movimento a cena eletrônica nordestina.

Quais as novidades, projetos e aspirações para 2012?
Para 2012 pretendemos fomentar ainda mais o mercado eletrônico local.
Está programada para o primeiro trimestre a Celebração Cenaceará apresenta 25 anos de Música Eletrônica, onde o Cenaceará completa seus 8. Estamos resgatando imagens e depoimentos dos anos mais expressivos pra construção comercial desse forte mercado local. Este material já está disponível no site e é atualizado semanalmente.
Para além das questões mercadológicas nós temos o prazer de ostentar a segunda frente de trabalho do coletivo Balance da Bahia. Que no Ceará responde como Balanceará. Esta ação de Redução de Danos está ligada ao Departamento de Ciências Humanas da UFBA pelo Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas e também ao GIESP (Grupo Interdisciplinar para Estudos de Substâncias Psicoativas). O Coletivo, conta ainda com o apoio do NEIP (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos).
O Balanceará também está intimamente relacionado com o festival de arte e cultura psicodélica Universo Paralello. Onde alguns integrantes atuarão.
Existe um enorme interesse em levar essa questão à luz das novas discussões sobre substâncias e seu real impacto individual e principalmente social. Não podemos mais sustentar o “Não use Drogas”, quando um dos maiores patrocinadores da música eletrônica no Brasil são as marcas de cerveja.

Domingo Selvagem

Aqui é o Millos Kaiser. Carioca, recém-imigrado para São Paulo (ok, já se foram dois anos) e integrante do coletivo de DJs Os Ritmos Digitais. Já toquei ao lado de vários caras legais, tipo The Revenge, Crazy P, Rayko e Diskjokke. Mas o que importa mesmo é que sou metade da festa Selvagem, que estreia este domingo, dia 18, no Paribar. Se você ainda não ouviu falar dele, era o bar onde o pessoal da bossa-nova costumava beber uns tragos, lá pelos idos anos 60. E, reza a lenda, foi também onde Mick Jagger, Keith Richards e até Che Guevara entornaram algumas.

Quem fala agora é o Trepanado, a outra metade Selvagem, que atende também por Augusto Olivani no horário comercial. Sou pai do Vittorio, jornalista e arqueólogo de sons como o Millos. Também já dividi line-ups com alguns bambas: discotequei com os escoceses do Optimo e abri um show do Franz Ferdinand. Neste domingo, estou pensando em levar meu Urei 1620 (mixer à válvula típico das discotecas de NY das décadas de 70) e alguns dos meus vinis favoritos para passear.

Millos novamente. Quem é fanático por música também vai pirar com a coleção do Augusto e com o brinquedinho dele. O cenário da festa – a praça Dom José Gaspar – é de uma flora exuberante (a praça parece um pedaço da Mata Atlântica, incrustado no meio do Centro cinza de São Paulo) e a fauna, ao que tudo indica, será a mais animada e diversa possível. Caso faça sol, uma piscina Regan é uma possibilidade. Se chover, um toldo acolherá os day clubbers. Ah, terão balões de hélio ornando tudo também.

É uma festa de fim de ano. E o começo de uma nova história. Receberemos sempre um convidado e tocaremos em esquema back-to-back, da mesma forma que escrevemos esse texto. O primeiro é o sempre incrível DJ Thomash, alemão mais brasileiro do mundo e fundador do clã Voodoohop – espécie de madrinha da Selvagem. É domingo, é de tarde e, melhor de tudo, é de graça. E promete ser tão legal quanto ver a Xuxa em 1981 de biquini.

Serviço
Selvagem

Domingo, dia 18/12, 16h às 22h
Paribar
Praça Dom José Gaspar, 42 – República – Tel.: (11) 3237-0771

Line Ópio
Millos Kaiser & Trepanado (http://soundcloud.com/selvagem)
DJ Thomash (http://soundcloud.com/djthomash)

Exposição Recorte e Cole no Cartel 011

Durante a abertura da exposição Recorte e Cole, no próximo sábado (17), a partir das 16h, o Cartel 011 receberá os DJs Daniel Tamenpi, Rodolfo Tavares e Alex Trusty, residentes do coletivo Sound Proof, que apresentarão ao público os graves do glitch, downtempo, dubstep, hip-hop instrumental e experimental, além de linhas orgânicas da música africana, latina e oriental. No som: de Mulatu Astatke à Luke Vibert, de Gonjasufi à Yusef Lateef, passando por Flying Lotus, Ghostpoet, Blundetto, 40 Winks, Onra, entre outros. Sinta o clima nos sets exclusivos de Tamenpi e Trusty para o deepbeep:

A ocasião comemora os cinco anos do blog Só Pedrada Musical, criado pelo DJ Daniel Tamenpi em 2006, e ainda conta com o lançamento de dois modelos exclusivos de camisetas, criados pelos artistas João Lelo e Vagner Donasc em homenagem ao blog. Com edição limitada, durante a abertura da mostra, as camisetas estarão à venda no Cartel 011 por R$ 50,00. Confira os modelos no blog Só Pedrada Musical.

O público que adquirir o produto ainda levará uma mixtape exclusiva, a Sound Library, criada por Tamenpi a partir de uma extensa pesquisa que permeia faixas raras achadas em sound libraries (bibliotecas de músicas) do mundo inteiro. Essas bibliotecas contam com diversas canções das décadas de 60 e 70 e também são compostas por sons raros gravados para trilhas de filmes, séries e comerciais.

Sobre a exposição Recorte e Cole

A mostra, com curadoria de Fernando Sapuppo e Thiago Ferraz, reunirá trabalhos em que a técnica de colagem é predominante. Serão apresentadas obras criadas por consagrados fotógrafos, artistas plásticos e estilistas brasileiros: André Azevedo, Carolina Bertier, Cassia Tabatini, Fabia Bercsek, Fabio Gurjão, Hugo Frasa, Jacques Dequeker, Lucas Simões, Mariana Tassinari, Paulo Bega, Romeu Silveira e Thais Rivoire.

Passa lá!

Serviço:

Exposição Recorte e Cole + discotecagem Sound Proof e lançamento de camisetas do blog Só Pedrada Musical Local: Cartel 011
Abertura: sábado, 17 de dezembro, das 16h às 21h
Período expositivo: de 17/12/2011 a 02/02/2012
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros. (11) 3081- 4171
Horários: De segunda a sexta, das 11h às 20h / sábado das 10h às 20h
*Em 24/12 (véspera de Natal), das 10h às 18h
**Em 25/12 o Cartel 011 estará fechado
***De 26 a 30/12 funcionará em horário normal
****Em 30/12 o Cartel 011fecha e reabre em 09/01/2012