DJs Old School Falam o que Pensam Sobre o “EDM”

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Pense rápido: quais são as palavras mais bizarras no mundo da música eletrônica? “Set pré-mixado”? Tenta de novo. A resposta certa é: “EDM”. Hoje, parece que qualquer entrevista com um DJ estimado vem acompanhada de uma grande preocupação sobre o lastimável estado da dance music comercial na América e/ou no mundo. E quem pode culpá-los? O EDM passou a ser associado à música estereotipada, à cultura de massa grosseira e seu apelo mainstream — tudo o que a cultura da música eletrônica pretendia ser contra. Até os DJs de EDM não querem mais ser DJs de EDM. Dito isso, caçamos pela internet declarações de sábios DJs abrindo o coração sobre o EDM.

Carl Cox

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Não acho que é uma questão de som desconhecido versus mainstream, acho que é mais cultura pop versus pessoas que realmente amam a música. Para começo de conversa, algumas dessas pessoas não fazem a menor ideia de por que estão de pé em frente a esses DJs. Não posso fazer parte deste sistema“. [Dancing Astronaut, 2014]

DJ Koze

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Na América, esse tipo de rock computadorizado que eles tanto amam é totalmente desinteressante para mim. Não tem mágica nenhuma e é feito por pessoas que não curtem esse tipo de música“. [Stereogum, 2013]

Aphex Twin

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Não me parece [que o EDM] se conecta com nada que estou fazendo. Esse tal de Skrillex, só ouvi falar da música dele porque meus filhos escutam. Soa como se ele sacasse muito de tecnologia. Acho que tem uma pegada bem pop, né? É pop demais para mim“. [Groove Magazine, 2014]

Ricardo Villalobos

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Não posso condenar o EDM ou a música pop piegas se as pessoas decidiram, de forma democrática, que é isso que elas querem. Isso pertence a elas. Pessoas que têm os mesmos interesses não fazem guerras e matam uns aos outros. É difícil matar alguém quando vocês têm valores semelhantes“. [Crack Magazine, 2015]

DJ Harvey

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Você se depara com a famigerada ‘cena de música com deficiência erétil’ — pessoas chegando em naves espaciais ou com fogos de artifício para tentar melhorar o aspecto visual da coisa toda. Não consigo entender como você pode tocar um disco e pular na plateia depois“. [THUMP, 2014]

Leia a matéria completa da Equipe Thump com tradução por Stefania Cannone no THUMP

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As impressionantes fotos de clubs abandonados

Quando um club fecha e não aparecem interessados pelo espaço, os espaços são deixados como estavam e se tornam lugares bem interessantes para explorações (fotográficas também!).

Como exemplo, 10 clubs espalhados pelo mundo em matéria do White Raver Rafting.

Majestyk Nightclub em Leeds

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O prédio foi construído em 1922 para ser o Cinema Majestic e em 1969, se transformou no Majestic Bingo até que em 1993 o Majestyk Nightclub nasceu. Apesar da grandiosidade da construção, o maior club de Leeds – com capacidade de mais de 3.000 pessoas – ficou marcado pelas piores noites que se tem notícia e acabou fechando em 2006.

Tuxedo Royale Nightclub Cruise

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O Tuxedo Royale (ex-TSS Dover) era um ferryboat, ancorado em Middlesborough, que se tornou um club dos anos 80 até os anos 2000.

Starlight Music Theatre 

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O Starlite Music Theatre em NYC, era carinhosamente conhecido como “a tenda” e atraía estrelas como Bob Hope, Sammy Davis Jr., Johnny Cash e Diana Ross. Era, essencialmente, uma grande tenda oval de lona verde e amarela e recebeu outros nomes ao longo dos anos, incluindo Colonie Coliseum. O Starlight passou por dificuldades em 1997 e não reabriu no ano seguinte.

Millenium Complex Plymouth

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Originalmente inaugurado em 1931 como The Gaumont Palace, a grande sala de cinema recebia até 2.252 espectadores antes de se tornar um club na década de 80. Voltou ao apogeu nos anos 90, com as históricas festas Dreamscape, Obsession e Scream, atraindo milhares de clubbers para ver grandes artistas como Carl Cox, Pete Tong, Sasha e Digweed, entre muitos outros.

KTV and Nightclub Longgang

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Fotos da fachada e da pista principal do club na China.

Borscht Belt Resort Nightclub

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Os investidores deixaram o negócio e o Resort Pines segue abandonado em South Fallsburg, Nova Iorque.

Perth Entertainment Center

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O espaço que recebeu grandes shows como Bob Marley e AC/DC, segue como uma construção abandonada.

Communist Party Headquarters

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Embora não seja exatamente um club, este espaço no Monte Buzludzha na Bulgária seria a locação perfeita para várias festas.

Abandoned Watertower Nightclub

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A caixa d’água se tornou um club fechado durante um curto período em Nova Iorque.

Diskothek “Schatzi”

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Provavelmente a foto mais impressionante dessa coleção de clubs abandonados. A foto da Diskothek incendiada em Hagenbrunn, Austria é de Matthais Haiker.

Ten Walls Fez um Post Homofóbico que Pode Ter Custado sua Carreira

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O produtor lituano Ten Walls (Marijus Adomaitis) cavou a própria cova com um post homofóbico no Facebook, comparando gays a pedófilos e descrevendo-os como “pessoas de uma raça diferente” que precisam ser “consertadas”. A publicação do Ten Walls é do dia 3 de junho, mas o lance todo estourou bem no final do feriado. » Continue lendo esta matéria

Protegido: Fatboy Slim: “Algo tem que sobreviver quando a bolha do EDM explodir”

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O Papel do DJ nos Festivais de Música Eletrônica

11146549_10204266404605586_4648285543210346328_n(foto por Harrison Boyce/Facebook)

Não é segredo que os festivais têm um papel crucial na atual cultura da dance music. Esses eventos gigantescos não servem apenas como um portal de entrada para novos fãs do gênero; são também uma plataforma poderosa para a divulgação de novas ideias e sons, além de uma mostra do caminho que a cultura dance está tomando. Além disso, são uma forma segura de produzir receita tanto para a galera independente quanto para as grandes corporações.

Ainda assim, à medida que os festivais vão crescendo em dimensão e importância, sua atração principal – os DJs famosos – estão se deparando com uma crise existencial. Mais especificamente sobre o que caralhos eles deveriam fazer quando estão no palco. Em entrevistas recentes para o New York Times, MTV e outros canais, diversos DJs conceituados parecem ter opiniões divergentes, ou pelo menos visões extremamente diferentes, sobre qual deveria ser o seu papel em um festival de dance. » Continue lendo esta matéria

A História do Jambox

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por Luísa Viscardi e Rizza Bomfim
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Lembramos bem do dia em que nos conhecemos, um encontro por acaso, no Boiler Room Brasil. Eu (Luísa Viscardi) havia acabado de sair da MCD, empresa que trabalhei como estilista, e a Rizza Bomfim estava em busca de marcas que teriam interesse em apoiar a cultura do turntablism. » Continue lendo esta matéria

Alguém Reeditou Sets do Boiler Room com uns Dance Farofa 90′s

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É indiscutível que o Boiler Room hoje tem seu espaço garantido na história da dance music global e nos nossos corações. Os gigantes do livestream são merecidamente respeitados por mostrarem de uma forma bastante honesta e ingênua os DJs mais incríveis do mundo arrepiando seus sets semana após semana, sessão após sessão. Mas como, infelizmente, a zuera não tem limites, surgiu esse canal do YouTube dedicado a captar trechos das transmissões e substituir o áudio original por todo tipo de hit farofa da dance music pop dos anos 90. » Continue lendo esta matéria

Deep Köln

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por Gop Tun

Difícil explicar a mística que envolve esta conexão entre Gop Tun e Colônia. Mas misticidade é uma das nossas palavras favoritas, então tentamos lembrar o primeiro episódio da série.

“Sea” é o nome do primeiro single do Roosevelt. Gui Scott farejou esta primeiro, com toda as nuances “arthurusseanas” e um clima que parecia ter vindo do oceano pacífico, não do rio Reno. Um primeiro inocente contato foi transformado para sempre, quando o lendário Tobias Thomas (da festa Total Confusion) avisou em pleno mês de janeiro que Marius Lauber AKA Roosevelt faria uma performance em Recife e por apenas uma passagem de ida para São Paulo e um cachê simbólico ele poderia apresentar-se em São Paulo. Obviamente que tudo estava maravilhoso, tirando o fato de que a única data possível era em uma quarta feira… Antes do Carnaval. » Continue lendo esta matéria

Vips para o níver de 2 anos da MAMBA NEGRȺ

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A Lega Itálica, bonito e decadento espaço de shows e festas na Liberdade, recebe nessa sexta-feira, 22/05, o aniversário de 2 anos da Mamba Negra, uma das festas mais nonsense a rolarem em SP nos últimos tempos. » Continue lendo esta matéria

Nuits Sonores: o festival ideal para o charme de Lyon

Por João Anzolin

“Estávamos cansados de ir todos os anos até Barcelona pra ver (e ouvir) os artistas eletrônicos e indies que gostamos”.  É com um discreto sorriso no rosto e uma sinceridade orgulhosa no olhar que Meryl De Laurent explica sem maiores rodeios sobre as origens do Nuits Sonores. O festival aconteceu pela décima terceira vez  na cidade francesa de Lyon entre os últimos dias 13 e 17 de maio, reunindo mais de 150 mil pessoas entre suas festas oficiais, o circuito “off” de eventos pela cidade e os fóruns do European Lab – do qual Meryl é uma das curadoras.

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